tá ruim, mas tá bom

Tá ruim, mas, tá bom. Blog do Mário Marinho

tá ruim, mas tá bom

O título acima do Blog foi a maneira como o são-paulino Ricardo Pinheiro, advogado, diretor jurídico da Associação dos Aposentados da Fundação CESP, respondeu à minha pergunta, hoje pela manhã: “O que você achou de seu time ontem?”. Veio a resposta, rápida: “Tá ruim, mas, tá bom”.

E é verdade o empate com o fraco time do Rentistas, em Montevidéu, 1 a 1, não pode ser considerado um resultado ruim, mas também está longe de merecer barulhentas comemorações.

Pra começar, o Tricolor jogou com time reserva. Mesmo assim fez 1 a 0 logo no começo do jogo, aos 4 minutos. Porém, levou o empate menos de 10 minutos depois.

A partir daí, o goleiro do Rentistas, Rossi, assumiu o protagonismo do jogo e evitou que seu time fosse vencido e até mesmo goleado.

Com o resultado, o São Paulo se mantém líder de seu grupo na Libertadores, Grupo E, com 8 pontos, ao lado do Racing. Em segundo, vem o próprio Rentistas, com apenas 3 pontos. Fecha o Grupo o peruano Sporting Cristal com apenas 1ponto.

Está tudo bem no Morumbi: são necessários apenas dois pontos para a classificação para a próxima fase.

Timão

jogou a toalha?

O Corinthians joga esta noite contra o Peñarol, em Montevidéu.

Pelo andar da carruagem, o Timão já jogou a toalha no que diz respeito às possibilidades de classificação.

Pelo menos é o que se deduz da escalação do time para esta noite.

Ontem, ao divulgar a lista dos jogadores que viajariam, o técnico Wagner Mancini já deixou essa possibilidade em aberto, ao avisar que Fagner, Jémerson, Gabriel, Ramiro e Luan não viajariam.

O Corinthians está no Grupo E, liderado pelo Peñarol com 9 pontos. O timão tem apenas 4. Como se classifica apenas um e faltam apenas mais três jogos para fechar essa fase, a situação corintiana é realmente muito ruim.

Assim, Mancini, certamente apoiado por diretores, resolveu poupar seus jogadores mais importantes para essa reta final do Paulistão.

Rádio Itatiaia muda de dono.

Tomara que só de dono.

 radio

Nos meus tempos de menino lá em Belo Horizonte eram quatro as emissoras de rádio que gostava de ouvir: Guarani, Mineira, Itatiaia e Inconfidência.

A Guarani e a Mineira eram do Grupo dos Associados.

A Guarani era muito forte, tinha audiência e som potente. Tinha programação bastante variada, inclusive com programas de auditório, onde pontificava o animado Aldair Pinto.

A Mineira tocava boa música o dia inteiro.

A Inconfidência era estatal, rádio de programação mais pesada, séria, incluindo o famoso Repórter Esso.

A Itatiaia foi a caçula de todas, fundada em 1952.

Sua programação tinha como base o jornalismo (principalmente o policial), a prestação de serviço e o esporte.

Era uma emissora de grande agilidade, chegando rápido aos acontecimentos do dia a dia.

Por seus microfones passaram grandes nomes como Januário Carneiro, fundador da rádio, Jairo Anatólio Lima, Willy Gonzer, José Silvério (ambos trabalharam também aqui em São Paulo), Fernando Sasso, Osvaldo Faria, Kafunga, Jota Júnior e muitos outros.

O jornalista Júlio Baranda, que trabalhou lá por quase 10 anos, fala sobre a Itatiaia:

“A notícia da venda da tradicional rádio Itatiaia para o empresário mineiro Rubens Menin foi uma surpresa, não só para o meio jornalístico mas para toda população. Uma rádio que eu ouvia desde menino e tive o prazer de trabalhar como repórter de 1996 a 2004. Uma verdadeira potência. Na minha época passava de um milhão de ouvintes por minuto, para se ter uma ideia. Hoje está acima disso. Emissora que preza pelo esporte, jornalismo e prestação de serviço.

Foi fundada por Januário Carneiro em 1952.

Depois da morte dele, o irmão, Emanuel Carneiro, assumiu o comando e continuou com o trabalho de Januário, transformando -a na potência que é hoje. Para mim, a rádio Itatiaia foi uma verdadeira escola de profissionalismo como repórter. Uma emissora de total credibilidade. Vejo com um certo receio e tristeza a venda dessa emissora familiar, no sentido literal, pois além de ser da mesma família há 69 anos, quem trabalha lá se sente acolhido pela família Carneiro, fazendo parte da família Itatiaia. Fica uma dúvida de como Rubens Menin, que está entrando agora no meio de comunicação, vai administrar a Itatiaia. Perguntas ficam para um futuro próximo: o que muda na grade de programação, na linha da emissora e em seu editorial? E os funcionários? Serão mantidos ou substituídos? Não sei o que há por trás dessa venda, mas espero que seja para o bem da emissora, que aparentemente não passa por dificuldades. Talvez, seja por isso que Emanuel teve a atitude de vender a emissora, pois com quase 80 anos de idade deve achar que está na hora de parar, e passar a rádio para frente, ainda no auge dela. É uma pena, mas espero que troque apenas de família e a Itatiaia continue sendo a rádio de Minas, como diz seu slogan.”

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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi FOTO SOFIA MARINHOdurante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS
 NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)

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