Ilustração: Benjamim Cafalli
Intolerâncias |38: “Era” da informação? Uma “Era” mesmo?
ERA DA INFORMAÇÃO?

Dizem que se vive a “Era da Informação”. Deve haver um erro na interpretação de “Era”. Infinitos e rápidos meios de se conseguir acesso a tudo o que é necessário para escrever certo, informar certo e, ao contrário do que o “Intol” mostra, a situação está cada vez pior. Tudo indica que o “Era” é o passado do verbo ser… E como é possível que todos, seja nos impressos, seja nos digitais, aceitem “pasçivamente”, o que acontece???
É também impressionante o grau de desconhecimento do significado das palavras, o que leva o uso inadmissível de afirmar em dupla com o terrível teria.
Geúnico inauguracional, quiéquiéisto??? “Honda lança no Brasil esportivo em que Ayrton Senna já foi garoto-propaganda”. Do qual, caramba!!! Mais tarde tiraram o “em” e imaginaram que tinham corrigido…
Tenha dó, geúnico, não é aceitável que alguém que pretenda informar não se informe: “apresentadas como obras originais de Cândido Portinari.”. Veja, desinformado:

Cadê o chapéu?
Não, geúnico: “O “split payment” é um dos módulos do super sistema da Receita Federal”. É um supersistema, viste? “depois a gente vai começar com o PIX estático e a gente vai subindo modelos ao longo do ano.”. Estático é o erro eterno do g1, é Pix!
O termo terras-raras tem hífen: “Terras raras: Senado aprova projeto com fundo garantidor e crédito de R$ 5 bi para estimular exploração”. Mas mais raro ainda é o geúnico que escreve certo, 90% estão errando. Errado na capa, no títtulo e no texto inteiro.
Ô Tangerina azeda, atente-se: “Sportv exibe chamada com apresentadora demitida há duas semanas”; “além de ser figurinha carimbada no Redação SporTV. Além da apresentação, ela realizava entrevistas com técnicos e jogadores para a programação do Sportv.”. Somando tudo, errou cinco vezes, acertou uma – SporTV – e não percebeu a diferença.
Oh, por Selene! No Jornal da Band a graciosa locutriz disse “Quem acordou cedo pôde ver uma eclipse da Lua”. Ela teve um, gramatical…
Uau, folhal, estudar é melhor e não faz mal!!! “sentido rodovia Castelo Branco. Nesse momento o trio de suspeitos teriam ido até ele para assaltá-lo,”. Pra começar, é Castello Branco. Pra continuar, nem a sem sentido regra de concordância por proximidade permite o seu despautério. O trio teriA ido, caramba! Sem mencionar o teria… “Segundo o agente, os homens entraram em luta corporal com o PM, dispararam e fugiram,”. Esse pessoal acha que segundo é o que vem depois do primeiro e antes do terceiro..
Sem querer pôr culpa na vítima, mas como um PM desconhece esse tipo de golpe??? Não se informou? Sai notícia dia sim outro também. Despreparo total.
Folhal, que diferença: “Presos, generais do golpe estudam à distância, fazem fisioterapia e resenham livros”. O escriba, solto, não estuda nem a pertância nem a distância…
Na capa do portal folhal: “Bruno Dantas renuncia ao TCU, e Pacheco dassumirá o cargo”. E daparecerá também?
O estadônicozinho, atento como todos quando se trata (um deles até escreveria “se tratam”…) de nomes, desconhece até o do concorrente que vende mais que o dele: “A informação foi adiantada pela Folha de S. Paulo.”. Folha de S.Paulo, ligadão.
Ih, agora um lapso freudiano… “Lula aparece ao lado de Roberta e da advoga da Daniela Teixeira, que veio a ser indicada como ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ).”. Quanta intimidade, escriba, da “advoga”…?
Uai, no compriendo! “Estavam a bordo o piloto e um tripulante.”. Piloto não é mais tripulante, é passageiro???
Viva!!! Mistake fazendo escola no “Estadãozinho”!!! Assim está na página A8: “ele venceu a prova do C1 500m e garantiu a medalha de ouro no Mundial de Canoagem, com o tempo de 1m46s08 .”. Mas não bastou, repeteco na A32: “Isaquias completou a disputa com o tempo de 1m46s08 e levou a melhor sobre o tcheco Martin Fuksa,”. Metro virou medida de tempo, criaram o trenóligio! Metro, m, minuto, min… O jornal não apontou o erro até hoje.
O desinformado da vez é um estadônicozinho: “superando a Roda Rico, com 91 metros, instalada no Parque Cândido Portinari, em São Paulo.”. Estadônicozinho, Candido jamais usou chapéu.
Tem coisa mais rara ainda: “Será delicado extrair terras raras em MG,”. Alguém saber como usar hífen no “Estadãozinho”. É terras-raras, ilustre Gabeira! Errado mais um monte de vezes no texto.
De novo! “Como alternativa à China, países recorrem a terras raras do Brasil”. Hífen! Errado mais um monte de vezes no texto.
Eta gente ruim! “Governo inclui R$ 6 bilhões aos Correios no PLOA”. Ploa! Errado de novo no texto.
Mais um: “diretor executivo da Liga Antidifamação”. Hífen!
Dois imbatíveis! “Gabriel Jesus está chegando em um Barcelona imbatível em La Liga.”. Um trabalha em um jornal que massacra a Gramática e um está chegando “a” um Barcelona…
Antigamente os editores corrigiam eventuais erros cometidos por repórteres: “Corte radical nas emissões de gases do efeito estufa continua sendo a principal ação necessária para conter os maiores impactos; proposta cita agora limite de 1,8°C”. Hoje em dia não são capazes nem de copiar os acertos deles: “O novo plano deixa claro que a prioridade absoluta continua sendo o corte profundo de dióxido de carbono (CO2), metano e outros gases de efeito estufa.”. De, estadônicozinho, como está no texto, os que causam o efeito, o efeito não “possui” – gostou? – gases, viste?
Não, uólico: “O corpo foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal).”. Médico-Legal, tá legal?
Notícia errada no “notícias na tv”: “Elogiada por colegas, Sabina Simonato promete pix ao vivo na Globo: ‘5 conto’”. “pix” não é “5 conto” – o singular foi brincadeira – é um conto do vigário. É Pix, caramba, não presta atenção nem no que está na sua conta no banco? Errado mais vezes no texto.
É inacreditível! “A PGR (Procuradoria Geral da República) assinou um acordo de delação premiada com o fundador da gestora Reag, João Carlos Mansur”. Caramba, são todos nefelibatas??? A PGR não sai do noticiário, e o uólico não vê que tem hífen??? Todos estadônicozinhados? A mesma coisa vale pro Instituto Médico-Legal, pra Secretaria dA Segurança Pública, pro Pix…
Não se salva um! O gerante de caracteres da “BAND NEWS” não deve morar no planeta Terra:

Só ele ou o advogaro dele também? Notem que abaixo está certo.
Blog do Ancelmo
Jefe: Ancelmo Gois
Miss Caixa/mistake: Fernanda Pontes
Mister Caixa/errador: Nelson Lima Neto
Vaga-Lume: Camila Araujo
O anônimo inaugurante da semana: “No dia 29 de setembro, na Faculdade de Direito de Lisboa, o Fórum de Integração Brasil-Europa (FIBE),”. Fibe, escriba. “palestra de Deonísio da Silva no PEN CLUBE sobre fantasias e fantasmas de agosto,”. Clube, cara-?
O anônimo solidário, não deixa MsC sozinha (vai ver é ela…): “A decisão é do juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira e atende a um pedido do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO),”. Gaeco. “operações fracionadas via PIX e transferências bancárias sem comprovação de origem.”. Pix…
Em outra: “Em parceria com o FOTORIO,”. FotoRio…
O anônimo virou caixista: “O autor Ricardo Lodi, é Professor Titular de Direito Financeiro da UERJ e ex-Reitor da Universidade.”. Uerj, professor titular e ex-reitor, viste?
O anônimo tem todas as características da dupla MsC/mistake… “O Cônego Márcio Queiroz toma posse em missa presidida pelo cardeal Orani Tempesta, (…). Ele sucede ao Conego Ionaldo Pereira.”. Dá pra entender cônego em alta e cardeal em baixa? E ele ainda perde o barrete no caminho?
Mistake e a dificuldade dos brogueiros com os demonstrativos… “Os Arcos da Lapa continuam sendo alvo de ações criminosas e irregulares. Dessa vez,”. A vez atual, aquela de que você trata, dificultosa, desta…
Explique melhor, mistake: “não está autorizada a retirada compulsória dos das famílias nem o emprego de força policial.”. Dos des pode? A retirada dele é compulsória.
Mistake gastando artigo: “Mudanças foram oficializadas em diferentes bairros da cidade comoo Joá, Recreio, Realengo, Jacarepaguá e Laranjeiras”. Sem o “o”, viste?
Ela, de novo, e “desta!” vez, faltando artigo:“Publicados nesta quarta-feira (26),”; “A lista chama atenção pela variedade das homenagens.”. Mistake, neste hoje é quinta, 27, e é chama a atenção, viste?
MsC, a inaprendível: “A nova sede começa a ser implantada nas próximas semanas pela EMOP.”. Emop… Em outra: “que foi o relator da Lei do SNUC e um dos fundadores da SOS Mata Atlântica,”. Snuc… errado mais uma vez à frente.
Aqui é geral, sempre. No caso, da MsC: “’O naufrágio pode ser geral, mas o afogamento é seletivo’, diz Preto Zezé, da CUFA, sobre crise climática”. É crise “gramática”, Cufa, leitura direta, MsC. Errado mais duas vezes à frente.
MsC… “Força Municipal estreia no desfile de 7 de Setembro no Rio”; “O público que gosta de acompanhar o desfile de 7 de setembro na cidade do Rio de Janeiro verá uma novidade esse ano.”. Incorretável, não é um dia qualquer, é feriado nacional, S, viste?
Mistake, mistake… “O happy hour terá petiscos e bebidas,”. A hora, dificultosa…
Ela não se cansa de cansar o “Intol”… “Veja este flagrante do fotógrafo Alexandre Machado registrou uma cena de caça no lago das vitórias-régias”. Mistake, que desastre: “Veja este flagrante da cena de caça que o fotógrafo AM registrou no lago das vitórias-régias”, caramba!
MsC: “no Teatro UCAM Centro,”. Ucam…
Não, duplinha terrível: “que vai até dia 02 de outubro, (…), no Cine Arte UFF e no INES.”. Dia 2 e Ines, viste?
Não é uma turma altamente caprichosa? “Governo do Estado assina termo de cessão do estádio Caio Martins e viabiliza parque e reservatório em Niterói”. No título, estádio. “Campo de futebol do Estádio Caio Martins”. Na legenda da foto, Estádio. “O Governo do Estado formalizou nesta quarta-feira (2) a cessão de uma área de 25 mil metros quadrados do Estádio Caio Martins para a Prefeitura de Niterói (RJ).”. No texto, Estádio. E mistake acertou no que errou em outra nota, 2.
Mistake, apesar de a reforma ortográfica viger há 17 anos, ainda não sabe que aconteceu: “No terreno, será implantado o Estância Pernambuco, um mini-condomínio com dez casas”. Minicondomínio, viste, maxidesconhecente? Errado no texto também. “Erguida em 1986, chama atenção pela arquitetura em estilo inglês.”. Tem mais coisa que chama “a” atenção…
Não, jefe: “A revogação ocorre duas semanas depois de a Universidade revogar este mesmo título ao americano Lincoln Gordon”. Dado ao ou do, viste? “Durante este período, a famigerada PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado), que combatia com violência, foi responsável pela repressão a todas as formas de oposição ao regime político do Estado Novo.”. Jefe, pede ajuda ao “Volp” e descubra que é Pide. O quê, jefe? Atuou no Brasil também durante a ditadura de Getúlio??? Barrabá, que novidade! Tira o Novo daí, caramba!
JCaixa??? “O ex-jogador Bebeto está sendo cobrado na justiça pelo Condomínio Santa Mónica, na Barra da Tijuca,”. Justiça em bx??? Mónica??? Vixi…
Peraí, jefe: “Promovida pela Secretária Municipal de Cultura, comandada por Lucas Padilha,”. Lucas é Secretária??? Ah, Secretaria…
JCaixa com digitais da MsC: “a relação nominal dos credores e informações ao Administrador Judicial. (…). “solicitando à receita Federal as últimas declarações do Imposto de Renda e as declarações sobre operações imobiliárias. O juiz manteve como administrador judicial o escritório de advocacia de Bruno Galvão Souza Pinto de Rezende,”. Um dos C, A.D. ou a.d.? errezinho Federal??? Caiu na malha fina, R!
Ele, de novo: “Em um jantar de encerramento do congresso científico promovido pelo Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE),”. Hip, hip, Hupe! Errado de novo mais à frente.
Jefe, é inconcebível que não saiba a diferença: “o Ministério Público pediu que ele seja condenado ao pagamento de indenização por danos morais individuais e coletivos equivalente a 100 salários-mínimos.”. O salário é sem hífen, com é um substantivo que descreve quem ganha mal!
Jefe, pelamordedeus! “De acordo com a parte autora, em um dos conteúdos, Garotinho afirma que Travancas teria agredido a própria esposa.”. De acordo com a lógica raciocinal, intelectual e gramatical afirmação e futuro do pretérito são imiscíveis, água e óleo. Se afirmou, para ele, agrediu. Se é verdade ou não é outra questão, viste?
A vida tá dura, hein, JCaixa? “vereadora de Florianópolis e candidata a deputada Federal pelo PL por Santa Catarina.”. Por que o efão?
Tá mesmo… “Já o pedido de indenização por eventual dano moral, segundo a petição, cabe à Justiça estadual.”. Preconceito? Ezão, escriba.
A dupla fatal, JCaixa e MsC: “Atualmente, é pesquisador de Produtividade 1A do CNPq e cientista do Estado do Rio de Janeiro pela FAPERJ, além de coordenador do Laboratório de Ciências do Exercício (LACE),”. O “Intol” jura que é ela com ela, mas o jefe deixa usar o nome dele… Faperj e Lace, fatais.
A dupla fatal em ação de novo! “teve mais um capítulo na justiça.”. Jotão, caramba! Aposto que se trata da MsC com ela mesma… Errado de novo mais adiante.
Obs.: – O desaparecido errador deve estar em férias.
O “Intol” ficou intolerante com ele mesmo de tanto apontar alguns erros que se repetem e repetem e continuarão a ser cometidos: Assembleia-Geral da ONU, Sérgio [Moro], Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, Teatro Municipal, PIX, Itaim-Bibi, câmpus – em vez dos corretos Assembleia Geral da ONU, Sergio, da Segurança, Theatro, Pix, Itaim Bibi e campus e o plural campi. Por uns tempos não serão apontados, serão apontados somente se houver outros erros no texto. Já os daquele brogue voltarão a ser com força total.
Mudei de ideia, a suspeição insuspeita passou dos limites, tem de voltar a ser apontada.
Mas um erro deixará de ser apontado – menos em casos especiais – o uso de caixa-alta depois de dois-pontos.
(CACALO KFOURI)
