No Brasil, deram o nome de delação premiada, o que não é bom, pois, no país, delação tem conotação péssima. Melhor seria chamar de acordos premiados, pois são pessoas que participaram de malfeitos (sempre repito o substantivo muito usado por Dilma) e que desejam livrar a própria cara contando o que sabem da podridão governamental. Nos Estados Unidos, o nome é “plea bargain”, que, em tradução livre – e põe livre nisso – é barganha pra me livrar de coisa pior, “eu entrego informações e vocês diminuem a minha pena.”. Tem um “delatado” que, por mais cara de pau que tenha, reforçada por um enorme bigode, não vai escapar (espero), está gravado o que tentou, por mais que tente se explicar, tá danado. E não é a primeira vez em que é acusado de desonestidade, armou um dossiê contra José Serra na eleição para governador de São Paulo em 2006 (e, apesar disso. é pessoa de confiança da presidente…). Aécio continuará a posar de bom moço, será que alguém ainda acreditará? Os jornais prestariam um grande serviço ao país se passassem a repetir um hábito do infelizmente extinto Jornal do Brasil, ao pé das matérias publicava um box com o título “Para saber mais”, no qual relembrava todos os podres antigos dos envolvidos em podres novos.
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