Verdão em Banho-maria. 

Verdão em Banho-maria. Blog Mário Marinho

Verdão em Banho-maria. 

 

Foi assim que o Peixe foi controlado na noite de ontem, na Vila Belmiro.

Não causou muito esforço para o Verdão.

Muito pelo contrário.

Se alguém merecia sair vitorioso daquele jogo, esse alguém seria o Palmeiras que empilhou chances de gol desperdiçadas.

O Santos se esforçou. E tanto se esforçou que, mesmo derrotado e eliminado, saiu de campo aplaudido por sua torcida.

Mas a diferença técnica entre os dois times foi absolutamente flagrante.

Com Neymar em campo, o time do Santos é um time nota 7, enfrentado um adversário nota 9,5.

Sem seu camisa 10, que saiu machucado no intervalo, o time é apenas nota 5.

Sabe aquele aluno que não é reprovado de ano na escola, mas passa raspando? –  assim é o Santos.

Mesmo sem fazer uma grande partida, ficou patente que Neymar faz falta.

No primeiro tempo, o domínio do Santos, embora ineficaz, foi grande.

No segundo tempo, sem Neymar, o Palmeiras jogou com muito mais facilidade.

Os jogadores santistas, principalmente do meio-campo para a frente, pareciam perdidos quando recebiam a bola. Olhava para um lado, olhavam para o outro como se estivessem procurando aquele camisa 10.

E, invariavelmente, os passes eram para os lados e curtos.

O lance de maior perigo do Santos aconteceu no primeiro tempo, justamente numa cobrança de falta de Neymar que exigiu intervenção complicada do goleirão Carlos Miguel.

O Palmeiras perdeu três chances incríveis: duas delas com o Maurício e outra com o Roque Júnior que entrou no segundo tempo, no lugar de Flaco Lopez.

Assim, com todo merecimento, o Palmeiras chega às quartas de final da Copa do Brasil.

Dia de

Jogaço.

Nem sempre os grandes clássicos se transformam em grandes jogos.

Às vezes, o nervosismo de enfrentar um rival direto acaba por atrapalhar o desempenho dos dois times.

Mas não foi o que aconteceu com Atlético x Cruzeiro, jogo disputado na Arena MRV, casa do Atlético, pela Copa do Brasil.

O abusado Cruzeiro, com seu bom time, saiu na frente.

Mas o Galo não se deixou intimidar.

Foi uma sucessão de grandes e belos ataques dos dois lados.

De ótimas chances de gols quase sempre terminando em defesas dos dois excelentes goleiros.

Até que o atacante Fred começou a desequilibrar.

É bem verdade que, aos 15 minutos do segundo tempo, o Cruzeiro teve um jogador justamente expulso.

Num jogo normal, 10 contra 11 já se torna muito desigual. E essa desigualdade aumenta quando o jogo é um clássico.

O Fred, que cito acima, é um jogador talentoso que ama defender o Atlético, seu time do coração.

Ele participou do primeiro gol e depois marcou o gol da vitória que eliminou o adversário.

Foi emocionante a comemoração dele após o gol da vitória.

E de toda a torcida do Galo que mesmo terminado o jogo não saía do estádio.

Bonito, muito bonito.

Além do alto nível do futebol, o jogo foi disputado com muito respeito entre os atletas e destes cm o juiz.

Coisa que a gente não vê com facilidade no atual futebol brasileiro.

Gols da quarta-feira:

https://youtu.be/exYwKsoA1OA?si=fCbSrMcWGhfIbhfi


  • FOTO SOFIA MARINHO Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.
(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)

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