Venderei o peixe pelo preço que paguei. Um amigo, jornalista, morou no Japão nos anos 1980. Contou-me que lá os repórteres escreviam as matérias à mão, não precisavam caprichar no texto, bastava que fossem precisos e detalhistas no que tinham apurado. Às vezes, dependendo do volume de trabalho, deixavam o material na portaria do prédio do jornal e já partiam pra outra. No texto, os editores davam um jeito. Fico pensando no desastre que seria se isso fosse feito por aqui nos dias atuais, pois o que mais há (um de meus medo é ler hão dia destes) são repórteres que não “reportam” – se um dia acontecer pane geral na telefonia não sairá jornal no seguinte – e editores que não editam. O resultado o eventual leitor tem visto nos Mirando.
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Creio que o sujeito da oração “tornou público todos os contatos…” é o termo no singular “o que”, que recupera o “ato de indeferir a solicitação”.
Logo, o correto seria escrever “mas a juíza Celina Dietrich indeferiu a solicitação, o que tornou públicos todos os contatos e as conversas entre as partes” e não “tornaram públicos”.
Para usar “tornaram”, seria preciso alterar a oração para “e todos os contatos e as conversas entre as partes tornaram-se públicos”.
Concorda?