sufoco

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Não é nenhuma novidade o time do Corinthians levar sufoco em seus jogos.

Aliás, o próprio corintiano se orgulha de ser um sofredor.

Mas o joguinho apresentado na noite desta quarta-feira, no El Campin, em Bogotá, foi muito abaixo dos padrões não muito exigentes dos corintianos.

O Corinthians encontrou tremenda dificuldade em sair jogando de sua área, como o técnico Fernando Diniz exige.

Isso fez com que o time trocasse passes entre seus zagueiros constantemente.

A troca de passes deu aos corintianos maior tempo de posse de bola.

Mas é um número enganador já que não levava nenhum perigo ao time adversário.

A bola ia até o meio do campo e voltava para a defesa.

Lá na frente, Yuri Alberto ficava isolado, como um monge tibetano.

Houve uma melhora no segundo tempo, mas, melhora mesmo, de verdade, só depois de sofrer o gol do Santa Fé, no início do segundo tempo.

O empate veio somente aos 90+3 minutos do segundo tempo, ou seja, aos 3 minutos dos 5 que o árbitro mandou acrescentar.

Mais uma vez, o gol veio de bola alta, cruzada, na medida para o eficiente zagueiro Gustavo Henrique marcar.

 Empate não foi de todo ruim, pois o Timão continuou na liderança de seu grupo.

Já o futebol apresentado, esse sim, deixou muito a desejar.

Confusão

no final

Dois minutos após o gol salvador do Corinthians o juiz terminou o jogo.

O ótimo goleiro Hugo Souza levantou os braços e comemorou efusivamente a derrota que foi evitada.

Ele estava de frente para a torcida colombiana.

Na sequência, ele se virou para o campo de jogo, fez um gesto agradecendo aos céus e se ajoelhou para outros agradecimentos, como sempre faz.

Foi aí que um atacante do Santa Fé se encheu de ódio, considerou aquela comemoração uma provocação e não teve dúvidas: partiu pra cima do goleiro.

Os outros jogadores colombianos que, com certeza, nem sabiam o que estava acontecendo, também partiram para cima do goleiro Hugo.

Não fosse a pronta intervenção de outros corintianos, inclusive os que estavam no banco e do próprio técnico Fernando Diniz que tratou de proteger e tirar o goleiro da confusão, o resultado desse bololô poderia ter sido trágico.

Ah! Mas é a Libertadores, exclamará alguém.

Não, não é a Libertadores: é a grosseria, a incivilidade, a selvageria que impera em nosso sofrido futebol.

Essa falta de paciência que a gente vê no dia-a-dia, com pessoas se agredindo, se desrespeitando e até esfaqueando, como aquela moça que agrediu o cabelereiro por não gostar do corte de cabelo que ele fez, essa falta de paciência, repito, está tomando conta e atrapalhando o nosso futebol.

Qualquer jogadinha no meio do campo, um jogador vai ao chão, rola por alguns quilômetros e quando levanta já vem de peito estufado para cima do adversário.

Um absurdo.

Um absurdo que vai tornando o nosso futebol, principalmente o sul-americano, cada vez mais chato.

Veja os gols da quarta-feira:
https://youtu.be/bd0DRLCQH9k?si=n3rfL2KqZlxv4M8O


Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi FOTO SOFIA MARINHOdurante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)

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