Quase Copa do mundo

Quase a Copa do Mundo. Blog Mário Marinho

Quase Copa do mundo

Ainda ando meio descrente do nosso futebol.

É a síndrome da Copa do Mundo que me deixou mal acostumado com tanto espetáculo bonito: belos estádios, belos gramados, belas e entusiasmadas torcidas, ótimos jogos, muita organização, etc.

Mas eu gosto do nosso futebol embora, na verdade, o nosso futebol, o futebol brasileiro, ande meio sumido.

Foi com a esperança de assistir a um belo espetáculo, um belo jogo, que me coloquei frente à tevê na noite dessa quarta-feira, 12, para assistir Cruzeiro e Flamengo.

Afinal, teria pela frente duas das melhores equipes do futebol brasileiro e jogando por um cobiçadíssimo troféu: a Taça Libertadores.

Além dos times, analisei: jogo no Mineirão, que é ótimo estádio; e lotado.

Nas primeiras imagens da torcida já fiquei animado: parecia jogo da Copa do Mundo.

Bela festa dos 57 mil cruzeirenses presentes, bela festa dos  três mil flamenguistas presentes.

Quando foi mostrado o gramado, já fiquei meio ressabiado: aquele gramado não era o mesmo que eu me acostumei a ver e muito menos se parecia com os gramados da Copa do Mundo.

Serviu, pelo menos, para avivar a minha memória de quando morava em Belo Horizonte e fiz a primeira visita às obras do Mineirão (nome oficial: Estádio Governador Magalhães Pinto).

No meio daquela obra fantástica, estava o espaço reservado ao campo, dividido em quatro canteiros onde estavam plantados os tipos de grama em teste.

Isso foi no final de 1964. No ano seguinte, em setembro, lá estava eu e mais 70 mil pessoas admirando o nosso estádio que estava sendo inaugurado.

A partida de inauguração foi da Seleção Mineira contra o argentino River Plate. Vencemos por 1 a 0, gol do volante atleticano Buglê.

Voltei ao Mineirão diversas e diversas vezes, como em 1966 quando assisti ao massacre do Cruzeiro de Tostão e Dirceu Lopes contra o Santos de Pelé, Coutinho e Pepe: 6 a 2.

Na semana seguinte, no Pacaembu, o jogo que decidiu a Copa do Brasil: 3 a 2 para Tostão e companhia.

Voltemos ao presente.

Flamengo e Cruzeiro não fizeram o jogo que eu e a torcida esperávamos.

Foram dois times tímidos para o tamanho do futebol que, potencialmente, os dois têm.

O segundo tempo foi um pouquinho melhor e o final, 1 a 1, deixou a vaga para a Libertadores em aberto e a decisão será na semana que vem, no Maracanã.

Resultado justo para os dois.

Eu continuo esperando a volta do nosso futebol.

Adiós,

Memphis.

Assim que fiquei sabendo da decisão do Corinthians de não renovar o contrato de Memphis De Pay, mandei um zap para o amigo jornalista e corintiano Flávio Adauto comunicando a decisão.

Bem informado sobre as coisas corintianas, o Flávio já sabia e fez um comentário:

– O presidente vai levar muito pau por essa decisão.

E não deu outra.

Recebo do jornalista Bruno Marinho a seguinte comunicação:

Compartilho com você estudo que revela que a saída de Memphis Depay do Corinthians gerou 94% de comentários negativos nas redes sociais, de um total de 4.702 analisados.”

O torcedor, apaixonado por seu time, quer vê-lo ganhando jogos e títulos.

Muitas vezes, sem saber ou se importar o quanto custa isso.

Memphis Depay é um ótimo jogador.

Não é o número de gols sua característica maior: foram 20 em 79 jogos – um número apenas bom, não é excelente.

Mas, a sua presença em campo dá ao time outro status. De seus pés costumam sair jogadas espetaculares.

Então, o Corinthians deveria ter renovado o seu contrato?

Não, amigo, não é assim que a banda toca.

O Corinthians está encalacrado com dívidas astronômicas, que nasceram e cresceram junto da aventura irresponsável da construção do novo Estádio.

De lá para cá, sob comando de pessoas que não primaram pela responsabilidade e honestidade, o Timão foi seu afundando financeiramente e chegou aonde está.

É preciso botar um freio nas gastanças.

E é isso que o presidente Osmar Stábile está tentando fazer.

Ele quer preservar uma instituição chamada Sport Club Corinthians.

Veja os gols da quarta-feira.

https://youtu.be/XprN7K8eeIE?si=RO9qL9YLlVD91XHc


  • FOTO SOFIA MARINHO Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.
(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)

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