#Ódionão! Coluna Mário Marinho

#Ódionão!

COLUNA MÁRIO MARINHO

Presidente novo, vida nova.

Pelo menos, é o que se espera.

Primeiro, vamos esperar a poeira baixar, a temperatura esfriar.

Vamos esperar que o genro volte a falar com a sogra, que o irmão volte para aquele grupo, que o cunhado volte a cumprimentar o cunhado, que o companheiro de trabalho volte a tomar cafezinho com a turma, que a turma se enturme novamente.

E que isso não demore, para que a bronca não cristalize e não vier ódio.

A eleição passou.

Estamos todos vivos.

Temos uma missão pela frente: tomar conta da nossa democracia.

“O preço da liberdade é a eterna vigilância” sábia frase atribuída a Thomas Jefferson, terceiro presidente dos Estados Unidos.

Mesmo nos anos 1960, sob forte e sanguinária ditadura, foi possível lutar pela democracia.

Estaremos atentos.

O discurso da vitória de Jair Bolsonaro foi muito mais para bombeiro do que para incendiário; muito mais para estadista que para militarista; muito mais para o democrata que para o ditador.

Por que não acreditar? Por que não ter esperança?

O forte sentimento de brasilidade escancarado nas bandeiras brasileiras desfraldadas nas comemorações deste domingo, jamais irá desaguar num fascismo carniceiro e encarniçado.

Não é a nossa índole.

A tarefa não será fácil: há que se unir um País momentaneamente dividido, briguento, mau humorado; há que se recuperar um País com economia em frangalhos; há que se recuperar a desacreditada classe política.

Tudo isso é possível.

Mas, o primeiro passo a ser dado é o voto de confiança, é a tolerância, é a crença.

Afinal, é o que temos para o momento.

Recado
Das urnas

Nunca é demais lembrar a sábia frase de Israel Pinheiro, governador de Minas Gerais nos anos 1960:

“Quando as urnas começam a xingar não para mais.”

O velho
Danilo

Em campo, no jogo contra o Bahia, no último sábado, o veterano Emerson Sheik não conseguia reeditar boas atuações.

Precisando da vitória, o técnico Jair Ventura colocou em campo outro veterano: Danilo, 39 anos, afastado dos gramados há algum tempo por conta de contusão na perna direita.

Neste ano de 2018, que já vai chegando ao fim, Danilo participou apenas de 12 jogos. Seu último gol foi em 23 de julho de 2016, no empate contra o Figueirense, pelo Brasileirão.

Com apenas um minuto de jogo no segundo tempo, Danilo marcou presença e mandou para as redes cruzamento de Fágner: Corinthians 1 a 0.

Porém, 40 minutos depois, Danilo comete pênalti e o Bahia empata: 1 a 1.

O empate, em casa, seria um resultado desastroso para o Corinthians que andava beirando a zona do rebaixamento.

Mas, eis que aos 45 minutos, Danilo, de bicicleta, faz o gol da vitória.

Noite iluminada de um jogador que há quase 10 anos veste a camisa alvinegra e é idolatrado pelos corintianos.

Veja os melhores momentos do jogo:

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FOTO SOFIA MARINHO

Mário Marinho – É jornalista. Especializado em jornalismo esportivo, foi durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS
 NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)

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