A derrota comemorada. Coluna Mário Marinho

A derrota comemorada

COLUNA MÁRIO MARINHO

O Bando de Loucos quase foi à loucura quando o juiz apitou acabando o jogo contra o Cruzeiro, ontem, no Mineirão.

O Quê? Mas, o Corinthians venceu?

Nada disso, o Bando de Loucos, que marcou presença nas arquibancadas do Mineirão, comemorava e festejava a derrota por 1 a 0 .

Não cheguei a ouvir o espocar de fogos aqui em São Paulo, mas quase deu para ouvir o suspiro de alívio dos corintianos pelo fim do jogo com aquele placar magérrimo.

Não foi para menos.

A diferença técnica entre Cruzeiro e Corinthians saltou aos olhos.

Já se sabe, desde antanho, que o outrora Timão é um time limitado e, mais ainda, de plantel minguado.

Enquanto o Cruzeiro é dirigido pelo experiente Mano Menezes que possui extenso e rico portfólio com títulos nacionais, estaduais e passagem pela Seleção Brasileira, o técnico do Corinthians, Jair Ventura, é incipiente na carreira de técnico, quase um bebê a dar seus primeiros passos.

Para tornar a diferença ainda maior, o gaúcho Mano está à frente do Cruzeiro há dois anos, conhecendo de cor e salteado seu elenco, enquanto Jair está há dois meses no Timão, ainda em fase de decorar o nome de todos os jogadores.

Por essas diferenças gritantes, o que se viu no Mineirão foi um Cruzeiro absoluto em campo, exigindo do grandalhão Cássio defesas espetaculares, enquanto, do outro lado, se quisesse, o goleirão Fábio poderia ter passado o tempo todo trocando mensagens pelo whatsapp com os amigos.

O Corinthians entrou em campo repetindo a tática usada contra o Flamengo no Maracanã: nada de atacar, só defender.

Segurar a bola, tocar lateralmente e deixar o tempo passar.

Tanto que teve mais tempo de posse de bola. Posse inútil, diga-se de passagem, pois jamais incomodou o adversário.

O Cruzeiro, com um pouquinho mais de vontade, poderia ter ampliado o placar e, praticamente, ter resolvido a parada.

Ao invés disso, também se acomodou.

Nos minutos finais, quando tinha um jogador a mais, flagrei Mano Menezes mandando seu jogador cobrar um lateral, quase da linha de meio do campo, atrasando a bola para o goleiro Fábio.

Ou seja, também o Mano Menezes se deu por satisfeito.

A decisão será na próxima quarta-feira, na casa corintiana que estará lotada.

É claro, lógico e evidente que, empurrado por sua fiel e barulhenta torcida, o Corinthians dará mais trabalho, muito mais.

Não sei se o suficiente para equilibrar forças tão díspares.

O goleiro
Grandalhão

Dizer que o Cássio é um grande goleiro, é chover no molhado.

É grandalhão e tem agilidade. Ontem mesmo, evitou que o Corinthians saísse derrotado por mais gols.

Mas, em dois momentos, mostrou uma falha grave: só sabe chutar com o pé esquerdo.

Por pouco, muito pouco mesmo (como diria o saudoso Geraldo José de Almeida), ele entregou o ouro em duas bolas que foram recuadas e ele se enrolou por não saber chutar com o pé direito.

Será que o atual treinador de goleiro do Timão, Leandro Idalino, já se deu conta desse importante problema?

Veja imagens da bela festa no Mineirão onde Thiago Neves, mais uma vez, foi o maestro.

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FOTO SOFIA MARINHOMário Marinho – É jornalista. Especializado em jornalismo esportivo, foi durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

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