Hipócrates

Ilustração: Benjamim Cafalli

Hipócrates
Ilustração: Benjamim Cafalli

Estão confundindo Hipócrates com hipócritas

Antes, um pouco de História. Em 1930 foi criada a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Em 1963 a OAB, preocupada com a baixa qualidade de muitos profissionais, foram abertas faculdades de Direito em cada esquina, criou o Exame de Ordem. Não era obrigatório, podia ser substituído por um estágio. Em 1994 passou a ser obrigatório e, a partir de 1996, quem não fosse aprovado não poderia advogar. Em 2009 foi unificado no país todo.

O mesmo problema, hoje, repete-se com as escolas de Medicina, muitas sem qualidade que formam profissionais que mal conseguem entender a bula de remédios que receitam. Diante da inépcia do cloroquinístico Conselho Federal de Medicina – muitos de seus partícipes são sócios das escolas – o governo federal houve por bem criar o Enamed, o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica.

A Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup) tentou barrar na Justiça a divulgação dos resultados do exame, mas teve o pedido negado. A rasa argumentação dos “associados”: a divulgação da aplicação de sanções traz “riscos de danos irreparáveis aos alunos e às instituições de ensino superior”. Tradução: se o exame mostrar que os alunos têm ensino deficiente, que a vida de seus futuros pacientes estará em perigo, a preocupação deles é o bolso, a queda no número de matrículas pelo fato de ficar patente que as escolas são de baixa qualidade.

Outra alegação despropositada é a de que o aviso de como seriam dadas as  notas foi feito depois da realização do exame, o que não permitiu que os cursos preparassem os alunos de forma adequada. Ah, que lindo! Preparar para ir especificamente bem no exame, não para ter conhecimento no curso em geral.

A Anup não está preocupada com qualidade e, sim, com o aviso feito pelo governo que os cursos com desempenho ruim sofreriam sanções, incluída a suspensão do vestibular.

 O resultado foi publicado ontem (19), trágico. Mais de 100 dos cursos foram mal avaliados, todos particulares. Tiveram notas 1 e 2, consideradas insatisfatórias pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), e serão punidos com restrição de crédito no Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), corte de vagas e suspensão de vestibular.

É esse o pessoal que a Anup quer que atenda vocês.

Seus diretores esqueceram-se de que médicos fazem o juramento de Hipócrates, não devem agir como hipócritas.

 Short’n’thick

 O cara é louco, tá na cara do cara que é louco, está pondo o mundo em perigo!

Guess who!

 Pra quê?

O governo Lula está avaliando uma possível entrada no Conselho de Paz para Gaza. Pra validar algo que será meramente decorativo, para que o ogro  e Netanyahu se achem merecedores do Nobel da Paz? Precisa ser muito dããã pra imaginar que alguma coisa da qual o ogro e “ele” façam parte seja sério.

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é uma coisa diferente

Não se discute que o ex-tudo e atual senador Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol cometeram inúmeros ilícitos durante o andamento da Lava Jato para gáudio de “Adias” Toffoli, o atual máster do Master. Mas, por que um empresário, João Alves de Queiroz Filho, delator, concordaria  em fechar  acordo de colaboração com a PGR em 2020 que previa pagar multa de R$ 1 bilhão se não fosse culpado? Agora ele quer um descontinho em vista de tudo o que aconteceu depois, mas não é inegável que seja culpado, assim como todos os outros que fecharam acordos?

A vida é trágica, não é cômica. A bolsonalha acha que o tombão soluçante é inocente no 8 de Janeiro, de outro lado os luliloides pensam a mesma coisa em relação a Lula nos malfeitos apontados e comprovados na Lava Jato…

Depois desta…

… todos os ganhadores deveriam devolver o Nobel. Foi desmoralizado pela comissão que outorgou o prêmio a quem nunca o mereceu. O ogro agradeceu a María Corina por haver lhe dado a medalha e teve o desplante de alegar que foi “Pelo trabalho que eu fiz.”.

Alfred, de raiva, em vez de usar a dinamite que inventou, teenetou-se na tumba!

Olhele aí de novo, gente!

A origem dos R$ 430 mil em dinheiro vivíssimo, “evangélicamente pregado”,  milagrosamente encontrado pela PF hospedados na  mansão em BSB do dizimista Sóstenes e mal-acompanhado Saltitante está cada vez mais original.

Contou ele que a soma é fruto – será o do pecado original? – da venda de uma casa no interior de MG e que “não teve tempo de ir ao banco para depositá-la”. Uau, que ocupado! Nós, simples mortais, corremos pra depositar quaiquer dez merréis.

Mas a história piorou. Pelo jeito, não teve tempo também de assinar a escritura de venda. Ela só foi assinada 11 dias depois da descoberta da PF da “suspeita” quantidade monetária.

Tem quem acredite nele e continue pagando dízimo pra ele…

Hein???

A Justiça paulista decidiu que a cobrança de R$ 50,7 milhões feita pelo Escritório Nelson Wilians Advogados para representar uma das herdeiras da filha adotiva de Amador Aguiar (que, por sua vez, foi herdeira dele), fundador do Bradesco, no inventário de sua mãe, é irregular.

O juiz reduziu o valor para R$ 19,1 milhões. Ele viu que o escritório tentou cobrar por valores que não foram fruto do trabalho dos advogados. Cobraram por  bens que haviam sido doados em vida pela mãe às filhas, com reserva de usufruto.  Com a morte da mãe, o usufruto automaticamente teve fim e os bens passaram para as herdeiras por força da lei, sem necessidade de atuação do escritório.

Além da redução do valor a  ser pago, o juiz aplicou uma multa de R$ 200 mil ao escritório por litigância de má-fé.  

Caradepaumente, disseram que “O escritório reitera sua atuação pautada pela ética, transparência e pelo diálogo, inclusive na condução de questões contratuais claras, sempre buscando soluções equilibradas e consensuais”.

Como fazia o “Jornal do Brasil” outroramente, “Para saber mais”: O escritório do “ético” advogado fez pagamentos milionários a um empresário investigado no escândalo dos descontos indevidos de aposentados do  INSS e movimentou, entre 2019 e 2024,. R$ 4,3 bilhões em operações financeiras suspeitas segundo  o Coaf.

Finérrimo, não? 

Barrabás, não escapa um!

E não dá pra esperar pelo “Intolerâncias #6”, na quinta. A “Folha” republicou no dia 18  um texto de 2014 de Mario Sergio Conti em que ele critica acidamente Pelé. Papai do céu castigou-o, o jornal não corrigiu um erro patético que cometeu há 10 anos: “Em “Galileu”, Brecht escreveu: “Pobre do povo que não tem herói”. O Brasil tem dois, Pelé e Edson.”. Nãããooo! Brecht escreveu exatamente o oposto! “Infeliz a nação que precisa de heróis”!!!

Assino embaixo!

“Realities prestam desserviço ao incentivar grito na cozinha, diz chef Ivan Ralston na CasaFolha”

São uma palhaçada e um desrespeito à culinária e à gastronomia, não passo nem perto. A lamentar o fato de que colegas dele participem das calamidades e foi preciso que um chef declararasse isso, pois os criticozinhos de TV do jornal já elogiaram vários dos programas.

Sorry pela minha total inhorância!

Segundo o “SP-LA-SH” (“UOL”) “Cillian Murphy elege quais são os melhores filmes da história”. Who is this guy??? pergunto.

Táqui o grande problema hodierno, pessoas leem qualquer coisa de qualquer um e se deixam influenciar por… por… Who are these guys???

Além de inhorante, sou burro!

Sempre pensei que a qualidade de um jornalista correspondesse à de seu trabalho. Mas, surprise! “Renata Fan desabafa ao posar de biquíni: ‘Me valorizar como mereço’”. Uau, seu valor é só ser bonitona, né? Qualidade profissional é de somenos importância, não faz parte dos requisitos que sempre pensei serem fundamentais.

Jornalismo ou teatrinho de má qualidade?

Os telejornais, principalmente os diurnos da TV Globo, enveredaram por um triste caminho. Dependendo do tema da matéria, quem a faz transforma-se em um atorzinho que quinta categoria, tentando ser engraçadinho. Um exemplo disso aconteceu no “SP1” de ontem. Uma repórter, ao fazer matéria tratando do Dia do Cabeleireiro, sentou-se na cadeira de um profissional e fez um monte de papagaiada ao ser penteada e depois de pronta.

Aforamente ter de aguentar os óbvios e desnecessários comentários dos “Mamãe, meu nome apareceu na TV!”.

(CACALO KFOURI)

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sem cabeça

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