O inexplicável mistério verde. Coluna Mário Marinho

O inexplicável mistério verde

COLUNA MÁRIO MARINHO

Acompanhe o meu raciocínio.

Um determinado time, digamos de camisas verdes, entra numa competição muito importante, como o campeonato brasileiro de futebol.

Chega ao final da competição de 2016 como campeão, dono de uma campanha de causar inveja, com números arrebatadores – enfim, campanha incontestável.

Vejamos alguns números:

– das 38 rodadas do Brasileirão, o Palmeiras liderou 29;

– nos pontos disputados, teve 70% de aproveitamento;

– seu ataque foi o segundo melhor da competição, 62 gols;

– sua defesa foi a melhor da competição: tomou apenas 32 gols.

– na seleção dos melhores do Brasileirão, comandada pela CBF, o Palmeiras teve sete jogadores além do técnico Cuca. Seu artilheiro (12 gols) Gabriel de Jesus foi eleito o craque da competição.

Para 2017, o time perdeu técnico Cuca e o craque Gabriel de Jesus que foi brilhar na terra da rainha Elizabeth.

Para o lugar de cuca, a diretoria pisou na bola e trouxe o inexperiente Eduardo Batista que durou cinco meses. O campeão Cuca voltou.

Como não é possível substituir Gabriel de Jesus com apenas uma contratação, o Palmeiras foi às compras e se reforçou com 14 jogadores. Claro, nem todas as contratações foram acertadas.

– Luan, zagueiro.

– Antônio Carlos, zagueiro.

– Juninho, zagueiro.

– Mayke, lateral direito

– Felipe Melo, volante.

– Bruno Henrique, meio campo.

– Alejandro Guerra, meia.

– Hyoran, meia.

– Michel Bastos, meia.

– Raphael Veiga, meia

– Miguel Borja, centroavante.

– Deyverson, centroavante.

– William, centroavante.

– Keno, atacante.

et2 dancingContando com a ajuda de seu patrocinador, a Crefisa, o Palmeiras investiu mais de 50 milhões de reais. Só o atacante Borja, recebido no aeroporto com festa da torcida, pompa e circunstância custou R$ 32 milhões.

Alguns até já foram embora ou estão encostados, como Felipe Melo; alguns deram certo e outros não.

Mas, no balanço geral, o Palmeiras se reforçou para a temporada de 2017. A dona da Crefisa, que investiu alto, disse numa entrevista que os investimentos não visavam apenas a Libertadores, mas, sim o Mundial.

Se um time que já era bom, foi reforçado, o resultado deve ser um time mais forte, não é? A lógica diz que sim, mas a realidade não é bem essa, como se viu no domingo, quando o time foi derrotado, em casa, pela lutadora Chape, 2 a 0.

E o que é pior: com o menor público em sua casa este ano, somente 21.261 pagantes, que, ao final do jogo, entoaram o grito “time sem vergonha!

São diversas as explicações. E, quando existe mais de uma explicação, é sinal que nenhuma delas é suficiente.

A mais plausível é que o problema está nos vestiários? Jogadores insatisfeitos? Diferenças salariais? Falta de pulso do técnico Cuca? Interferências externas?

Faça sua escolha.

Aconteceu
em Itaquera

A maior torcida do Brasil teve um sábado de alegria. A torcida anti corintiana, que ansiava por um tropeço do Timão, se divertiu à beça com a derrota para o Vitória, 1 a 0.

Um dia, teria mesmo que acontecer. Ninguém fica invicto eternamente.

Mas, o que aconteceu com o Timão?

Onde o toque de bola? Os passes certos? A defesa quase imbatível? A paciência para tocar a bola até achar o caminho da rede adversária? E a sorte? E a ajuda do juiz?

Bem, nada disso aconteceu.

Por mais paradoxal que possa parecer, depois de 14 dias de folga, os jogadores do Corinthians se cansaram logo no começo do segundo tempo e passaram a se arrastar em campo.

A sorte que vem acompanhando o Timão mostrou que estava de folga na noite fria de sábado, quando o chute do atacante baiano Trelez tocou na pontinha de bota do bom lateral Arana e enganou o ótimo goleiro Cássio.

Mas, isso foi logo no começo do primeiro tempo. Havia, como houve, tempo de sobra para a reação que não veio.

E o juiz? Ah!, ele até que deu uma mãozinha ao assinalar impedimento que não existiu e que poderia ser o segundo gol do vitória.

Mas, como os astros não abandonaram o Timão, ninguém se aproveitou da sua derrota.

Passado
e futuro

Em uma de suas arengas, o ex-presidente Lula da Silva se comparou a Messi.

Rápido no gatilho, o prefeito João Doria respondeu: se ele é Messi, eu sou Neymar.

É melhor sempre olhar pra frente.

Gols do Fantástico

Com destaque para o salseiro de Neymar na vitória sobre o Toulouse: 6 a 2.

Reparem na cobrança de escanteio do Doria, ops, quero dizer, Neymar.

https://youtu.be/TlrBAPcZg6I

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FOTO SOFIA MARINHO

Mario Marinho É jornalista. Especializado em jornalismo esportivo foi durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, nas rádios 9 de Julho, Atual e Capital. Foi duas vezes presidente da Aceesp (Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo). Também é escritor. Tem publicados Velórios Inusitados e O Padre e a Partilha, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)

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