Diploma, a questão. Ser ou não ser?
Pergunta inocente: diploma é sinal de integridade?
Dois Excelentíssimos Senhores Ministros do STF propuseram a volta da obrigatoriedade do diploma de jornalista para evitar que o Jornalismo caia nas mãos da bandidagem.
Desconhecem a frase “Que bobos! Eles pensam que os jornalistas escrevem com as mãos” pronunciada pelo jornalista e compositor Antônio Maria depois de haver sido agredido por policiais pelo fato da denúncia de violência policial contra a população que tinha feito. O Jornalismo nasce na vocação, é feito no cérebro, com coragem, com investigação, e, principalmente, com honestidade. Diploma é detalhe que pode ajudar, mas não é essencial.
A pergunta inocente: todos os ministros, juízes, procuradores federais e de Justiça, promotores de Justiça e delegados federais e de Polícia são diplomados e, mais, concursados. Então, por que existem tantos punidos por crimes de morte, assédio sexual e corrupção? O diploma não deveria garantir a probidade deles?
Por quê, apesar do diploma, existe o Conselho Nacional de Justiça (CNJ)? Se o canudo resolvesse tudo não haveria a necessidade de controlar e fiscalizar a conduta de juízes e tribunais. Nem as finanças e a administração dos tribunais.
Mas, porém, contudo, todavia, há um aspecto curioso no outro lado, o desdiplomatizado. A ideia sem sentido causou revolta nas hostes jornalísticas.
Mas não foi assim em 1969, quando a ditadura militar criou a obrigatoriedade. Ao contrário, houve comemoração, a medida foi recebida como uma conquista de valorização técnica – a mesma alegação usada pelos ministros e contestada hoje.
Mais, em 2009, quando o STF revogou a obrigatoriedade, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e os sindicatos ficaram indignados, alegando ser um grande erro e um retrocesso na garantia da qualidade da informação e da valorização profissional.
A Fenaj e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo entraram com embargos de declaração no STF tentando mudar o acórdão. Queriam um acordão…
Por que os protestos agora?
Nóis pensa só ninóis!
A Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento entrou com uma ação civil pública para que a Justiça suspenda temporariamente a obrigatoriedade de acrescentar o fluoreto – sal de flúor – à água distribuída no país pelos sistemas de abastecimento.
A obrigatoriedade foi criada em 1974 depois que ficou provado que a medida previne a cárie.
Os aesbélicos pedem que a Justiça aceite o pedido devido à falta temporária do ácido fluossilícico – de onde vem o sal –, usado na fluoretação da água.
Resumo da ópera: querem diminuir seus custos e transferi-los para a população, principalmente a mais pobre, que deverá ter aumento de despesas com dentistas devido ao aumento de incidência de cáries.
Viva as estatais pensando no povo!
Espelharam-se nos danos causados aos paulistas pela Sabesp privatizada por Tarcínico Desfeitas?
Wishful thinking
“IA não substitui senso crítico, diz fundadora da Colletivo Design”
“As palestras que eu entrei de inteligência artificial são as mesmas há quatro anos. É sempre a mesma coisa que as pessoas falam. […] Só 15% do mundo real está mapeado com a IA. […] E nada substitui a nossa criticidade, nada substitui o nosso senso crítico”.
Em que mundo ela foi às palestras? A IA e sua aliada BN estão causando enorme estrago. Mas não é culpa da IA, bem usada, é uma bela ferramenta. O problema é a BN de quem usa a IA.
STF, sinta-se elogiado!
“Flávio Bolsonaro diz que olha para o STF com nojo e fala em ser ‘presidente de transição’”
Assim como certos elogios desmerecem, há críticas extremamente elogiosas. Esta, por exemplo, faz com que sejam esquecidos todos os erros cometidos pela Corte.
E mais um detalhe, seria presidente da transichão.
Uau!
Trairaflávio declarou: O bandido vai ser tirado de circulação, em pé ou deitado.”.
Bilhete de suicida!
É óbvio
“Derrite faltou a 84% das sessões da Comissão de Segurança da Câmara em 2026”
Nela não dá pra comandar operações que resultam em mortes de inocentes, portanto não interessam a ele.
Muuuito interessante
O “SP1” apresentou reportagem mostrando o registro de quilometragens de veículos compilados em vistorias do Detran. Curioso: alguns inicialmente mostram quilometragens altíssimas que vão baixando nas vistorias seguintes. Ninguém percebe a adulteração??? Que raios de sistema digital o Detran usa que não faz disparar 500 alarmes? Uma pessoa que pretende comprar um carro usado, consulta, acredita, e recebe um calhambeque cheio de problemas com certificado oficial.
Perguntadas, veio a resposta de sempre das otoridades. “O Detran está intensificando etc. etc. etc.”.
Uma ajudinha do “Macaco Simão”, da “FSP”: “Gangue da Bananeira apavora motoristas na marginal Tietê. Os bandidos ficam escondidos na bananeira. Quando passa um carro, eles atacam. Até a internet sabe da Gangue da Bananeira. Menos a polícia. E quando a Gangue da Bananeira vier atacar o seu carro, você dá uma banana e acelera! Rarará!”.
That’s it!
Devolvendo a afirmação
No “Mira” do dia 21 foi publicada uma declaração da defesa de Lulinha: “Advogado diz que se Lulinha não fosse filho do presidente caso teria sido arquivado”
Se ele não fosse filho do presidente teria acontecido isto “Lobista amiga de Lulinha pagou cartão e carro de ex-chefe de gabinete de Lula enquanto negociava com governo, diz PF”?
Tudo “suspeita”: “Amiga de Lulinha levou suspeito de operar propina para reunião no governo”; “Lobista pagou viagem de Lulinha para África e Europa, diz revista [Veja]”
Depois reclamam…
“Datafolha: Celina Leão e José Roberto Arruda empatam na disputa pelo Governo do DF”
Ela, 30%; ele, 28%. Os deefelistas não sabem quem são? É pra ornar com o que acontece no Congresso? “Os político são tudo corrupto”. Mas quem os elege é o quê? Honesto?
Que sakada!
O articulista do “UOL” Leonardo Sakamoto está coberto de razão: “De Lulinha a Flávio, Brasil precisa de vazamento amplo, geral e irrestrito”.
Tudo o que envolve figuras públicas tem de vir a público. Pelo fim do segredo de Justiça para eles. Serve só para protecionismo ou espichacionismo dependendo das mãos em que o caso cair. Acaba dando origem a um triste uso de “Os fins justificam os meios”, as práticas ilegais como os vazamentos.
Quem em sã consciência não acredita no famoso “Onde há fumaça, há fogo”? Um solta fumaça desde que foi eleito deputado estadual no RJ em 2002, aos 21 anos. O outro, desde 2005, faz 21 anos, idade a partir da qual vale candidatura para a deputância e prefeitância.
Entre os insuspeitos, há vários noviços, um com apelido sugestivo, Marcola…
Poucas questões têm uma resposta mais óbvia!
“’A geração sóbria’: por que cada vez mais jovens trocam o álcool por remédios de ansiedade – e por que isso preocupa”
Confesso, não li. O título já indica que a tese parte de uma premissa errada. Desde sempre beber, a não ser que seja por prazer e com moderação, é vício. Então, se a opção for verdadadeira, “a geração sóbria” está trocando um vício por outro. Uma coisa é beber por prazer, se for para tentar mascarar problemas, relaxar, é outra coisa.
E cá entre nós, que juventude triste, hein? Sem causa, e quando tem, é reacionária.
Tem de mudar o nome!
Sabe aquele filme, “Uma Batalha Após a Outra”, ganhador de seis Oscars este ano? O título está desatualizado, o certo é “Uma Reprise Após a Outra”. Foram, no mínimo, 20 nos últimos dois meses.
E surgiu um candidato a superá-lo. O documentário “Um Presidente Improvável”, que conta a trajetória de FHC, apresentado uma centena de vezes na “TV Senado”, está sendo anunciado como novidade no “Curta” …
Assim como está no comentário mais acima do “Macaco Simão”, “Quando passa um carro, eles atacam. Até a internet sabe da Gangue da Bananeira. Menos a polícia.”, só os criticozinhos não veem.
(CACALO KFOURI)
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Meu caro Cacalo: as faculdades de Jornalismo foram tomadas pela esquerda desde os tempos da ditadura. Além de gatrantir um emprego para professores marxistas e que tais, delas saem, mais que bacharéis, militantes que abastecem o PT, o PSOL, o PC do B e congênres. Esse o verdadeiro motivo dos protestos das “entidades” de classe. Em tempo: tenho diploma que, infelizmente, nada me acrescentou na profissão.