Diniz
Veja onde foi parar o Timão. Blog Mário Marinho
Onde foi parar o Timão…

Como no livro de Ernest Hemingway*, havia sete jogos que o Corinthians, sob o comando de Fernando Diniz, não perdia.
E mais: não havia levado um gol sequer.
Porém, bastou uma só derrota para levar não um, mas dois gols, e o que é pior: mergulhou na escorregadia Zona do Rebaixamento – assim mesmo, com letras maiúsculas, porque merece respeito.
Essa Zona do Rebaixamento é muito perigosa. Além de escorregadia e pegajosa, é como um lamaçal onde atola aquele caminhão carregado que não consegue sair.
Por mais que o motorista acelere, o motor responde, os pneus giram com força, mas o caminhão não sai do lugar.
Além disso, há o abatimento moral.
Nesta condição, estão:
17 – Corinthians
18 – Mirassol
19 – Remo
20 – Chapecoense
Em 16º lugar, bem coladinho, está o Santos, com os mesmos 15 vergonhosos pontos feitos em 14 jogos. Os dois empatam em quase tudo, mas o Santos marcou mais gols e, portanto, escapa da ZR.
O jogo que mandou o Timão para a ZR foi a derrota para o Mirassol, 2 a 1, que também habita a ZR.
Sem dúvida alguma foi uma das piores – senão a pior – exibição que vi do Corinthians nos últimos 60 anos.
Parecia um time pequeno, quase varzeano, enfrentando um grandalhão – um Palmeiras ou Flamengo – num Maracanã lotado com a torcida adversária.
Mas a verdade o adversário era o pequeno Mirassol, grande na vontade de ganhar em seu modesto estádio.
Os corintianos corriam para lá e para cá, totalmente sem destino.
Garro, o jogador mais clássico e técnico no elenco, errava passes de dois metros e meio de distância.
Pouco se ouviu falar em Breno Bidon, o camisa sete, que costuma fazer boa dupla com o argentino Garro.
Naufragaram os dois.
Acho que para o segundo tempo o time vai voltar diferente, disse, esperançosa, a Primeira Dama desse blog, atleticana e corintiana.
Ledo engano, diria o poeta.
O Timão continuou seu dia de timinho, batido pelo valente Mirassol.
Claro, em se tratando de futebol e principalmente de Corinthians, pode ser que, em seu próximo jogo, depois de amanhã, contra o Santa Fé, em Bogotá, pela Libertadores, o Timão não só vença como até dê show de bola…
No fim de semana, tem o clássico contra o São Paulo pelo Brasileirão.
Como se vê, não há muito tempo para se recuperar.
Fernando Diniz terá que fazer mágicas…
PS* – No livro de Ernest Hemingway, havia 84 dias que o velho Santiago não pescava…
****************
Vitória para
lavar a alma
Foi esta manchete de ontem do jornal Estado de Minas referindo-se à vitória do Atlético sobre o Cruzeiro, 3 a 1, em pleno Mineirão.
Manchete que até poderia ter sido feita pelo jornalista Gilberto Mansur, atleticano até à medula.
Na semana passada, aqui neste mesmo espaço, eu aplaudia o que – parecia – seria a recuperação do Cruzeiro depois de alguns tropeços no Brasileirão.
Com a derrota, o Cruzeiro ficou com 16 pontos, em 15º lugar bem próximo da temida ZR.
O Galo pulou para a 11ª colocação.
No alto da tabela está – e continua firme – o Palmeiras que empatou com o Santos, 1 a 1, e ainda contou com a ajuda do Vasco que conseguiu arrancar um empate com o Mengão.
O Verdão lidera com 33 pontos ganhos, seguido do Flamengo que tem 27 pontos e um jogo a menos.
O Brasileirão volta no fim de semana.
O meio de semana será ocupado por jogos da Libertadores e da Sul-Americana.
Veja os gols do Fantástico.
Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi
durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.
(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)
________________________________________________________________
