Chumbo Gordo

Fim de um terrível drama. Blog do Mário Marinho

brasileiro

O brasileiro Robson Nascimento de Oliveira, que estava preso na Rússia desde 2019, acusado de tráfico de droga, foi libertado ontem, domingo, pelo presidente Vladimir Putin. O dia 2 de maio é o dia da Páscoa ortodoxa russa e, dentre as comemorações, o governo russo promove a anistia a alguns presos.

O nome do brasileiro foi incluído depois de negociações da embaixada brasileira na Rússia.

Robson era motorista do volante Fernando, do Internacional, de Porto Alegre, que havia se transferido para o Spartak, de Moscou.

Atendendo a um pedido do Fernando, Robson viajou até a Rússia, levando uma mala que lhe foi entregue, fechada, no aeroporto por parentes do jogador.

Na alfândega, em Moscou, a polícia identificou na mala duas caixas de Mytedom 10mg (cloridrato de metadona). A substância é vendida legalmente no Brasil, com receita médica. Na Rússia, por sua vez, é proibida por ser considerada um tipo de narcótico. O medicamento era para o sogro de Fernando, que já estava na Rússia e sofre de dores crônicas. Na época, o jogador atuava pelo Spartak Moscou. Isso aconteceu em março de 2019.

Robson foi preso e processado por tráfico de entorpecentes.

Fernando se mudou para a China e Robson ficou abandonado.

Imagina a situação de uma pessoa humilde que viaja para o exterior pela primeira vez, não fala nenhuma língua além do português e é colocado numa cadeia de Moscou.

Fernando só deu a devida atenção ao caso quando a imprensa brasileira noticiou o fato, principalmente o Fantástico que fez uma grande matéria.

O jogador contratou um advogado russo que passou a acompanhar o caso.

Robson correu o risco de ser condenado a 15 anos de prisão, o que, segundo as leis russas, ele não teria direito a liberdade condicional: cumpriria integralmente os 15 anos.

A ameaça depois ficou um pouco mais branda: caiu para a possibilidade de 12 anos de prisão.

Finalmente, foi condenado a 3 anos, sentença que terminaria em março de 2022. Felizmente, com o trabalho da Embaixada Brasileira, ele acabou sendo incluído no grupo de perdão da Páscoa.

Robson já está livre em Moscou, hospedado na Embaixada e deverá voltar ao Brasil na próxima quarta-feira.

O tabu

continua

Tabu no futebol não ganha títulos, mas, é um prato cheio para torcedor zoar os adversários.

Assim, o tabu que envolve Corinthians e São Paulo continua: é o 14º jogo entre os dois, na Arena corintiana, sem vitória do São Paulo. São 10 vitórias do Corinthians e 4 empates.

Ontem foi dia de mais um empate, num jogo que começou no domingo e terminou na segunda-feira. Num horário muito esquisito o jogo começou às 22,15 e terminou pouco depois da meia-noite, quando a calendário já marcava segunda-feira.

Foi um jogo razoável.

O São Paulo, com mais time e favorito, saiu na frente.

Miranda, de cabeça, fez Tricolor 1 a 0, aos 15 do primeiro tempo.

Luan (aleluia!) empatou com um golaço, aos 41.

Gustavo colocou o Timão na frente aos 39 do segundo tempo e Luciano, cobrando pênalti, empatou aos 51 minutos.

Resultado justo pelo futebol que ambos apresentaram, mas, que deixou os dois frustrados: o São Paulo porque não quebrou o tabu; o Corinthians porque deixou escapar a vitória.

Veja os melhores momentos:

Ainda pelo Paulistão, o Palmeiras venceu o Santo André por 1 a 0 e ainda tem chances de classificação.

O Verdão é o terceiro colocado no Grupo C, com 15 pontos. O líder, já classificado para a próxima fase, é o Bragantino com 22 pontos, seguido do Novorizontino que tem 18.

Ambos têm dois jogos pela frente. O Novorizontino enfrenta o Botafogo, de Ribeirão Preto, e o Corinthians.

O Palmeiras terá pela frente o Santos e a Ponte Preta.

Não está fácil a missão palmeirense.

Já o Santos empatou com o Red Bull, 1 a 1, no sábado, resultado que classificou o Red e deixou o Santos em situação delicadíssima no Grupo D.

O Grupo é liderado pelo Mirassol, em 17 pontos; em segundo, Guarani, com 14. O Santos tem 10.

O Guarani vai enfrentar a Ponte Preta e, depois, a Inter, de Limeira.

O Santos pega o Palmeiras e o São Bento.

Nada fácil, também, a vida do Peixe.

Os gols do Fantástico

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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS
 NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)

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