Memphis Depay
Memphis Depay: últimos dias? Blog Mário Marinho
Memphis Depay: últimos dias?

Memphis Depay
É sabido que o clima entre o craque e a Diretoria vem se deteriorando a cada dia que passa.
A dívida do Corinthians com o jogador vem sendo noticiada com cifras que vão dos R$ 6 milhões até cerca de R$ 10 milhões. Qualquer que seja o valor, convenhamos, não é pouco dinheiro.
No mês passado o jogador fez notificação oficial ao Corinthians sobre a dívida que inclui premiações relativas ao título de Campeão Paulista, direitos de imagem e até pagamento do segurança a que Depay tem direito por força de contrato.
Sabe-se que o Corinthians está numa situação difícil administrativa e financeiramente.
O presidente Augusto Melo foi afastado por votação do Conselho Deliberativo e, na primeira semana de agosto, haverá outra votação, desta vez por Assembleia Geral entre os associados.
Além dessa situação, dentro de campo o time dirigido pelo técnico Dorival Jr. não apresenta boas atuações. Atualmente, é o 11º colocado com 20 pontos, em 16 jogos, com 5 vitórias, 5 empates, 6 derrotas e saldo de -4 gols.
Soma-se a tudo isso o fato de que Depay vem tendo ótimas atuações em seus jogos pela Seleção Holandesa e despertado o interesse de clubes europeus como o PSV, Besiktas e Galatasaray.
Depay chegou ao Corinthians no dia 9 de setembro de 2024. Seu futebol, sua simpatia pessoal, sua comunicabilidade logo o elevaram a ídolo da torcida.
O balanço de sua atuação é este:
- 45 jogos
- 13 gols
- 14 assistências
No jogo contra o forte Cruzeiro na noite desta quarta-feira, fiquei com a nítida impressão de que Depay estava em campo por obrigação e não pela vontade de exibir o seu talento.
Até propiciou algumas boas jogadas pelo Timão, mas muito, muito, longe do craque de meses atrás.
Parece que em campo ele aplica aquela velha lei, tão comum nestas situações: “O time finge que me paga e eu finjo que jogo.”
Aliás, no jogo de ontem viu-se também a aplicação de lei que vai se tornando cada vez mais conhecida: a Lei do Ex.
Normalmente, ela é aplicada por ex-jogador que, em inúmeras ocasiões, marcam gols contra o seu time.
Ontem, foi diferente: a Lei do Ex foi aplicada pelo goleiro Cássio, até hoje muito querido entre os torcedores do Timão.
Ele evitou, em pelo menos duas ocasiões, o gol que poderia ter sido o da vitória sobre o líder Cruzeiro.
O empate foi justo.
Para o mau futebol do Corinthians digo que até foi um bom negócio.
Para o Cruzeiro, nem tanto.
Não pelo futebol de ontem, mas por sua potencialidade. Além disso, o empate proporcionou a aproximação de seus famélicos adversários.
Veja a classificação dos seis primeiros colocados, aqueles que entram diretamente na disputa da Libertadores:
1 – Cruzeiro, 34 pontos.
2 – Flamengo, 33.
3 – Palmeiras, 29 e um jogo a menos.
4 – RB Bragantino, 27.
5 – Botafogo, 25.
6 – Bahia, 25 e dois jogos a menos.
O Santos
ainda é só Neymar
O técnico é novo: Cléber Xavier, ex-auxiliar técnico de Tite na Seleção Brasileira, dirigiu o time apenas por 8 vezes com números não tão bons: 2 vitórias, 2 empates, 4 derrotas.
Pela primeira vez desde que estava no PSG, em 2023, Neymar alcançou ontem 3 jogos completos e seguidos.
Não chega a ser marca digna de um Feriado Nacional, mas é para se comemorar.
E ficou claro a dependência de Neymar com referência ao time.
Ele se esforçou: driblou, correu, lançou, chutou, cabeceou e quase marcou.
O lance mais agudo no finalzinho do jogo, quando ele recebeu a bola pela meia esquerda e chutou com força, de pé esquerdo. A bola venceu Rochet, goleiro do Internacional, bateu na trave oposta e quicou duas vezes sobre a linha do gol até que o rápido goleiro pôde recuperá-la.
É o que se chama de um pecado!
Seria um golaço e empataria o jogo, dando até mais justiça ao placar.
Cléber Xavier fez cinco modificações e, entre elas, colocou alguns jovens na esperança de que sejam futuros craques daquela fábrica que já deu Neymar, Ganso, Robinho…
Foram eles:
Robinho Jr (filho do ex-craque e atual presidiário), 17 anos.
Gabriel Bom Tempo, 20 anos.
Lucas Meireles, 18 anos.
Sim, eles deram mais velocidade a time, mais presença nas jogadas, alguma eficiência, mas ainda precisam de tempo.
O Internacional, que venceu por 2 a 1, está na décima posição na classificação.
Colocação que mostra o futebol bem mais ou menos praticado pelo time do meu saudoso amigo Belmiro Sauthier, companheiro dos velhos tempos do também saudoso Jornal da Tarde.
Nota negativa foi a discussão de Neymar com um apaixonado torcedor. Com a experiência que tem Neymar no futebol mundial, é incrível ele entrar em provocação de torcedor.
O Verdão
vai chegando
Com Vitor Roque marcando o gol da vitória e provando sua ascensão dentro do time, o Palmeiras virou em cima do Fluminense, no Maracanã: saiu perdendo, gol de Cano, e virou, 2 a 1, com gols de Maurício e do artilheiro Vitor Roque.
Com um jogo a menos em relação ao líder Cruzeiro, o Palmeiras soma 29 pontos.
E vai subindo.
Que frango
foi aquele?

Todo grande goleiro toma seu frango. Palavras simples que ouvi do grande Gylmar dos Santos Neves, em uma das entrevistas que fiz com ele em 1968, na Vila Belmiro, quando eu cobria o Santos para o JT.
E sei disso também por minha experiência em vários anos jogando nos terrões da vigorosa várzea de Belo Horizonte.
Mas o frango do Fábio ontem no jogo com o Palmeiras é daqueles difíceis de acreditar. E de esquecer.
Assista aos gols da rodada abaixo.
Mas, lembre-se, Fábio é um dos grandes goleiros da história do futebol brasileiro.
Falhou, mas ainda tem crédito.
https://youtu.be/Hu7k0xq2Nyw?si=AQ9Yv7sROkZJSlCD
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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi
durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.
(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)
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Trabalhei também com o Belmiro. Mas foi mais recente. No jornal ‘O Estado’, aqui em Florianópolis, em 1999. E soube, então, que fomos vizinhos, sem nos conhecer, em Pirituba, onde nasci e cresci. É isso que chamam de ‘mundo pequeno’!