Seleção

Enfim, uma noite de Seleção Brasileira. Blog Mário Marinho

Enfim, uma noite de Seleção Brasileira

SELEÇÃO

Calma, amigo! Muita calma nesta hora. Eu não estou falando que já temos um time pronto não só para os próximos jogos, como também totalmente pronto para a Copa do Mundo de 2026.

Nada disso.

Mas há quanto tempo não víamos um estádio quase totalmente lotado como o Maracanã de ontem à noite, pintado com a gostosa cor da nossa amada Amarelinha, torcendo vibrando desde o Hino Nacional?

Há quanto tempo?

O adversário, o Chile, foi sempre um adversário fraco.

O Chile que enfrentamos ontem é um time em formação.

Como não conseguiram a classificação para a Copa do ano que vem, as autoridades chilenas resolveram repensar seu futebol. A começar pela Seleção que se apresentou ontem, um time formado por novatos em termos de Seleção.

Em que pese a fragilidade do adversário, o time de Sir Ancelotti mostrou méritos.

E a vontade, a garra e a gana foram os méritos maiores.

O time chileno, como já disse, é fraco, mas é aguerrido, divide bolas sem medo.

Sem medo também os brasileiros dividiram bolas, jogadas um tanto ríspidas, ganharam muitas, perderam algumas poucas, mas sempre com raça, com denodo.

É claro que todos os jogadores queriam mostrar serviço ao novo técnico.

Mas, cabe a pergunta: por que isso não aconteceu quando Fernando Diniz foi chamado? E Dorival Jr.?

Até ontem estávamos acostumados a ver em campo, durante toda a disputa das eliminatórias, um time burocrático, sem criatividade, sem inventividade, sem amor ao que fazia.

A ideia que passaram aqueles jogadores é que eles estavam ali para cumprir uma obrigação, um compromisso chato do qual não puderam se livrar.

Vestiram a camisa Canarinha como quem veste uma regata qualquer para aquele casado x solteiros que antecede o churrasco no sítio.

Ontem, cada espaço foi disputado, palmo a palmo, centímetro a centímetro.

Então, demos um passo importante na formação de uma equipe: o comprometimento de seus integrantes.

Sir Carlo Michelangelo Ancelotti operou um milagre?

Não, não chega a tanto.

Mas aqui cabe, mais uma vez, a frase que ouvi do meu primo Gladstone Lobato quando da contratação do cidadão de Reggiolo, uma pacata comuna italiana de apenas 8.559 habitantes.

Disse o meu primo:

– O técnico tem que ser maior que o jogador.

E é isso que se vê na seleção.

A vitória foi por apenas 3 a 0, mas, poderia ter sido de seis. Os números não são tão importantes.

Outra coisa que me chamou a atenção foi a velocidade empregada. Troca de passes rápidas, viradas de jogo de um lado para o outro do campo.

Aliás, mesmo sendo defensor do Neymar e considerá-lo um craque, me pergunto: será que ele ainda tem velocidade para acompanhar o ritmo desse time?

Não sei.

Mais um detalhe: os torcedores demoraram muito a sair do Maracanã. É como se eles quisessem prolongar ao máximo aquela inusitada demonstração de amor pelo nosso futebol, pelo torcedor.

Tenho alguns destaques.

Alisson foi o goleiro de sempre, seguro, sóbrio e sempre pronto a intervir quando é chamado.

A defesa não foi exigida.

Meio-campo e ataque se fundiram numa só peça para troca de bolas, infiltrações pelas pontas, ataques certeiros que não produziram mais gols graças à quantidade de jogadores chilenos que povoaram a área.

Destaque, destaque mesmo, são dois: Estêvão e Luis Henrique.

São craques.

Veja os melhores momentos:

https://youtu.be/WH_erec8FDo?si=9nuDistM6UVXdMMF

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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi FOTO SOFIA MARINHOdurante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)

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