Sorteio da Copa do Mundo- Brasil fica bem

Sorteio da Copa do Mundo: Brasil fica bem. Blog Mário Marinho

 Sorteio da Copa do Mundo- Brasil fica bem

Há uma máxima na Copa do Mundo, no que diz respeito aos adversários: não importa em qual grupo do seu país caiu, não interessa quem são os adversários. Para ser campeão, em que vencer a todos eles. Não importa se é grupo fraco ou grupo da morte.

Aliás, é com este espírito que qualquer time que almeja ser campeão, deve entrar em campo.

O Brasil está no grupo C, como cabeça de chave. Seu primeiro adversário será o Marrocos.

Veja todos os grupos:

  • GRUPO A: México, África do Sul, Coreia do Sul e Repescagem Europa D (República Tcheca, Irlanda, Dinamarca ou Macedônia do Norte);
  • GRUPO B: Canadá, Repescagem Europa A (Itália, Irlanda do Norte, País de Gales ou Bósnia) Catar e Suíça;
  • GRUPO C: Brasil, Marrocos, Haiti e Escócia;
  • GRUPO D: Estados Unidos, Paraguai, Austrália e Repescagem Europa C (Turquia, Romênia, Eslováquia ou Kosovo);
  • GRUPO E: Alemanha, Curaçao, Costa do Marfim e Equador;
  • GRUPO F: Holanda, Japão, Europa B (Ucrânia, Suécia, Polônia ou Albânia) e Tunísia;
  • GRUPO G: Bélgica, Egito, Irã e Nova Zelândia;
  • GRUPO H: Espanha, Cabo Verde, Arábia Saudita e Uruguai;
  • GRUPO I: França, Senegal, Repescagem Intercontinental 2 (Bolívia, Suriname ou Iraque) e Noruega;
  • GRUPO J: Argentina, Argélia, Áustria e Jordânia;
  • GRUPO K: Portugal, Repescagem Intercontinental 1(RD Congo, Jamaica ou Nova Caledônia) Uzbequistão e Colômbia;
  • GRUPO L: Inglaterra, Croácia, Gana e Panamá.

Portanto, o Brasil caiu no Grupo C, tendo Marrocos (primeiro adversário), Haiti e Escócia pela ordem dos jogos.

Nenhum adversário é de fazer tremer. Marrocos e Escócia são dois adversários que podem endurecer o jogo, mas não fazem tremer.

Conheça os históricos dos nosso adversário em Copas do Mundo, com informações da ESPN:

 MARROCOS

Histórico em Copas: 7 participações (1970, 1986, 1994, 1998, 2018, 2022 e 2026)
Última participação: 2022 (semifinal)
Melhor resultado: 4º lugar (2022)
Campanha nas eliminatórias: 8 vitórias
Ranking da Fifa: 11º lugar
Destaque: Achraf Hakimi (lateral do PSG)
Técnico: Walid Regragui

Talvez nem todos se lembrem, mas o Marrocos foi a grande surpresa da última Copa do Mundo. A vaga nas semifinais, interrompida apenas com derrota para a vice-campeã França, consolidou uma geração que, embora saiba que é difícil, vai tentar repetir as boas memórias em 2026. No comando, está Walid Regragui, técnico que dirige o país desde agosto de 2022. No ciclo pré-Mundial, os marroquinos venceram o Brasil em amistoso, passaram com 100% pelas eliminatórias se candidataram a novamente brilhar, agora na América do Norte. Tudo isso antes de ser uma das sedes do torneio de 2030, em conjunto com Espanha e Portugal.

 ESCÓCIA

Histórico em Copas: 9 participações (1954, 1958, 1974, 1978, 1982,1986, 1990, 1998 e 2026)
Última participação: 1998 (fase de grupos)
Melhor resultado: fase de grupos (1954, 1958, 1974, 1978, 1982,1986, 1990 e 1998)
Campanha nas eliminatórias: 4 vitórias, 1 empate e 1 derrota
Ranking da Fifa: 36º lugar
Destaque: Scott McTominay (meia do Napoli)
Técnico: Steve Clarke

Adversária do Brasil na abertura da Copa de 1998, quando um gol contra decidiu a vitória suada do time de Zagallo, a Escócia não sabe o que é disputar uma Copa do Mundo justamente desde aquela participação. As derrotas ficaram para trás em uma campanha com quatro vitórias em seis rodadas nas eliminatórias, o que garantiu a liderança de uma chave com Dinamarca, Grécia e Belarus. A geração do lateral Robertson e do meia McTominay, que brilham há tempos na Europa, quer dar um passo a mais e continuar o conto de fadas.

 HAITI

Histórico em Copas: 2 participações (1974 e 2026)
Última participação: 1974 (fase de grupos)
Melhor resultado: Fase de grupos (1974)
Campanha nas eliminatórias: 6 vitórias, 3 empates e 1 derrota
Ranking da Fifa: 84º lugar
Destaque: Duckens Nazon (atacante do Esteghlal)
Técnico: Sébastien Migné

Haiti jogou contra todos os prognósticos para voltar a jogar uma Copa do Mundo. Em um grupo com Costa Rica e Honduras, com bem mais experiência internacional, a seleção dirigida pelo francês Sébastien Migné alcançou o improvável e se colocou de novo em um Mundial, o que não acontecia desde o distante 1974. O grande nome da campanha foi o atacante Duckens Nazon, que garantiu pontos cruciais – como o empate por 3 a 3 contra os costarriquenhos – e agora está a cinco gols de se tornar o maior artilheiro da seleção. Será que o recorde virá em 2026?

Como se vê, não há nenhum bicho-papão entre nossos adversários.

Classificam-se os dos primeiros colocados do grupo e mais um terceiro colocado na classificação geral.

Se não conseguirmos avançar é porque não merecemos mesmo a classificação. Aí, é pegar o boné e voltar para o Brasil.

De preferência a pé.

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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi FOTO SOFIA MARINHOdurante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)

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