Brastemp

Endrick

Não foi lá essa Brastemp toda…Blog Mário Marinho

ESPECIAL COPA DO MUNDO – NÃO FOI LÁ ESSA BRASTEMP, MAS…

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Endrick

O empate do Brasil contra o Marrocos, visto apenas do ângulo dos números, não foi uma tragédia.

Não é o caso de desistir, de abandonar a Copa. Estamos apenas começando.

Foi chato, muito chato, até triste.

O time brasileiro não mostrou nenhuma evolução neste que foi o 13º jogo sob o comando de Carlo Ancelotti.

Pelo contrário.

O que aconteceu com Casemiro que, mesmo sem ser um jogador tecnicamente brilhante, dá conta do recado, principalmente no desarmes?

É também um líder dentro de campo.

Mas no sábado não foi nada disso: entrou mudo e saiu calado. E não jogou nada.

O centroavante Igor Tiago me lembra o Dadá Maravilha em seus piores momentos: não dá um drible, não faz uma tabela, não cabeceia, não chuta a gol.

Dadá Maravilha foi um jogador tecnicamente grosso, mas fazia gols.

De cabeça (aliás ele gostava de dizer que só ele e o beija-flor param no ar), na corrida, de canela – enfim, de todas as formas.

Alguns gols não eram muito bonitos.

Mas, para Dadá, eram. Vejam outra frase dele:

– Não existe gol feio: existe o gol perdido.

Lucas Paquetá quase fez um gol belíssimo e nada mais.

O Marrocos se fechou bem e a receita clássica contra a retranca é a atitude individual e os deslocamentos dos jogadores.

O Brasil não fez uma coisa nem outra.

Com exceção, é claro, do belíssimo gol de Vini que partiu pra cima dos adversários, criou espaço e mandou ver.

Nosso próximo jogo é contra o Haiti.

A última vez que os haitianos participaram de uma Copa do Mundo foi em 1974.

Passaram-se 52 anos sem Copa. É quase uma estreia na competição.

Nesta próxima sexta-feira o Brasil não só tem que ganhar, como também tem que jogar bem.

Modificações têm que ser feitas.

Endrick não pode ficar no banco. Ele é melhor que qualquer um dos atacantes atuais – inclusive o festejado Vini.

E Neymar?

Se ele tiver condições de jogar 10 minutos, deve ser colocado para jogar 10 minutos. Ou 20, ou 30 ou 45.

A hora é agora.

Se o Brasil passar nessa fase – o que acho que acontecerá – terá pela frente a Holanda, o Japão ou a Suécia.

Holanda e Japão fizeram o melhor jogo da Copa até esse momento.

Se eu puder escolher o adversário, escolho a Suécia.

Se não foi a Suécia, que seja a Holanda. Sim, é um time forte, mas um time que joga futebol.

O Japão mostrou incrível disciplina tática.

Cada um entrou em campo com uma determinação do que fazer e dela não arredaram pé.

Será um adversário muito difícil.

Mas, claro, antes temos que passar pelo Haiti.

Eu até acho que é fácil…

Mas quando eu penso um pouquinho mais, já não acho tão fácil.

Enfim, oremos.

Para relembrar…

Melhores momentos de Brasil e Marrocos.

 


Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi FOTO SOFIA MARINHOdurante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)

 

 

 

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