Copa do Brasil: quem se deu bem. Blog Mário Marinho

A Copa do Brasil, que além de ser um torneio muito disputado por seu caráter de mata-mata, traz uma premiação milionária, sonhada pela maioria dos clubes brasileiros.
Mas na rodada do fim de semana deixou a desejar em termos de futebol.
Ou quase.
No sábado, foram disputados três jogos:
Vasco x Fluminense
Santos x Remo
Atlético MG x Juventude
Todos eles terminaram sem gols.
No domingo, Chapecoense x Cruzeiro também terminou sem gols.
Mas eis que surge em campo imponente,
No gramado em que a luta o aguarda…
Como canta o Hino do Palmeiras surgiu para mudar a triste história desse jejum de gols.
É verdade que entrou no gramado dessa forma apenas no segundo tempo.
No primeiro, permaneceu o 0 a 0 em um jogo bastante morno.
No segundo, a história foi outra.
E foi contada pelos jogadores que vieram da Copa do Mundo.
Logo aos dois minutos, Maurício, que defendeu o Paraguai na Copa dos EUA, fez 1 a 0.
O ótimo e escorregadio Arias, que defendeu a Colômbia, fez 2 a 0.
E aos 40 minutos, o excelente Flaco Lopes, que defendeu a Argentina, fez 3 a 0.
Com um segundo tempo primoroso técnica e taticamente, o Verdão deito e rolou contra o Fortaleza, praticamente garantindo a sua classificação para as quartas-de-final.
Enquanto isso, lá em Porto Alegre, o Corinthians era batido pelo Internacional, 2 a 0.
Para muitos houve falhas na saída de bola do Timão quando tenta, de sua defesa, sair jogando segundo a cartilha Fernando Diniz – ou seja, tocando a bola.
Ou também falha do técnico, ao substituir o machucado volante André pelo atacante Jesse Lingard.
Time ficou mais aberto e acabou levando os dois gols.
A teoria da ousada substituição promovida por Diniz tem até um certo grau de acerto.
Quanto à saída de bola, não esqueço de uma velha lição do técnico Felipe Scolari segundo a qual o zagueiro tem que saber zagueirar.
Ou seja: há um momento que é preciso se livrar da bola, tirá-la de perto de sua área, mesmo que seja com um chutão pra frente.
Isso é zagueirar.
Os defensores do Timão parecem não saber o que é isso.
De todo jeito, fica explícita a dependência do time por Yuri Alberto.
O Corinthians não sabe jogar sem ele.
E o time que já não é lá essa Brastemp fica absolutamente perdido.
O resultado pode ser revestido no jogo de volta, na próxima quinta-feira?
Sim, pode, mas é muito difícil.
Principalmente se ainda não tiver o goleador Yuri Alberto.
Pergunta
Do milhão
Você já sabe quem matou Odete Roitman. Então a pergunta é: quando Memphis de Pay volta aos gramados?
Veja os gols da rodada:
https://youtu.be/uQEol4cC7fc?si=1lW08GwQZj5Y6IkK
Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.
(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)
