tracinho

Ilustração: Benjamim Cafalli

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Ilustração: Benjamim Cafalli

 Olha o tracinho atrapalhando um dr. jurista uspiano colaborador da “Folha”: “sobretudo a Procuradoria Geral da República”. P-GR, sr. 

Também na “Folha”, desta vez uma colaboratriz: “O real valorizou, mas o risco fiscal persiste”. Acertou em cheio, persistiu no desconhecimento, é valorizou-se… Mas, tudo indica que o erro foi cometido pelo editante. No texto: “A taxa de câmbio pode ter se valorizado. Certim.

Olha só o “em se plantando tudo dá” no mau exemplo de novo, “Estadãozinho” fazendo escola. No “UOL”: “e combinou sua demissão para depois da Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas).”. Santa padroeira da Inhorância, fala prele que não tem hífen. Ela avisou alguém, foi corrigido!!! O UOL errou mais uma vez e se corrigiu idem.

A “Folha” aderiu de vez, é hífen adotado em todos os textos relativos à Assembleia Geral da ONU. “Vejem” o nível que a  inhorância atingiu, reunião de artistas do Theatro Municipal virou assembleia-geral! O ene a mais em agendada é só descuido: “Foi agedanda para esta quarta uma assembleia-geral com todos os artistas da instituição.”. Sérgio Rodrigues, colunista que trata do vernáculo, ajuda eles!

Menos aqui, Mônica Bergamo resiste! “A primeira-dama Janja Lula da Silva usará nesta terça-feira (23) um casaco com bordado típico da Palestina na abertura da 80ª Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York.”. “Não metam o hífen onde não é chamado”, disse ela!

No “Estadãozinho”, no domingo, 21: “Post sobre Charles Kirk leva à mudança de gestão no Teatro Municipal de SP”. Theatro, caramba. Na mesma edição: “Trump retorna à Assembleia-Geral minando as regras que criaram a ONU”. E o escriba minou a regra do uso do hífen! Erro repetido diariamente em todas as matérias.

Mas houve uma surpresa no dia 23, foi na coluna de Alice Ferraz: “Começam nesta terça, 23, os discursos da Assembleia Geral da ONU, em Nova York.”. Pena que foi cometido o erro generalizado: “O centenário será celebrado em 28 de setembro, no Teatro Municipal.”. Theatro, caramba. 

 Mas, lá a esperança dura pouco: “Em 1962, o coquetel molotov árbitro ruim, fraco emocionalmente e supostamente mal-intencionado a favor do visitante Peñarol”. Cadê o pavio, cara-pálida? Já aqui, que não tem, insistem em pôr:  “no distrito do Itaim-Bibi”. Fom-fom procês!

Este é outro erro que não tem escapatória: “ela se encantou desde cedo pelo Largo de São Francisco.”. Só por milagre do santo vão aprender que não tem “de”, ele era despreendido, conhecido pelo desapego a posses. Aliás, vale também pro Parque Ibirapuera, insistem que é “do”… 

Um fato há que reconhecer, são convictos! Pena que ao errar… “Direito-USP planeja fórum em terreno no Largo de São Francisco”. Errado no título e no texto, um capricho.

Outra coisa que eles não sabem é a diferença de implicar como faz o  “Implicâncias” e implicar significando resultar, supor, originar. Neste caso, é verbo trd: “Todo filme que faço implica em me tornar uma mulher diferente.”. Sem em, escriba.

Este, lá também, é de doer: “e idealizada pelo empresário Edgard Radesca e outros três sócios:. Quer dizer que ele é sócio dele mesmo para que sejam outros sócios? 

Mais um: “Quando o exercício do monopólio da violência vaza das instituições democráticas para esses mega bandos criminosos,”. Megabandos, cara-pálida.

Mas a surpresa hifênica foi a adesão da Globo! Ó só na GloboNews:

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Azar deles que sou insone. Este foi no dia 23.

Pisaram na bola no dia seguinte de novo:

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O hífen vai causar problemas internos, prova de que eles leem “Estadãozinho” e “Folha” e não “O Globo” e o g1, que estão invictos. O g1 continua a pisar na bola em relação ao Pix, insiste que é PIX.

Na CNN tudo bem. Na TV Bandeirantes – me recuso a chamar de Band – tudo bem também. Asostras? Meu controle remoto se recusa a sintonizá-las.

Do jeito que abundam Ticos e Tecos em coma não demora haverá hífen em greve geral…

No UOL: “Mais de 380 mil imóveis estão sem luz na capital paulista e região metropolitana após as fortes chuvas e ventania que atingiram São Paulo hoje”. Escriba, tira “as” antes de fortes ou bote “a” antes de ventania, viste? “Até às 22h,”. Não, escriba, foi até as! O desastre continua: “Por volta das 13h40, a Defesa Civil chegou a emitir alerta severo para temporais com rajadas de vento na Grande São Paulo, litoral e centro-oeste.”. Na litoral e na centro-oeste? No antes, cara-pálida.

Acabou? Não: “Outro vídeo mostra uma UPA em Sumaré, na capital, alagada.”. No Sumaré, escriba, bairro. Em se fosse o município.

 Olha o tracinho causando estrago de novo aí, gente!: “e que a moradora é investigada por lesão corporal e injúria contra a funcionária, que foi submetida a exame no IML (Instituto Médico Legal)”. O IML sem hífen entre o Médico e o Legal é ilegal, escriba desconhecente da boa escrita.

Os uólicos estão cada vez mais fantásticos: “O diretor interino do ICE, Todd Lyons, disse à CNN que todas os baleados foram levadas ao hospital.”. Estão pensando que é fácil errar três concordâncias na mesma frase? Um chopes e dois pastel não é nada comparado a isso.

Na “Folha”, o estado de São Paulo foi elevado a país: “A Justiça Federal de São Paulo tornou réus empresários acusados de desviarem dinheiro da associação nacional e do sindicato paulista da indústria dos equipamentos médicos”. É o único jeito de a JF ser de e não em SP…

“O casal de fotógrafos Raya Martigny e Édouard Richard vão desembarcar no Brasil”, “Folha”? O casal vão? Uau!

milicosSinalzinho diacrítico cujo uso é crítico para muita gente atrapalhou um ex-secretário de Redação do diário: “Alguma mãozinha deve ter dado, ajudando talvez a virar um ou outro voto no Alto Comando do Exército.”. Sentido! Apresentar hífen!

Mistério no g1: “Um incêndio de grandes proporções atingiu, neste sábado (20), uma fábrica de salgados que fica às margens da Rodovia Santos Dumont (SP-075), no Distrito Industrial Domingos Giomi, em Indaiatuba (SP).”. Lê-se o texto inteiro e cadê o nome da empresa? Ah, o nome é Croissant & Cia, aparece na foto, mas só na foto. Por que não no texto?

Viva o g1! No local, foi constatado que a vítima fatal estava em uma motocicleta, quando colidiu com um caminhão de limpeza, que realizava serviços na via. O g1 criminaliza a vítima, morre e mata!

Ele teria colidido com um caminhão de limpeza, que realizava serviços na via. Uau, suspeita-se que a “vítima fatal” supostamente bateu em um caminhão… Uma coisa é certa, o escriba não sabe o significado de fatal.

E o pessoal do Jornalistas & Cia continua a pôr acento onde ele não tem assento: “e Luís Fernando Veríssimo”. É mentiríssimo, é Luis, é Verissimo, desde Érico.

Obra-prima no “SP1”: “O que eles estão apurando é de que…”. Esta foi no “Edição das 18h”: “tratamentos que não estão no ‘rôl’ da ANS”Não rolou um “ról”.

No caso do brogue legendado abaixo, vai  só um apanhando do que apanharam do vernáculo, sem os nomes dos tropeçantes: pós-COVID19 – Covid…;  fator chave – com hífen…; a atriz alega que sua imagem e voz, retiradas de uma participação em um podcast, foram manipulados – manipuladas…; para que ela venda a mansão usada do filme – no filme…; ‘Ainda estou aqui’ no título e Ainda Estou Aqui no texto…; ‘Três graças’ no título e “Três Graças” no texto…; às 17h30m – Uau, 30 metros! É min!…; Esta foto de D. Pedro II, cujo bicentenário de nascimento completa dia 2 de dezembro, – Completa-se no, caramba!…; Justiça do Rio ouve neste segunda – Nesta, cara-pálida…; uma garrafa que continha açaí misturada com o veneno para ratos. – Misturado, substantivo masculino diz aquele livrinho que desconhecem… 

(CACALO KFOURI)


Legenda para “O blog do Ancelmo Gois”
Jefe: ele.
Errador, Mister Caixa, Mister Crase: o editor Nelson Lima Neto
Mistake, Miss Caixa, Miss Crase: a editora Fernanda Pontes

mão -boba

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