hora certa- reflexão

A hora certa, no momento certo. Por Paulo Renato Coelho Netto

Tempo rei, ó, tempo rei, ó, tempo rei / Transformai as velhas formas do viver / Ensinai-me, ó, pai, o que eu ainda não sei / Mãe Senhora do Perpétuo, socorrei.

SILÊNCIO - reflexão- hora certa

Os versos são do poeta e compositor Gilberto Gil na música Tempo Rei.

Orixá vivo, Gilberto Gil é pura filosofia em formato de canções.

Se pudesse voltar no tempo, entre as velhas formas de viver, trocaria o açodamento do raciocínio pela prudência da reflexão elaborada.

Aguardar o momento certo para tomar a decisão e, mais ainda, para anunciá-la em alto e bom som, se necessário. Caso contrário, optar pelo silêncio.

Criar uma balança de alta precisão para aferir questões imprecisas.

Analisar friamente o sapo se o problema que se avizinha tiver cara, jeito, formato e coaxar feito sapo.

Medir as consequências nos milímetros da régua.

Estabelecer regras claras sobre limites: daqui em diante você não passa.

Até Jesus usou um chicote de cordas.

O absurdo é a bola da vez. A bola de fogo cresce como bola de neve.

Mais do que gestos, palavras tornaram-se flechas que deixam zumbidos radioativos por onde passam.

Cobras não entregam flores.

Montanha abaixo, o tempo segue como água entre as pedras.

É preciso viver décadas para entender o poder do silêncio.

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Paulo Renato Coelho Netto –   Jornalista, pós-graduado em Marketing. Tem reportagens publicadas nas Revistas piauí, Época e Veja digital; nos sites UOL/Piauí/Folha de S.Paulo, O GLOBO, CLAUDIA/Abril, Observatório da Imprensa e VICE Brasil. Foi repórter nos jornais Gazeta Mercantil e Diário do Grande ABC. É autor de nove livros, entre os quais biografias e “2020 O Ano Que Não Existiu – A Pandemia de verde e amarelo”.  Vive em Campo Grande.

 

capa - livro Paulo Renato

 

 

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