Neymar não está fora da Copa. Blog Mário Marinho

Signore Carlo Ancelotti divulgou a lista dos 26 convocados para os dois próximos amistosos da Seleção Brasileira, os últimos antes da convocação final para a Copa.
Neymar não está entre os 26 que são:
- Goleiros: Alisson (Liverpool), Bento (Al-Nassr) e Ederson (Fenerbahçe).
- Defensores: Alex Sandro (Flamengo), Bremer (Juventus), Danilo (Flamengo), Douglas Santos (Zenit), Gabriel Magalhães (Arsenal), Ibañez (Al-Ahli), Leo Pereira (Flamengo), Marquinhos (PSG) e Wesley (Roma).
- Meio-campistas: Andrey Santos (Chelsea), Casemiro (Manchester United), Danilo (Botafogo), Fabinho (Al-Ittihad) e Gabriel Sara (Galatasaray).
- Atacantes: Endrick (Lyon), Gabriel Martinelli (Arsenal), Igor Thiago (Brentford), João Pedro (Chelsea), Luiz Henrique (Zenit), Matheus Cunha (Manchester United), Raphinha (Barcelona), Rayan (Bournemouth) e Vinicius Junior (Real Madrid).
O campeoníssimo Ancelotti mostrou coerência em suas convocações.
Logo ao chegar ao Brasil, perguntado sobre Neymar que enfrentava mais uma de suas muitas contusões, ele declarou:
– Neymar é um jogador acima do nível normal. Qualquer técnico em qualquer parte do mundo, gostaria de tê-lo em seu time. Ele não precisa provar nada. Mas eu só vou convocar jogadores que estejam em plena forma física.
E o Neymar que vimos jogar neste domingo contra o Corínthians, no pálido empate, 1 a 1, na Vila Belmiro, mostrou que está totalmente fora de sua forma física.
Atuação do Neymar no domingo foi mediana, tipo nota 5 – aquela nota que dá para passar de ano, porém, sem louvor. Aliás, o jogo em si foi também nota 5 – fraquinho, fraquinho.
Se eu fosse o treinador da Seleção, teria convocado o Neymar, mesmo ele estando meia-boca. Seria bom vê-lo de novo no ambiente da Seleção e até serviria de mais motivação para ele.
Ontem, ao saber que não estava convocado, Neymar reagiu com tranquilidade, com serenidade.
– Claro que estou triste. Gostaria de estar lá. Mas respeito totalmente a decisão do técnico. E ainda tenho tempo, vou fazer a minha parte.
A situação atual de Neymar me remete a 2001, quando Ronaldo sofreu a mais grave de suas contusões.
Foi no dia 12 de abril de 2000. Ronaldo vinha de cinco meses no estaleiro por conta de uma contusão.
Naquele dia, jogava contra o Lazio, pela Supercopa da Itália, quando deu uma de suas arrancadas e de repente ouviu-se um estalo.
Era o rompimento do tendão patelar de seu joelho direito.
O estalo, que foi ouvido no estádio, foi substituido pelos gritos de dor do Fenômeno.
Durante os quase dois anos que se seguiram, a continuação da carreira de Ronaldo foi posta em dúvida.
E também sua convocação para a Copa de 2002.
Naquela época, eu participava de um programa na tevê Bandeirantes, apresentado por Milton Neves, chamado Esporte Total Debate que tinha também a participação dos jornalistas Roberto Benevides e Mauro Betting, além de outros convidados.
Num daqueles programas estava ao meu lado um famoso médico ortopedista que, no intervalo, me disse:
– Ronaldo não joga mais futebol.
– Por que não?, perguntei.
– Essa contusão é gravíssima. Ele não vai recuperar totalmente o equilíbrio. Ele vai conseguir arrancar, mas não conseguirá parar de repente como faz hoje. Ele arranca e para quando quer e dá os dribles no seu marcador com facilidade. Ele não vai mais recuperar essa virtude, esse dom que ele tem.
– Por que você não fala isso no programa?
– Eu não quero desanimá-lo.
Ainda bem que ele não disse, pois Ronaldo não só voltou a jogar futebol como foi o artilheiro e melhor jogador da Copa de 2002.
São apenas lembranças e não profecias ou adivinhações de futuro.

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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi
durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.
(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)
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A diferença é que Ronaldo não é um mau caráter como o menino ney, que joga duas, três vezes por ano.