Seleção Irã: fora da Copa
A guerra entra em campo. Blog Mário Marinho
A Guerra entra em campo

Para surpresa zero por cento da população pensante mundial, a insana guerra entre Estados Unidos e Israel de um lado, e o Irã do outro, chegou ao futebol.
O ministro de Esportes iraniano, Ahmad Donyamali, declarou que seu país não participará da Copado Mundo de 2026.
Segundo a tabela divulgada pela Fifa, o Irã faria três jogos no Grupo G, todos nos Estados Unidos.
15-06 – Nova Zelândia
21-06 – Bélgica
27-06 – Egito
Era de se esperar alguma coisa nesse sentido. Não havia a menor garantia que o instável Donald Trump permitiria a entrada de iranianos nos Estados Unidos durante a Copa.
Não havia, também, a menor certeza que em meio a uma guerra que se alastra, o Irã permitiria que seus jogadores participassem de uma festa na casa do Grande Demônio.
Tecnicamente o futebol não perde muito com essa situação, dado que o Irã não é uma grande força no futebol e será substituído por critérios que a Fifa irá adotar.
Lamentável, muito triste mesmo, é a guerra em si.
Os caciques decidem tomar este ou aquele território, derrubar governos que não lhe são interessantes ou simpáticos e quem paga – e paga com a vida – são, além dos soldados, a população civil, crianças, mulheres, idosos, cujo único pecado foi ter nascido naquela região.
Vejam abaixo alguns casos.
A exclusão da Rússia (2022)
O caso mais recente envolveu a Rússia. Após a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022, a Fifa e a Uefa suspenderam em conjunto a seleção russa e todos os clubes do país de suas competições. A medida impediu a equipe de disputar a repescagem para a Copa do Mundo do Catar contra a Polônia, que avançou automaticamente, resultando na exclusão da Rússia do torneio.
A Copa na Argentina sob ditadura (1978)
Em 1978, a Argentina sediou a Copa do Mundo sob um violento regime militar, que havia tomado o poder dois anos antes. O evento ocorreu em meio a um clima de intensa perseguição política, desaparecimentos forçados e violações de direitos humanos. Houve debates acalorados sobre um possível boicote (ilustração ao alto), mas o torneio seguiu adiante, com a seleção anfitriã conquistando o título.
O banimento da África do Sul durante o Apartheid
O regime de segregação racial, conhecido como Apartheid, levou ao banimento da África do Sul do futebol internacional por mais de duas décadas. A Fifa suspendeu a federação sul-africana em 1961 e a expulsou oficialmente em 1976. A seleção só foi reintegrada às competições em 1992, após o fim do regime, marcando uma das sanções esportivas mais longas da história.
A exclusão da Iugoslávia (1992-1994)
No início dos anos 1990, a desintegração da Iugoslávia e as guerras que se seguiram levaram a sanções das Nações Unidas contra o país. Como resultado, a seleção iugoslava foi proibida de participar da Eurocopa de 1992 e também foi excluída das eliminatórias para a Copa do Mundo de 1994, que seria realizada nos Estados Unidos.
A paralisação pela Segunda Guerra Mundial (1942 e 1946)
O maior conflito da história moderna impactou diretamente o calendário do futebol. A eclosão da Segunda Guerra Mundial, em 1939, obrigou o cancelamento das edições da Copa do Mundo planejadas para 1942 e 1946. O torneio, que havia sido realizado pela última vez na França em 1938, só voltou a acontecer em 1950, no Brasil.
(Com informações do Estado de Minas).
Com
a bola rolando
O Brasileirão voltou a ser disputado ontem na sua quinta rodada.
Recordando para quem não se lembra direito, os três primeiros colocados são os seguintes:
1 – Palmeiras, 10 pontos em 4 jogos;
2- São Paulo, também, 10 pontos em 4 jogos, mas, com saldo de gols menor.
3 – Bahia, 8 pontos, em 4 jogo.
Na noite de ontem, 11, o Flamengo, agora dirigido por Leonardo Jardim que foi técnico do Cruzeiro no ano passado, venceu o seu ex-time, campeão mineiro, no Maracanã, por 1 a 0. O Cruzeiro, como se sabe, é dirigido por Tite que já foi técnico do Flamengo.
Por falar em técnico novo, o São Paulo, de forma surpreendente, demitiu o técnico Hernan Crespo e contratou para o seu lugar o gaúcho Roger Machado.
Para mim, trocou 7 por 5. O Tricolor merecia coisa melhor.
Por falar em coisa ruim: foi péssimo o jogo do Corinthians contra o Coritiba na noite de ontem, na Neo Química Arena.
Vitória do Coritiba por 2 a 0 sem fazer grande esforço.
O Timão passou a maior parte do tempo de jogo com domínio da bola, mas, sem saber o que fazer com ela.
O dominado Coritiba atacou duas vezes e fez os dois gols.
Um castigo para os 35 mil corintianos que insistem e não desistem de acompanhar seu time.
E um sinal de alerta que se acende: o Timão foi eliminado do Paulistão e volta ao Brasileirão jogando desta forma.
O que reserva o futuro?
Veja os gols da quarta-feira:
https://youtu.be/YYXvZe5QM_E?si=xkYJQnOsL0HxP0SU
Canelada
sem dó
Na semana passada cometi aqui um erro parecido com aquelas caneladas do tempo da várzea.
Escrevi que o Novorizontino, se fosse campeão paulista, chegaria ao seu segundo título.
Na verdade, seria o primeiro – o que não aconteceu já que o esfomeado Palmeiras continua com seu insaciável apetite por títulos e conquistou mais um.
A “Final Caipira” de 1990, a que me referi na semana passada, entre o Novorizontino e o Bragantino foi vencida pelo Bragantino que era dirigido pelo jovem técnico Vanderlei Luxemburgo.
Peço desculpas.
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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi
durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.
(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)
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Oxalá as guerras pudessem ser resolvidas no campo esportivo. Sem faltas por trás e sem agressões. Temo, porém, que o ódio prevalecerá por muito tempo, talvez para sempre.