Ilustração: Benjamim Cafalli
Intolerâncias|13: do próprio intolerante e da distraída imprensa

Abrindo o #13 – 13… – intolerando o erro do intolerante. Há uns três meses, cometi um erro no texto em que lembrei do papai. O ano publicado, 1985, é o em que ele morreu, o da Constituição, cada vez mais desrespeitada, é 1988.
“Eu, na primeira pessoa do singular”
Em vista de tudo o que vem ocorrendo na área da Justiça, lembrei-me de meu querido, inesquecível e espelho para a minha conduta pai, Dr. Carlos Alberto Gouvêa Kfouri, promotor público – era a denominação antes da Constituição de 1985(X)1988 – e, depois, procurador de Justiça até se aposentar.”.
Mas o erro não foi desperdiçado. Em vista dos últimos acontecimentos, viva, mais uma vez, meu inesquecível pai!
De saída: “De entrada, é possível escolher entre o steak tartar da casa,”. É tartare, viste? Não, estadônicozinho: “Ainda cabe recurso à decisão e a defesa do jogador estuda entrar com uma ação para minimizar a suspensão.”. Recurso da, escriba.
Eles têm hifenarias e chapelarias para distribuição indevida: “que inclui o presidente do União Brasil, Antônio Rueda,”. Antonio, cara-pálida. Uau! “Além das perda de vidas e do caos imediato,”. Das perda, escriba? Da serve? Mais um chapéu indevido: “que está sendo disputado no Parque Cândido Portinari, na zona oeste de São Paulo.”. Candido, Candido, Candido! “A skatista de 28 anos, nascida na Praia Grande,”. É perigoso nascer na praia, pode entrar areia, ela nasceu EM PG, viste?
Eles não sabem nada! “As mensagens rastreadas foram trocadas entre 7h19 e 20h48 daquele dia.”. As e as, cara-pálida, sem é duração, não é horário. Tsk, tsk, tks… “era muito difícil enxergá-la à distância.”. A que distância pra ter crase, cara-pálida? Foi no tapetão???
“Projeto desenvolvido de ‘sopetão’ e com custos elevados”. Supetão, escriba, supetão! Errado no texto também. Um voltou, outro nunca saiu!: “As estruturas entrariam em parques de diferentes regiões da cidade, como Buenos Aires, Aclimação, Augusta e Jardim da Luz, no centro; o Parque do Povo, no Itaim-Bibi,”; “Débora Iácono, advogada, integrante do Fórum Verde e exconselheira do Parque do Ibirapuera,”. Voltado: o hífen indevido em Itaim Bibi; ficado: o “possessivo” do no Parque Ibirapuera.
Os cara não sabe os significado das palavra (uma escrita no nível deles…): “A polícia afirmou que, ao chegar ao local, teria abordado o homem e tentado conversar com ele para reduzir a tensão. Porém, ainda segundo os agentes, Guimarães teria sacado uma arma de fogo durante a abordagem.”. Folhal, a polícia não sabe o que fez ao chegar? Será que ela nem “teria” chegado? E os agentes não têm certeza que G. sacou a arma, pode ter sido um sorvete? Caramba, volta pra escola, meu! Vê se aprende que “segundo”, “afirma”, não ornam com futuro do pretérito.
Cuma? “Conheça Bodø e o Glimt, o improvável time norueguês que brilha na Champions”. Folhal, que título infeliz, hein? O nome da cidade é Bodø, o do time é Bodø/Glimt e que pode ser chamado só de Glimt só é descoberto depois de ler o texto: “Começa pelo nome, Bodø/Glimt, que o resto da Europa chama de Bodo sem muita cerimônia. Para quem não quiser se arriscar na pronúncia de uma das nove vogais norueguesas, basta fazer como os locais: use apenas Glimt.”. É charada? Ah, que bom seria se o texteiro tivesse a qualidade do time, deu um baile ontem, 3 a 1 no Sporting.
Nem frente nem atrás ao, uólico: “Frente ao fascismo, canção de protesto não funciona, diz músico Matt Berninger”. Talvez, mas só talvez, ante o, diante do, funcione.
Na de um colunouólico: “Imagens de câmera de segurança mostram um dos suspeitos carregando as obras roubadas”. Não é poético? O cara aparece carregando o produto do roubo e é suspeito? E adotou o hábito dos estadônicozinhos: “e cinco de Cândido Portinari,”. Chapelou quem não usa o aparato. Decida-se, vaselinuólico: “Mulher morre após puxar rabo de elefante para tirar foto na Namíbia”; “A mulher teria puxado o rabo do elefante.”. O leitor “teria” sido informado com seu magistral texto?
Geúnico, contra? Mostre uma a favor… “PGR pede ao STJ abertura de inquérito contra desembargador mineiro investigado por abuso sexual”. Tratando do, a respeito do, investigando o. Contra seria parcial, viste? Gentem, em que escolas estes caras foram (de)formados? Entram na facul semianalfs, saem idem. E pior, jornalistas que não sabem pesquisar??? “Texto segue para sanção presidencial. Projeto também reajusta remuneração de médicos e médicos veterinários, auditores fiscais e altera cargos na Cultura”. Médicos-veterinários, geúnico! Errado no texto também. Não foi só a cachorra que fugiu: “Uma cachorra escapou da caixa de transporte antes de embarcar em um voo com destino ao Rio de Janeiro e correu em direção à pista do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo na tarde desta quarta-feira (11).As operações do aeroporto foram suspensas por 9 minutos, entre 15h26 e 15h35.”. Os as e as também. Basicão, geúnico.
Ih, novata pisa na bola no SP1: “No IML, da Polícia Técnica Cientista…”. Falantenova, o nome é só Polícia Científica, se fosse o que imaginou seria Técnico-Científica, viste?
Caramba, é o fim da picada! Jornalismo ou propagandismo??? No sábado (7), o SP1 ficou entrevistando o cantor Guilherme Arantes por mais de 20 minutos! Quiéquiéisso??? Sabem o que é? É o previsto há muito tempo pelo jornalista Eugênio Bucci, em 2000, o entrenimento avançando sobre o verdadeiro Jornalismo.
Os infames Infomáticos

É que a gente não entende eles, né? Duas mulheres, duas gerações, dobraram os nomes de todas…
Aviso aos leitorantes!
Confesso que desisti! Não adianta perder tempo – o meu e o de vocês – apontando erros dos broguistas do “Blog do Ancelmo Gois”. São sempre os mesmos, quando não aparecem piores – desde que comecei a apontá-los em janeiro de 2015, ainda n’ “O Globo” impresso. Depois que se transformou em brogue o desastre cresceu.
Continuarei a ler, muitas vezes traz informações exclusivas, mas só voltarei a apontar erros se forem do gênero acachapante.
Mas não quer dizer que, de vez em quando, não possa bater uma saudadezinha, mas não aponto nem 10% dos erros…
Jefe: Ancelmo Gois
Miss Caixa/mistake: Fernanda Pontes
Mister Caixa/errador: Nelson Lima Neto
Mermo, jefe??? “Um em cada dez brasileiros já recebeu mensagens fraudulentos sobre entrega de mercadorias, diz pesquisa”. Foi por meio de concordâncias fraudelentas? Jefe, che succede? “Livraria Janela desembarca no Praça Mauá”. Alemón falando Português? Aí tem de trocar o pê por bê… Jefe, jefe… “pagou na festa privada em Taormina, na Sicília (Itália), em setembro de 2023, segundo o G1.”. Ó só como está no portal: g1. Interessante, não? Xiii, jefe, foi tudo por brejo… “Os advogados argumentaram que, fora da prisão, Monique poderia ser melhor preparada para enfrentar o júri.”. Mais bem, jefe, mais bem preparada, viste?
Escreve sério, MsC…“’Fala, sério, mãe!’ Espetáculo com Thalita Rebouças terá temporada em São Paulo”;“ o espetáculo “Fala Sério, mãe!”, com Thalita Rebouças,” ??? “Uma das propostas é a revisão das APAC da Praça da Cruz Vermelha, região rica em casarões históricos.”. Apac… Ih, mistake: “sa imagens viralizaram nas redes mundo afora.”. Os dedinhos se atropelaram no teclado? As…
MrC… “ANAC foi demandada para repassar informações após pedido feito por parlamentares”. Anac, viste? Não, errador: “Vai custar R$ 1,2 milhão as Casas Bahia a prática de negar a troca de produtos com defeito”. A Casas Bahia, viste? Errado no título: “Fluminense perde ação contra fundador da grife Reserva por fala sobre pó-de-arroz”. Certo no texto, sem os hifens. Agora entra MrC: “vice-presidente Jurídico do Vasco”. Seria em alta se fosse “do”, sem é em bx, viste?
O caprichoso desconhecente de carteirinha:“Time mineiro enfrenta o Rubro-negro, nessa quarta, pelo Brasileirão, no Maracanã”; “a um hotel em Copacabana, onde a delegação mineira está hospedada para a partida contra o Rubro-Negro pelo Brasileirão, na noite desta quarta-feira,”. A dupla terrorista antigramatical, errador e MrC: nessa ou desta? Desta! Rubro-negro ou Negro? Tanto faz, mas tem de ser igual na mesma nota, errador.
(CACALO KFOURI)
