É perigoso consultar-se com a Doutora IA. Por Fernando Gabeira
Doutora IA? …Se substituímos a força de trabalho humana pela máquina, quem responde pelos eventuais erros que ela possa cometer? Há uma proporção de laudos da máquina que pode ser revisada por um especialista. Quando esses laudos são muito numerosos, isso excede a capacidade do revisor e pode ser uma fonte de erros…
PUBLICADO ORIGINALMENTE EM O GLOBO E NO SITE DO AUTOR- www.gabeira.com.br 7 DE JULHO DE 2025


Concordo plenamente com a opinião do eminente jornalista, escritor e ex-Deputado, Fernando Gabeira. Por mais que o acúmulo de informações a respeito da saúde humana avance e seja registrado pela IA, as amplas diferenças entre as abordagens orientais (sobretudo da chinesa e indiana), que poderiam somar-se às informações da medicina ocidental, além das práticas que ainda se conservam, de forma amplamente diversificada, na tradição de tantas culturas menos divulgadas, dos aborígenes da África, das Américas e mesmo das demais culturas locais da Europa e da Ásia, dificilmente poderão conduzir a um diagnóstico e um tratamento perfeito, aplicável a cada paciente, independentemente de sua cultura, origem e vivência. A farmacologia avança e progride constantemente, oferecendo diferentes drogas a serem aplicadas pelos profissionais de saúde, mas a combinação dessas drogas depende de mais um fator que sempre estará além da ciência exata, que é a intuição do profissional, que se manifesta no contato presencial com o paciente, além da características e da expectativa do paciente. E, se há necessidade de um revisor, antes da transmissão do diagnóstico ao paciente, não haverá muita diferença entre uma consulta nos moldes atuais, em que há um atendimento personalizado, embora se valha dos mais variados instrumentos e exames necessários à elaboração de um diagnóstico.