ANO

Um ano que teve e que não teve. Por Adilson Roberto Gonçalves

… O ano teve acontecimentos políticos, econômicos, culturais e temerários vários, devidamente registrados em análises de especialistas e de palpiteiros. Incluindo-me entre eles, e usando da confusão linguística, o ano foi bom…

2025 foi... ANO

O ano teve acontecimentos políticos, econômicos, culturais e temerários vários, devidamente registrados em análises de especialistas e de palpiteiros. Incluindo-me entre eles, e usando da confusão linguística, o ano foi bom.

Esportes? Sim, teve, não apenas o malfadado futebol. Dentre todas as demais categorias esportivas, o ano teve um Mundial de Atletismo Paralímpico na Índia, em que o Brasil conseguiu a marca inédita de liderar o quadro de medalhas, fato ignorado por jornalões em suas manchetes e reportagens. Não entendi, dada a importância do paradesporto como exemplo de superação.

Teve também ressuscitados políticos, como Aldo Rebelo, que, no alto de sua camaleônica atividade política, fez um até interessante resgate da presidência de José Sarney em artigo para comemorar os “quarenta anos de democracia” (Estadão, 30/9), mas deixou Fernando Henrique Cardoso de fora do rol dos imortais presidentes que também adentraram a Academia Brasileira de Letras. Lapso desculpável por quem também se esqueceu que um dia foi representante da esquerda progressista deste país e dava voz à proposta socialista de governo.

Nessa seara, 2025 viu o ocaso de um político de volta a um partido quase extinto. Esse foi o significado da filiação de Ciro Gomes ao PSDB. Talvez ele até obtenha alguns votos ao governo cearense, mas há tempos deixou de ter a significância e protagonismo que poderia ter, não fosse sua peculiar arrogância.

E na literatura – não podemos nos esquecer dos prazeres – foi com alegria ver Ruy Castro devidamente consagrado no Jabuti deste ano. É necessário também destacar escritor e vereador indígena Daniel Munduruku, vencedor na categoria livro infantil, em ano de consagração, após ter sido eleito para a Academia Paulista de Letras.

Assim, entre tidos e mantidos, 2026 terá muito mais!

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Perfil ambiental e político – Adilson Roberto Gonçalves –  pesquisador da  Universidade Estadual Paulista, Unesp, membro de várias instituições culturais do interior paulista.  Vive em Campinas.

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