não pode nem piscar

Não pode nem piscar. Blog do Mário Marinho

não pode nem piscar

A tática adotada pelo técnico Sylvinho para enfrentar o Flamengo foi absolutamente realista.

Ciente da enorme diferença técnica entre os dois, ele optou por um esquema defensivo, explorando possíveis contra-ataques.

Nesse esquema é discutível a escalação de Jô, muito lento para puxar ou acompanhar um contra-ataque que, para dar resultado, tem que ser veloz para pegar o adversário de surpresa.

Por outro lado, entende-se a sua escalação: grandalhão, ele poderia ser útil em cruzamento sobre a área do Mengão.

Não deu resultado.

De todo jeito e graças ao goleirão Cássio, o Timão foi se mantendo e, até aos 48 minutos do segundo tempo, faltando apenas dois minutos para o apito final, o objetivo de voltar do Rio para São Paulo sem ser derrotado estava sendo mantido.

O 0 a 0 não era justo ao melhor futebol do Flamengo, mas era o que havia.

Mas o Mengão é um time intenso, que não para.

E aos 48 minutos, Rodnei desceu pela direita e cruzou na medida para o ótimo Bruno Henrique, que reclamava de uma contusão, marcar o gol da vitória.

O Corinthians encarou o Flamengo durante todo o jogo, ou quase todo. Mas, no minuto final, piscou. Foi o bastante para levar o gol e ver escapar o empate que soava como uma vitoriosa música.

Nas arquibancadas, belo espetáculo da torcida do Mengão.

Cerca de 50 mil apaixonados não pararam de cantar em apoio ao time.

Não sei se é a hora certa para essa abertura. Estamos abrindo aqui, enquanto a Europa volta a se fechar.

Mas, que foi bonito, foi.

Fugindo

do brejo

Na Vila Belmiro, o Santos não precisou de muito esforço para derrotar a Chapecoense, pior time do Brasileirão, já rebaixado à Série B.

Com os 2 a 0 de ontem, o Santos pulou para 11º lugar, chegou aos 42 pontos e agora precisa apenas de mais três para se livrar, matematicamente, do fantasma do rebaixamento,

No Allianz Parque, o São Paulo se aproveitou da fragilidade e da confusão do time reserva escalado pelo técnico Abel Ferreira, fez 2 a 0 e poderia ter chegado a números mais expressivos, não fosse a ótima atuação do excelente goleiro Weverton.

Quando já perdia por 2 a 0, Abel Ferreira resolveu colocar em campo os titulares Raphael Veiga, Scarpa, Rony e Zé Rafael, na esperança de que, como a Sétima Cavalaria dos faroestes antigos, eles pudessem salvar o mocinho cercado pelos índios.

Não deu certo.

Mas, para o Galo, tudo dá certo. O derrotado da vez foi o Atlético PR, 1 a 0. Assim, o Atlético Mineiro mantém a liderança do Brasileirão com 71 pontos seguindo pelo Flamengo, com 63.

A Taça cada vez mais perto.

Ceguetas

Suspensos

Em atitude pouco comum, porém justa, a Conmebol resolveu suspender os árbitros que ignoraram a agressão a Rafinha no jogo Argentina x Brasil.

Pode-se, com um pouco de boa vontade, perdoar o juiz de campo, o uruguaio Andres Cunha.

Pode ser que ele tivesse sua visão encoberta no lance. Pode ser.

Mas, Esteban Ostojich, do VAR, não tem perdão. Ele tem o tempo e diversos ângulos de imagem para tomar sua decisão e alertar o árbitro sobre a gravidade da falta cometida pelo violento Otamendi.

Justa a punição.

O jogo foi muito bom. Foi tenso e intenso como são os encontros entre Brasil e Argentina.

Gostei da apresentação da Seleção Brasileira que deixou de lado aquele futebolzinho burocrático de toques para o lado.

Foi um time agressivo que procurou o jogo e não temeu o adversário.

Nem mesmo quando os argentinos apelaram para a violência. Ninguém pipocou, ninguém tremeu.

Meu amigo Walder Agmont, causídico renomado, defende a tese de a que falta de Neymar acabou contribuindo para um jogo mais fluido, mais rápido, mais eficiente.

Porém, eu continuo achando que a presença de um Neymar é sempre motivo de preocupação para o adversário. Principalmente se ele estiver em dia de Neymar-jogador.

Mais uma vez estamos classificados para uma Copa do Mundo

Veja os gols da quarta-feira.

https://youtu.be/jP-LqFPo6Qg

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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi FOTO SOFIA MARINHOdurante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS
 NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)
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