A Fifa quer mais futebol. Chega de cera. Blog Mário Marinho

Neste próximo sábado, dia 28, a International Football Association Board, entidade responsável por definir e atualizar as regras do futebol mundial, se reúne, como faz anualmente, para analisar e sugerir mudanças nas regras do futebol.
O principal objetivo dessa reunião de sábado é no sentido de dar mais velocidade ao futebol: diminuir a chamada cera e fazer a bola correr por mais tempo.
Alguns itens que estão na pauta:
– Arremesso lateral – Ficará proibido que um jogador pegue a bola para cobrar o lateral e depois a repasse para outro jogador que vem se aproximando lentamente, para matar o tempo. Jogador que pegar a bola para cobrar o lateral terá que fazê-lo ou será punido.
– O mesmo acontece na reposição de bolas, tanto nas cobranças de falta quanto dos tiros de meta. Hoje é muito comum ver o goleiro se preparar para cobrar o tiro de meta e depois desistir e esperar que outro jogador venha fazê-lo. Isso se repete também nas cobranças de faltas do time que está em vantagem no marcador.
– O atendimento médico também passará por modificações. A proposta é que o jogador que precise de atendimento médico fique fora de campo e, consequentemente, do jogo por dois minutos. Com certeza, essa providência inibirá aquele cai-cai de jogadores que se estrebucham em campo com se estivessem nos minutos finais de vida.
O VAR hoje só pode atuar nas seguintes condições:
– Gol não gol.
– Pênalti não pênalti.
– Cartão vermelho direto.
– Identificação do jogador a ser punido. Neste caso, se o árbitro se engana e mostra o segundo cartão amarelo a um jogador, o VAR deve corrigí-lo imediatamente.
A Fifa quer ampliar a atuação do VAR, incluindo aí a questão do tiro de meta ou escanteio.
Se o árbitro, por exemplo, aponta a cobrança do tiro de meta numa saída de bola pela linha de fundo quando o correto é marcar escanteio, o VAR deve entrar em ação e avisar ao juiz, sobre o seu erro.
Não será necessário consultar o monitor fora de campo, exatamente para ganhar mais tempo.
São medidas simples, talvez até tímidas, mas necessárias para evitar a malandragem do jogador que sempre se julga mais esperto que todo mundo.
Palmeiras
dá a saída duas vezes
É uma regra que nós aprendemos desde os primeiros chutes na bola lá nos campos de terra ou nas ruas onde jogávamos pelada.
Um time dá a saída de bola no primeiro tempo; o adversário dá a saída de bola no segundo tempo.
Mas, ontem, na vitória do Palmeiras sobre o Fluminense, 2 a 1, aconteceu que o Palmeiras deu a saída no começo do jogo e, no segundo tempo, também deu a saída.
O juiz, nem os jogadores, notaram o erro crasso.
Parece um errinho à toa e, na verdade, não teve a menor influência no andamento ou no placar do jogo.
Mas mostra a total desatenção do juiz do jogo, o mineiro Felipe Fernandes de Lima. A CBF publicou advertência ao juiz.
Segue
o líder
Num jogo muito bom, movimentado, com bolas nas traves e boas atuações dos dois goleiros, o Palmeiras venceu o Fluminense, ontem, quarta-feira, na Arena Barueri.
Com a vitória, o Verdão segue líder do Brasileirão com 10 pontos em quatro jogos, seguido do São Paulo, também 10 pontos. Seguem, pela ordem, Corinthians, Bahia e Fluminense todos com 7 pontos.
Veja os gols da quarta-feira:
https://youtu.be/EAoPN3noHHA?si=T9XRXVC-Lqxx3Z8k
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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi
durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.
(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)
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1) sobre a cera no futebol: sempre fico bem impressionado com jogos de rúgbi. Raramente existe agressão, ou contestação sobre as decisões do árbitro, além de cobranças de faltas muito rápidas – acho que é respeito pelo adversário.
2) saída de bola: ridículo sorteio no início – no primeiro tempo, a saída de bola deveria ser privilégio do mandante do jogo; no segundo tempo seria de quem tivesse`marcado o primeiro gol, ou em caso de empate zero a zero, continuaria com o mandante.