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Clássico pra ninguém botar defeito. Blog Mario Marinho

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Ops, claro, os palmeirenses e os anticorintianos vão dizer que o clássico foi uma merda pois o juiz inventou um pênalti que não existiu (não convertido) e marcou um impedimento que jamais existiu e anulou o gol do Palmeiras!

Sim, eu sei.

Mas, insisto, foi um clássico como devem ser os clássicos: o espaço foi disputado a cada centímetro; ninguém acreditava em bola parada; dificilmente havia um jogador desmarcado; houve empurra-empurra para disputar uma bola que havia ou não saídos pela lateral.

Houve tensão de lado a lado.

Parecia que estavam em campo dois grupos inimigos, inimigos de gerações.

Mas o futebol ganhou.

Os dois goleiros trabalharam muito. Fizeram defesas bonitas e importantes. E quando a bola passou pelo goleiro do Corinthians, apareceu o zagueiro André Silva para salvar o que parecia gol certo.

(A torcida corintiana deu um show de apoio e incentivo ao seu time não parando, um momento sequer com seus cantos e coreografias. Aqui, merece um parêntese: por força de Lei Estadual, os clássicos envolvendo times paulistas são disputados com a presença apenas da torcida do time mandante). Fecha parêntese.

Talvez, o empate, 1 a 1, fosse o resultado mais justo. Também poderia ter sido 2 a 2, 3 a 3, 4 a 4…

Eu tenho dito aqui, dito e repetido, que campo de futebol não é Tribunal de Justiça, onde a Justiça deve prevalecer – mas, lá também, nem sempre acontece.

Para os corintianos, além da vitória, o eletrizante clássico marcou a volta de Yuri Alberto, depois de meses afastado por contusão. E também o reencontro de De Pay com a alegria de jogar futebol.

Nos últimos jogos, o holandês te se mostrado apático em canto, sumido, meio omisso – enfim, um jogador muito longe de seu ótimo potencial.

Nesta quarta-feira, ele correu, chutou a gol, sofreu pênalti, deu passe, fez lançamentos – digamos que mostrou pelo menos 85% o craque que é.

Apesar da vitória ainda não há nada definitivo: na quarta que vem os dois se encontram novamente, na casa do Palmeiras e com a presença da torcida do Palmeiras.

Os

outros jogos

No Mineirão, o Cruzeiro entrou em campo favorito absoluto no jogo contra o CRB.

Entrou e jogou como favorito – dominando e criando chances de gols.

Criou muitas, finalizou para o gol adversário 20 vezes. Porém, nenhuma delas se transformou em gol.

A grande parte foi defendida pelo goleiro do CRB. A classificação ficou em aberta para a próxima quarta-feira, jogo que será realizado em Maceió.

Aquele que vencer, segue adiante.

Em Salvador, o Bahia pegou o pernambucano Retrô e venceu por 3 a 2. Foi um bom jogo que teve inclusive um gol absolutamente fora do normal.

O goleiro Ronaldo foi repor a bola em jogo. Parou, ajeitou e encheu o pé. A bola pegou na cabeça do atacante Diego Guerra, do Retrô e entrou no gol.

Foi um gol por acaso, mas a bola estava com tanta velocidade que desmaiou o atacante pernambucano que saiu de campo levado em maca.

O jogo de volta será na próxima quarta-feira, em Recife.

Em Porto Alegre, o Internacional recebeu o Fluminense que agradeceu a hospitalidade, mas, venceu por 2 a 1.

O nome da partida foi o centroavante Everaldo, aquele que perdeu um gol incrível, por não ter chutado a bola, durante a Copa do Mundo de Clubes da Fifa e, por causa disso foi obrigado a ouvir diversas vezes o bordão da torcida: “Chuta Everaldo! Chuta Everaldo”.

Ontem ele não só chutou, como chutou duas vezes e marcou os dois gols da vitória por 2 a 1.

O jogo de volta será no Maracanã, quarta-feira, e o Flu precisa só empatar para se classificar.

Carbonero marcou para o Colorado.

Em Maceió, o CSA recebeu o Vasco da Gama em jogo bastante movimentado, mas que ficou no frio 0 a 0.

O jogo de volta será na próxima quinta-feira, em São Januário. Quem vencer se classificará.

O Botafogo venceu o Bragantino, jogando no estádio Nilton Santos, por 2 a 0, até cm relativa facilidade.

O jogo de volta será na próxima semana. O Fogão poderá se classificar até mesmo se perder por um gol de diferença.

Já o Bragantino terá que vencer por dois gols de diferença

Assim foi a primeira rodada da sempre emocionante Copa do Brasil.

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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi FOTO SOFIA MARINHOdurante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)

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1 thought on “Clássico pra ninguém botar defeito. Blog Mario Marinho

  1. Creio que já esteja na hora de a lei do impedimento ser revista, principalmente após o advento do VAR. Quando aqueles milímetros da cabeça de Gustavo Gomez à frente da cabeça do defensor corintiano poderiam prejudicar a defesa do time? A mobilidade do atacante (ou, no caso, do zagueiro palmeirense) pesa mais do que seus milímetros de vantagem corporal! É absurdo anular um gol porque ou a ponta do pé, ou a esquina do ombro, ou um pedaço do nariz do atacante está milimetricamente mais perto da linha vermelha do que a ponta do pé, a esquina do ombro, ou um pedaço do nariz do defensor!

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