Senhores isto é a Copa do Brasil

Senhores, isto é a Copa do Brasil. Blog Mário Marinho

Senhores, isto é a Copa do Brasil!

Senhores isto é a Copa do Brasil

Para o bem ou para o mal a milionária Copa do Brasil, vai criando vida própria – talvez se inspirando na Libertadores da América.

Você, leitor amigo e bem-informado, com certeza já acompanhou, via rádio ou tevê, muitos jogos aqui no Brasil e em diversos outros países da América do Sul.

E já presenciou jogadas ríspidas, violentas e até a participação de torcida mal educada lançando objetos no gramado.

Aí, o locutor enchia o peito e dizia: “Senhores, isto é a Libertadores!”

O que vimos na noite dessa quarta-feira, foi um prato cheio que coloca a Copa do Brasil no mesmo nível da Libertadores.

Foram erros de juiz, violência, expulsões, pênaltis defendidos, pênaltis perdidos, intervenção do VAR, omissão do VAR – enfim, banquete completo.

Vamos começar pelo dérbi paulista, Palmeiras x Corinthians.

O jogo, disputado no Allianz Parque, começou tenso, já que no primeiro jogo o Timão venceu por 1 a 0. Como jogava pelo empate, a lógica ditava um Timão mais recuado, mais preocupado em segurar o resultado.

Qual o quê!

O timão partiu pra cima do Verdão e em menos de 10 minutos de jogo, obrigou o goleiro Weverton a fazer duas defesas importantes.

Talvez a tática do Corinthians tenha surpreendido todo o time do Verdão, incluindo, é claro, sua comissão técnica.

Pois só nervosismo – ou falta de responsabilidade – explica a cabeçada do Aníbal Moreno em Martinez, quando ainda não havíamos chegado aos 15 minutos de jogo.

A cabeçada foi absurda e clara para um jogo cercado de câmeras. O juiz Anderson Daronco não viu. Mas, como o lance foi flagrado pelos inúmeros olhos do VAR, o juiz foi aconselhado a rever o lance.

E, quando reviu, não teve a menor dúvida: cartão vermelho para Aníbal Moreno.

Se com o time completo a situação do Palmeiras não era nada confortável, com um a menos ficou mais difícil.

Embora os jogadores do Verdão tenham se esforçado para suprir ainda mais a situação desfavorável, foi o Corinthians que marcou aos 12 do segundo tempo, com Gustavo Henrique, de cabeça (o primeiro gol foi marcado por Matheus Bidu, aos 42 minutos do primeiro tempo).

O que era difícil, torneou-se impossível.

A partir daí aconteceram diversos lances de empurra-empurra, ameaças de violência e coisas do gênero.

Mas o time do Palmeiras não mereceu o cântico entoado por sua torcida ao final do jogo: “Time sem vergonha!”

O Time lutou e lutou muito. Mas, como aconteceu no primeiro jogo, o Corinthians foi melhor.

Em Belo Horizonte, o Atlético que havia vencido o primeiro jogo contra o Flamengo, 1 a 0 no Maracanã, entrou em campo com a obrigação de vencer, no mínimo por um gol de diferença e levar a decisão para os pênaltis.

Foi o que aconteceu.

Arrascaeta marcou e fez Mengão 1 a 0.

Hulk marcou e empatou: 1 a 1.

Jorginho colocou o Flamengo na frente: 2 a 1.

Scarpa empatou: 1 a 1.

Saul colocou o Flamengo na frente: 2 a 1.

Alonso bateu para o Galo e o goleiro Rossi defendeu, mantendo o Mengo na frente: 2 a 1.

Samuel Lino também perdeu: o goleiro Everson fez ótima defesa.

Igor Gomes bateu e empatou: 2 a 2.

Wallace Yan bateu a quinta cobrança para o Flamengo e mandou para fora. Na verdade, isolou a bola.

O bom goleiro Everson foi chamado para a cobrança e não vacilou: gol. Placar final, Flamengo 3 x 4 Atlético.

O Mengão estava desclassificado.

Senhores, isto é a Copa do Brasil!

No Paraná, os jogadores do São Paulo analisavam que a situação seria difícil, mas, não impossível para quem havia vencido o primeiro jogo por 2 a 1.

Mas a dificuldade cresceu já aos 4 minutos de jogo quando o goleiro Rafael foi expulso, num lance muito discutido.

O atacante Viveros invadiu a área, driblou o goleiro Rafael e caiu.

O juiz Felipe Fernandes de Lima, mineiro, não teve dúvidas: marcou o pênalti e expulsou o goleiro pela falta cometida em cima do último homem.

Felipe Fernandes não deu bola para as reclamações fortes de todo o time do São Paulo. Nem atendeu aos pedidos de rever o lance no VAR.

Terrível falta de sensibilidade.

Andrei entrou em campo para substituir o expulso Rossi.

O São Paulo passou praticamente o tempo todo do jogo em desvantagem numérica.

O Tricolor não conseguiu marcar o gol salvador e a decisão foi para os pênaltis.

Giuliano cobrou e fez Athletico 1 a 0.

Sabino bateu e parou nas mãos do goleiro Santos.

Esquivel converteu para o Athletico: 2 a 0.

Gonzalo Tapias cobrou e também parou nas mãos do ótimo goleiro Santos.

Mendoza cobrou e colocou o Athletico em vantagem: 3 a 0.

O goleiro Jandrei foi chamado para nova cobrança: parou nas mãos de Santos e determinou a vitória e consequente classificação do Athletico PR.

O São Paulo não conseguiu converter nenhuma das 3 cobranças!

Senhores, isto é a Copa do Brasil!

Em Recife, o Retro empatou com o Bahia, 0 a 0. Resultado que classificou o Bahia que havia vencido o primeiro jogo por 3 a 2.

Em Bragança Paulista, o Botafogo que já havia vencido o primeiro jogo contra o RB Bragantino por 3 a 0, carimbou a sua classificação com a vitória por 1 a 0.

No Maracanã, para um público de mais de 32 mil torcedores, o Fluminense, que havia vencido o primeiro jogo por 2 a 1, garantiu a classificação com o empate por 1 a 1 (gol de Canobio e Allan Patrick fez o gol de empate).

Senhores, isto é a Copa do Brasil!

E hoje, 7,  ainda tem mais:

No primeiro jogo, o Vasco enfrenta o CSA às 20 horas.

No segundo jogo, o Cruzeiro enfrenta o CRB, às 21 horas.

Os jogos de ida terminaram em 0 a 0, portanto, quem vencer se classifica.

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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi FOTO SOFIA MARINHOdurante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)

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