brejo

Ilustração: Benjamim Cafalli

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Ilustração: Benjamim Cafalli

 Duas das maiores intolerâncias do “Intol” foram pro brejo! O ogro levou uma surra histórica, perdeu no Capitólio e nos governos estaduais. Teve companhia próxima do Fujonaro, que pode ser considerado outra derrota do ogro, pois estão cada vez mais evidentes as tentativas dele de influenciar nas eleições mais que limpas e seguras daqui. Como ficarão agora os lambe-botas do tipo de DeusMileirvre?

 Gabriel Medina, cuidado, I am surfin’ on the Blue Wave!

 O inaugurante da vez é um estadônicozinho escorregadio: “A Justiça Militar tornou réus dois policiais militares que teriam liberado o empresário Fernando Sastre de Andrade Filho logo depois de ele se envolver em um acidente de trânsito que terminou com a morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos.”. Teriam??? No dia do acidente eles declararam que não tinham um bafômetro e por isso não foi possível fazer o teste. E que acreditaram na promessa da mãe dele de que iria levá-lo a um hospital.

Não, estadônicozinho: “Todos os membros do clã dos Bolsonaro são personalidades marcadas pelo extremismo.”. Dos Bozos, cara-pálida. Ou do clã Bozo, viste?

Tem certeza?  “A Coluna, que assistiu o filme em primeira mão,”. Ajudou a fazer ou assistiu ao…? 

Mas a estadônicazinha não lembra: “Petistas lembram o constrangimento com Márcio Macêdo na Secretaria Geral da Presidência.”. Caramba, até em Secr.-Geral, escriba?

Epa, opa, o estadônicozinho também precisa de ajuda: “Segundo apurado pelo Estadão, ela teve uma parada cardiorrespiratória e foi socorrida em estado grave ao Hospital das Clínicas.”. Ele precisa ser levado a ou socorrido em uma escola de Português básico.

Folhal, atenção: “A pregação deixará a faixa entre 2h e 8h a partir de 20 de novembro.”. A martelação sairá do ar entre as e as, viste?

Folhal, dá uma olhada: “foi encontrado nesta segunda-feira (2) em uma área de mata dentro da fazenda em que ele residia às margens da rodovia Cândido Portinari,”. 6 querem informar mas não se informam, caramba: https://www.imprensaoficial.com.br Rodovia Candido Portinari.  

“Em depoimento à polícia, o irmão da vítima disse ter presenciado quando Priscila disee para Bolelli”. Opa, dobrou a letra errada, cara-pálida. 

Pro folhal não errar sozinho surge um geúnico solidário: “Priscila foi baleada na noite de 27 de outubro, às margens da Rodovia Cândido Portinari (SP-334),”. Sem chapéu, escriba.

Dããã à enésima potência: “Suspeito confessou crime VÍDEO: homem é morto com facada no tórax após briga em bar de SP”. “O suspeito do crime foi preso em flagrante pela Polícia Militar pouco depois do assassinato.”. Tem o vídeo do cara dando a facada, foi preso em flagrante, ele confessa, e é suspeito, geúnico???

Epa, geúnico: “A vitória após três vices na temporada faz o tricampeão mundial subir da quarta para a segunda colocação do ranking, com 53.210 ponos.”. Com ponos, coisa rara, não deveria ir pra primeiro?

Mesmo, uólicolunista? “Descobri onde foi que A Fazenda deu errado esse ano”. Já o “Intol” tem certeza de que a descoberta foi este ano…

No RJTV. Contribuição do amigo e ex-colega na “Guia Rural” Alex Branco, o “Dragão”:

Uau, e a fila de “espra” no banheiro estava muito grande? Espera de vaga, nem pensar, né?

É geral, acontece em todas as TVs. Quem teve a bocó ideia que obriga cada repórter que entre no ar – e isto acontece cada vez que entra, não é só na primeira vez – a cumprimentar quem está assistindo ao noticiário? Perdeu-se a noção do ridículo?

Blog do Ancelmo
 Jefe: Ancelmo Gois
Miss Caixa/mistake: Fernanda Pontes
Mister Caixa/errador: Nelson Lima Neto
Vaga-Lume: Camila Araujo

 Não, mistake: “Uma palestra anunciada pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), com o empresário Eike Batista, fundador do grupo EBX, acabou cancelada, causando um certo mal-estar na instituição.”. Causando, não, por haver causado. Que dificuldade…

 Conte pro leitor a chave do mistério, mistake: “O chafariz centenário da Praça São Salvador, em Laranjeiras, voltou a jorrar água após alguns parado.”. Alguns segundos, minutos, anos, séculos?  Não há menção no resto do texto a que se refere o alguns…

Barrabás, mistake! “Tem coisas que só acontece no Rio.”. E outras só no brogue… Acontecem, escriba. Que cuidado com o texto… “As aves viraram. Eles, aliás, estão crescendo saudáveis. E viraram o xodó da casa.”. Notou, cara-pálida?

 O infalível errador: “O estagiário teria escolhido um órgão público na Baixada Fluminense para produzir os conteúdos,”; “Disse também que “o estagiário envolvido foi imediatamente desligado, e todas as medidas legais cabíveis serão adotadas”.”. Então cometeram uma injustiça, demitiram porque teria, cara-pálida?

Ele e sua dificuldade: “’Rui Barbosa seria o primeiro a fazer a mais ferrenha oposição aos Bolsonaro’, diz historiador”. Errador, ros… Errado mais duas vezes no texto.  “”Faz parte da tática da extrema-direita:”. Faz parte do brogue a escrita extremamente errada… Sem tracinho, errador.

 MrC: “A terceira Festa Literária de Laranjeiras (FLILA),”; “A novidade deste ano é a FLILinha,”; Só pra contrariar… “O Colégio São Vicente de Paulo, no Cosme Velho, recebe no sábado, 7 de novembro, a 3ª Festa Literária de Laranjeiras (FLiLa).”.

Nãããooo, errador! “Na Califórnia, os preços são os mais caros do país atualmente”. Na Califórnia e no mundo todo preço é alto ou baixo! Errado no texto também.

Errador, explique, por favor: “Como se sabe, a Estação de Tratamento do Rio Guandu, operada pela Cedae, cujo Guinness Book já reconheceu como a maior do tipo em tratamento de água contínuo,”. Por que cujo em vez de “que o”?

Errador, atenção: “As doações joias e alianças em apoio à Ditadura no Brasil são tema de documentário”. Escriba, já naquele tempo existia o “de”, viste?

Mesmo, errador? “Veja como a internet funciona como uma espécie de telefone se fio.”. Fia mesmo? Se sem eme…

Meeeuuu Deeeuuus!!! Jefe, o quiquiéisto??? “Eis que surgiu nos fundos uma diretora do teatro que, aos gritos, bateu-boca com a plateia dizendo que aquele espaço não era lugar de manifestações política.”. Forte candidata à “Erração do Ano”: bateu boca, caramba! Manifestações políticas, caramba! Por que caramba? É a interjeição predileta do jefe.

JCaixa, explique, por favor: “capacitação profissional e ações comunitárias nas áreas de saúde, Direito, psicologia e educação.”. Por que só Direito em alta?

JCaixa, por que não decide também?  “levou a Federação Haitiana de Futebol a decidir transferir para o Brasil o treinamento da seleção local que vai participar da Copa do Mundo sub-17 da FIFA,”; “As facções invadiram o estádio Sylvio Cator e o Centro da Fifa,”. Por que FIFA e Fifa? Escolha um, ambos servem. “no Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (CEFAN),”. Serve Cefan?

Ih, jefe… “Economista projeta este ano investimento de R$ 47,7 bilhões, frente a uma média na década passada de R$ 21,5 bilhões”. Ante uma, diante de uma…

 A dupla terrível, jefe e mistake: “”Se filho vai bem babaca?””. Seu, errantes. “As mensagens foram publicadas no período eleitoral quando o humorista faziam comentários políticos favoráveis ao presidente Lula.”. O errador fazendo escola… Fazia, bierrantes. “”Estou acostumado a receber mensagens ofensivas e ameaças de mortes, mas estranhei quando publicou mensagem contra mencionou meu filho””. E mencionou, trierrantes.

 Não poderia faltar, né? O anônimo: “”O atual Cenário Político Nacional”,”. Por que “a”em baixa? “A obra reúne uma seleção de suas crônicas de crítica cultural publicadas na” Folha de S. Paulo””. Folha de S.Paulo, disfarçado.

  O “Intol” foi enxugado. Deixarão de ser apontados erros corriqueiros – mas quê, de qualquer forma, desmerecem os jornalistas que os cometem – repetidamente cometidos. As edições estão ficando muito grandes. Chega de hífens sobrantes e faltantes, idem com acentos em nomes, erros nas caixas de siglas. Agora, só os mais graves. Por exemplo, as suspeições insuspeitas e os que tornem incompreensível o que se tentou informar.
 Para diminuir minha digitação, manterei a partir da próxima edição do “Mira” e do “Intol” a aspeação somente em nomes de jornais, livros, eventos, filmes, músicas e citações. 

(CACALO KFOURI)

 

 

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