Hulk comemora...
Luzes vermelhas e sirene: Parque São Jorge em alerta. Blog Mário Marinho

Foi uma tradição mantida por muito tempo: toda vez que chegava um recém-contratado, um craque, as sirenes do Parque São Jorge eram acionadas e de longe se ouvia a boa notícia que era levada aos corintianos.
Mas agora é preciso fazer soar essa sirene para acordar o Parque São Jorge para esta terrível ameaça: a queda para a Segunda Divisão.
A situação está tão crítica que eu acho que até luzes vermelhas deveriam ser acesas.
Perder um jogo no Brasileirão é absolutamente normal nesta que é a mais difícil competição futebolística do mundo.
Mas perder seis jogos seguidos não é normal em lugar nenhum do mundo.
São 18 pontos que escorreram entre os dedos das mãos corintianas.
A terrível crise que toma conta da Nação Corintiana, desde a irresponsabilidade da construção da Arena de Itaquera, chega agora a limites alarmantes.
E o que é pior: não existe solução externa.
Endividado até os fios do cabelo, o Corinthians não tem dinheiro para contratar um novo técnico, nem pode contratar reforços pois está sob o efeito de três TransferBans.
A solução está em casa mesmo.
O primeiro passo foi dado pelos jogadores que pediram ao Diretor de Futebol, Marcelo Paz, a manutenção do técnico Fernando Diniz.
Ruim com ele; pior sem ele.
Não é o momento de chegar um técnico de fora que não conhece bem o elenco, não sabe da real situação corintiana.
Seria muito arriscado.
Felizmente, para o Corinthians, o futebol brasileiro dá agora uma parada por conta de duas datas Fifa.
Assim, o Timão pode respirar um pouco.
É tempo de conversa entre o Presidente, alguns Diretores, Comissão Técnica e os jogadores.
O time do Corinthians não é tão ruim assim para cair.
Porém, não é também tão bom para aspirar as primeiras colocações.
Apesar de ter tomado dois gols no segundo tempo (Hulk, na foto ao alto, fez dois na vitória carioca por 3 a 1), o que ficou claro é que o futebol mostrado nesse segundo tempo foi muito melhor, houve mais comprometimento dos jogadores, mais esforço, mais raça do que o pálido primeiro tempo.
O toque de Midas para mudar essa situação pode ser resumido a uma palavra: atitude.
É disso que o Corinthians precisa: atitude.
Vejam, em porcentagem, as possibilidades de rebaixamento neste momento no Brasileirão.
Chapecoense: 99,22% (era de 99%)
Remo: 94,6% (era de 84,6%)
Internacional: 69,1% (era de 57,4%)
Grêmio: 57,6% (era de 46,1%)
Corinthians: 21,4% (era de 14,6%)
Vasco: 18,4% (era de 39,3%)
Mirassol: 17,8% (era de 35,5%)
Vitória: 13,1% (era de 6,7%)
Vejam também as chances de ser campeão que, hoje, se resumem aos líderes da tabela:
Flamengo: 76,8% (era de 66,2%)
Palmeiras: 21,3% (era de 32,1%)
Esses números foram definidos pelo Departamento de Matemática da UFMG.

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A severa
Lei do Ex
Não foi escrita nem publicada em nenhum Diário Oficial, mas a existe a Lei do Ex que reza em seu artigo único que o ex-jogador de um time sempre vai fazer um gol contra o seu ex-time.
Mas ela pode ser também aplicada para não acontecerem gols.
Foi o que fez o ótimo goleiro Weverton ao enfrentar o seu ex-Palmeiras, ontem, na arena NuBank.
Ele pegou tudo.
Vi os melhores momentos do bom jogo: ele fez pelo menos 11 defesas daquelas bolas indefensáveis.
E tirou do Verdão a chance de ficar coladinho ao líder Flamengo, que tem 60 pontos contra 57 do vice-líder Palmeiras.
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Ronaldo
Fenômeno 5.0
O maior camisa 9 de todos os tempos comemorou, na última sexta-feira, 18 de setembro, seus 50 anos.
Foi uma carreira gloriosa que, profissionalmente, começou no Cruzeiro.
Lá de BH ele alçou voo rumo aos campos europeus e à glória, essa, sim, eterna.
Há alguns anos, quando o Faustão ainda era o rei dos domingos da Globo, conheci pessoalmente Ronaldo Fenômeno.
Naquela época, o Fausto gostava de reunir amigos em sua mansão do Morumbi para uma pizzaiada.
Daquela vez, fui convidado.
Pouco depois de chegar, o Fausto foi até a minha mesa e me disse:
– O Ronaldo Fenômeno está aqui. Você gostaria de conhecê-lo pessoalmente?
– Claro, sem dúvida.
Fui até a mesa onde estava Ronaldo com mais duas pessoas, tomando um bom uísque.
Fausto me apresentou disse que eu era jornalista, companheiro e amigo de muitos anos.
Batemos um bom papo.
Lá pelas tantas, disse ao Ronaldo:
– Ronaldo, quando você parou, ainda tinha muita lenha para queimar. Por que parou?
– Na verdade, o que me aconteceu foi o seguinte. Dentro de campo, quando algum companheiro me passava a bola, antes de ela chegar, eu já sabia o que ia fazer, para onde ia, se iria chutar a gol. E isso sempre pegava o adversário de surpresa. Um belo dia, recebi a bola, mas ela bateu na minha canela. Depois aconteceu mais uma vez e também no jogo seguinte. Ou seja, minha cabeça estava boa e eu planejava tudo direitinho, mas quando a informação chegava ao meu pé, chegava atrasada e a bola batia na minha canela. Vi que havia chegado a hora de parar.
Foi assim que o futebol perdeu Ronaldo Fenômeno.
Ronaldo que, para mim, foi o Pelé da camisa 9.
Veja os gols do Fantástico:
https://youtu.be/Heypb29Oetk?si=DEyTiiJGMipJJaIs
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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.
(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)
