Machado de Assis
Diálogos que atravessam os séculos. Por Arnaldo Niskier
Meu mais novo livro, intitulado Arnaldo Niskier e Machado de Assis – Diálogos, colige cinquenta e cinco textos que escrevi entre 1984 e 2024, selecionados a partir de excertos de Machado.

Sou membro da Academia Brasileira de Letras há 41 anos. Quando me perguntam para que servem as Academias de Letras, o primeiro pensamento que me ocorre é relativo aos objetivos de sua existência.

A marca notável das Academias está sintetizada na palavra convívio, o que implica a renúncia a personalismos ou ao exercício de atitudes de arrogância ou prepotência. Um bom convívio tem como alicerce o diálogo.
Como educador, pedagogo, filósofo, jornalista, apresentador e sobretudo como Acadêmico, tive o privilégio de conviver e dialogar com os maiores expoentes da vida cultural brasileira. Pensando em todos com quem convivi dentro e fora da ABL – Rachel de Queiroz, Ariano Suassuna, José Saramago, Clarice Lispector, Carlos Drummond, Nelson Rodrigues, Di Cavalcanti, só para citar alguns –, e todos que me antecederam e com quem não pude dialogar, surgiu-me uma ideia. E se fosse possível uma troca de experiências, ou, melhor dizendo, um diálogo com aquele que é considerado o maior dos imortais e grande cronista de seu tempo, Machado de Assis?
Meu mais novo livro, intitulado Arnaldo Niskier e Machado de Assis – Diálogos, colige cinquenta e cinco textos que escrevi entre 1984 e 2024, selecionados a partir de excertos de Machado. Para cada texto meu, uma citação machadiana que serve de mote e norte de leitura. O caráter universal da obra de Machado de Assis nos permite recontextualizar seus escritos e situá-los na realidade contemporânea do século XXI, sem com isso lhes desvirtuar o sentido e a pertinência.
Os diálogos engendrados neste novo livro convidam o leitor a refletir sobre questões essencialmente humanas, sobre questões comuns da vida em sociedade e sobre os desafios do mundo de ontem e de hoje.
É esta, em suma, a proposta: oferecer possibilidades diversas de leituras e releituras à luz dos nossos dias e dos tempos que virão.
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Arnaldo Niskier – Imortal. Sétimo ocupante da Cadeira nº 18 da Academia Brasileira de Letras. Professor, escritor, filósofo, historiador e pedagogo. Licenciado em Matemática e Pedagogia pela UERJ. Professor aposentado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Foi presidente da Academia Brasileira de Letras e secretário estadual de Ciência e Tecnologia e de Educação e Cultura do Rio de Janeiro. Presidente Emérito do CIEE/RJ. Honoris Causa da Universidade Santa Úrsula.Comendador do Superior Tribunal do Trabalho.
