A IA e a economia. Por Arnaldo Niskier
…O futuro da economia global está diretamente ligado ao avanço da IA. O Brasil desponta com uma posição privilegiada, já que temos muita energia limpa e cerca de 25% das reservas de terras raras conhecidas do planeta…
A IA vai “roubar” meu emprego? Jovens em busca do primeiro emprego se perguntam. Seria uma repetição do que foi questionamento de muitos após a revolução industrial? Naquela época os teares mecânicos substituíram tecelões. Não se veem mais datilógrafos, uma vez que todos nós utilizamos teclados no dia a dia. Muitos empregos que eram essenciais não existem mais, em contrapartida surgiram muitos novos empregos ligados diretamente à revolução tecnológica.
A realidade é que o avanço da IA ainda é recente, mas muito rápido, fazendo com que uma nova reação mercadológica aconteça, com jovens tendo mais dificuldade em se colocar no mercado de trabalho do que as gerações anteriores. É um fato mundial, sendo visto na China e nos EUA, especialmente entre os recém formados. Isso requer atenção, principalmente nas políticas públicas. Já temos menos gente trabalhando hoje, qual será o quantitativo de profissionais experientes no futuro, se continuarmos nessa escalada? O futuro vai depender de como o mundo se adequa diante dos avanços tecnológicos e na empregabilidade.
Economicamente, quem se adiantou e investiu em fundos específicos para IA já existentes, está tendo bons rendimentos. Um exemplo é o Fundo Safra de Inteligência Artificial, criado em 2024 e com 43,61% de rentabilidade nominal entre janeiro e maio deste ano (770,09% do CDI), figurando como inovação de maior retorno no mercado econômico doméstico.
A IA ainda é muito controversa, visto que não há garantia de 100% de segurança no uso dessa tecnologia. Pensando nisso, o governo Trump decidiu que selecionará quem pode usar ou não a nova versão do GPT 5.6, nova IA da OpenAI. Até abril 59 mi de pessoas pagavam pelo ChatGPT no mundo todo. Paralelamente, a China, com sua tecnologia IA chamada DeepSeek, arrecadou a quantia impressionante de US$7,4 bi e a companhia foi avaliada em US$ 50 bi. A IA chinesa se mostrou eficaz na descoberta de falhas cibernéticas, o que alertou os EUA.
O futuro da economia global está diretamente ligado ao avanço da IA. O Brasil desponta com uma posição privilegiada, já que temos muita energia limpa e cerca de 25% das reservas de terras raras conhecidas do planeta. Essa combinação atrai o capital estrangeiro para áreas básicas como energia solar, ferrovias, indústria, bioeconomia, minerais críticos entre outros. Segundo a gerente de Investimento da ApexBrasil, Helena Brandão: “Ter um processo produtivo com baixa pegada de carbono deixou de ser intenção e virou pré-requisito fundamental.” O Brasil tem tudo para ser a nação na dianteira da nova economia que se desenha, totalmente ligada à IA, num futuro cada vez mais próximo.
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Arnaldo Niskier – Imortal. Sétimo ocupante da Cadeira nº 18 da Academia Brasileira de Letras. Professor, escritor, filósofo, historiador e pedagogo. Licenciado em Matemática e Pedagogia pela UERJ. Professor aposentado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Foi presidente da Academia Brasileira de Letras e secretário estadual de Ciência e Tecnologia e de Educação e Cultura do Rio de Janeiro. Presidente Emérito do CIEE/RJ. Honoris Causa da Universidade Santa Úrsula.Comendador do Superior Tribunal do Trabalho.
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