Não vai ser fácil. Blog Mário Marinho
ESPECIAL COPA DO MUNDO 2026
Não vai ser fácil…

Engana-se quem pensa que o Marrocos será moleza para o Brasil.
Sem querer ser pessimista, mas diante de uma seleção que acumulou fracas apresentações durante as Eliminatórias, não dá mesmo para ser muito otimista.
É verdade que essas apresentações vêm melhorando desde a chegada do técnico Carlo Ancelotti.
Melhorou, evoluiu, mas ainda muito distante do que sempre rotulamos, orgulhosamente, de futebol brasileiro.
Estamos enfrentando uma crise de qualidade técnica – diga-se: de craques – como nunca vivemos nas últimas décadas.
Tanto assim que há 24 anos não levantamos o caneco da Fifa.
Para complicar, do outro lado teremos uma seleção em ascensão.
Na última Copa, em 2022, Marrocos ficou em quarto lugar. O Brasil foi o quinto.
Mas como bom brasileiro amante do futebol e com viés otimista, não perco a fé.
Vencer logo na estreia, principalmente jogando bem, abre-se um caminho de muita luz pela frente.
Perder ou jogar mal na estreia, ou ambos, é um péssimo sinal.
Como recordar é viver, vamos relembrar nossas estreias em Copas vencedoras.
1958 - Suécia
Nossa estreia foi contra a Áustria e vencemos por 3 a 0. Pelé, que viajou machucado, não jogou.
O time brasileiro foi este:
Gylmar: De Sordi, Bellini, Orlando e Nilton Santos; Dino Sani e Didi; Joel, Mazzola, Dida e Zagallo.
Gols: Mazzola, Nilton Santos e Mazzola.
Técnico: Vicente Feola
Data: 8 de junho de 1958
1962 – Chile
O primeiro jogo foi contra o México e vencemos por 2 a 0. No segundo jogo, Pelé teve distensão na virilha que o tirou da Copa. Foi substituído por Amarildo que jogou um bolão.
Aliás, foi um dos grandes nomes da competição. Mas, o melhor de todos foi Garrincha.
O time da estreia foi este:
Giylmar; Djalma Santos, Zózimo, Mauro e Nilton Santos; Zito e Didi; Garrincha, Vavá, Pelé e Zagallo.
Gols: Zagallo e Pelé.
Técnico Aymoré Moreira. Feola, o campeão de 1958, não foi por motivo de saúde.
Data: 30 de maio de 1962.
1970 – México
Nossa estreia foi contra a Checoslováquia que marcou primeiro, logo aos 12 minutos de jogo. O atacante Petras foi o autor da façanha e, para espanto de todos, após o gol ajoelhou-se no gramado, fez o sinal da cruz e levantou os braços para o céu em agradecimento. Espanto de todos, pois, afinal, a Checoslováquia era um país comunista.
Mas, o timaço do Brasil virou: 4 a 1.
Eis a escalação do timaço:
Felix; Carlos Alberto, Brito, Piazza (Fontana) e Everaldo; Clodoaldo e Gérson (Paulo César Caju); Jairzinho, Tostão, Pelé e Rivellino.
Gols: Rivellino, Pelé e Jairzinho (2).
Técnico: Zagallo.
Data: 2 de junho de 1970.
1994 – Estados Unidos
Uma surpresa no jogo de estreia e que se repetiu depois em todos os jogos. A Seleção Brasileira entrou com todos os jogadores de mãos dadas. Era o símbolo de um time unido.
O primeiro jogo foi contra a Rússia. Vencemos por 2 a 0 com ótima atuação da dupla Bebeto e Romário – como seria pelo resto da Copa.
Eis o time:
Taffarel; Jorginho, Márcio Santos, Ricardo Rocha (Aldair) e Leonardo; Mauro Silva, Dunga (Mazinho), Raí e Zinho; Bebeto e Romário.
Gols: Romário e Raí cobrando pênalti sofrido por Romário.
Técnico: Carlos Alberto Parreira.
Data: 20 de junho de 1994.
2002 – Japão e Coreia
Pela primeira vez, a Copa do Mundo foi disputada em dois países, lá do outro lado do mundo.
A Seleção Brasileira era dirigida por Luiz Felipe Scolari que soube unir o grupo no que ficou conhecido como “Família Scolari.
O primeiro jogo foi difícil, mas vencemos a Turquia, 2 a 0, contando com a ajuda do juiz Young Joo Kim que marcou pênalti numa falta sofrida por Luizão fora da área.
Nosso time:
Marcos; Cafu, Lucio, Edmilson, Roque Júnior e Roberto Carlos; Gilberto Silva, Juninho Paulista (Vampeta) e Ronaldinho Gaúcho (Denílson); Luizão, Ronaldo e Rivaldo.
Gols: Ronaldo e Rivaldo.
Técnico: Luiz Felipe Scolari.
Data: 3 de junho de 2022.
Assim, estamos recordando o nosso Penta.
E, agora, rumo ao Hexa!

E como recordar é viver, nesta foto estávamos eu e a Primeira-Dama, Vera Marinho (ou simplesmente Sofia) preparados para o jogo de estreia em 2014.
Não veio o título.
Foi o ano que sofremos a maior goleada da história da nossa Seleção: 7 a 1 para a Alemanha.
Foi também um ano trágico: em meio à Copa, morreu meu irmão mais novo, Marco Antônio.
Ele deve estar ao lado do meu pai, saudoso Paulo Marinho, os dois prontos para mais uma Copa.
Que venha o Hexa!

Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi
durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.
(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)
