Musleira
Que m…, hein, Flamengo?!? Blog Mário Marinho

Estava tudo preparado para uma grande festa.
O cenário perfeito com o Maracanã absolutamente tomado.
O 0 a 0 no jogo de ida era coisa do passado.
Agora, nesta quinta-feira, 22, bastava apenas um golzinho para sacramentar a presença na final da Libertadores.
Depois, era só derrotar o Palmeiras e abraçar a Taça pela quinta vez.
Mas se esqueceram de combinar com o adversário.
Assim, o Estudiantes de La Plata tomou conta do jogo e partiu para cima do Flamengo.
Os primeiros dez minutos foram de absoluto domínio dos argentinos ante os assustados meninos do Mengão.
Com toda certeza – pensaram os torcedores rubro-negros – o técnico Leonardo Jardim vai dar um jeito nisso no vestiário.
E logo aos quatro minutos de jogo, no segundo tempo, o Estudiantes passou a jogar com um a menos por causa da expulsão de Rodriguez.
Aí, ficou fácil demais – exultaram os cariocas.
Suave engano.
O Estudiantes se fechou na defesa, enquanto o Mengão, sem criatividade, tocava a bola para os lados, à espera de uma oportunidade para marcar – e que nunca veio.
O torcedor deve estar se perguntando: por que Arrascaeta, Bruno Henrique e La Plata estavam no banco? E por que permaneceram fora do time até mais da metade do segundo tempo?
Mas, como ensina a Lei de Murphy, tudo o que está ruim pode piorar.
E o jogo foi para a decisão nos pênaltis.
Que, volto a afirmar aqui neste pedaço, não é uma loteria.
Se o cobrador estiver com a cabeça boa e agir com seriedade, fará o gol. As chances do goleiro são mínimas.
Mas o Flamengo não estava com esse perfil.
Arrascaeta foi o primeiro a cobrar e fez a lição de casa: marcou. O mesmo aconteceu com o zagueiro Léo Pereira.
Mas, aí, vieram os cobras Jorginho, Paquetá e Bruno Henrique.
Jorginho deu aquele costumeiro pulinho, parecendo mais um canguru perneta e facilitou as coisas para o ágil goleiro Musleira.
Paquetá e Bruno Henrique pareceram duas crianças desnutridas, sem forças para chutar a bola.
Resumo da ópera: o Mengão perdeu três cobranças em cinco.
Musleira (foto ao alto) se tornou o herói com três defesas.
Assim acabou o sonho do penta da Libertadores.
A decisão da Libertadores será no dia 28 de novembro, no Estádio Centenário, em Montevidéu.
No dia 16 de maio de 1968, eu estava lá neste mesmo estádio Centenário quando o Estudiantes venceu o Palmeiras, 2 a 0, e se tornou campeão, pela primeira vez, da Libertadores.
Veja os times:
- Estudiantes: Poletti; Ramón Aguirre Suárez, Madero e Malbernat; Pachamé, Medina e Bilardo; Flores, Ribaudo, Conigliaro e Juan Ramón Verón. Técnico: Osvaldo Zubeldía.
- Palmeiras: Valdir de Moraes; Baldocchi, Osmar, Geraldo e Ferrari; Dudu e Ademir da Guia; Servílio (China), Tupãzinho, Suingue e Rinaldo. Técnico: Alfredo González.
Agora, veja os pênaltis do Maracanã:
https://youtu.be/jREJW5c7GuQ?si=kIg0R7koP1jP09Gi
-
-
- Jogo: Flamengo 0 x 0 Estudiantes (Estudiantes 3 x 2 nos pênaltis)
- Competição: Copa Libertadores, semifinal, jogo de volta
- Local: Maracanã, Rio de Janeiro
- Data: quinta-feira, 22 de outubro de 2026, às 21h30
- Expulsão: Baltasar Rodríguez (Estudiantes), no segundo tempo
- Pênaltis: Arrascaeta e Léo Pereira marcaram para o Flamengo; Jorginho, Paquetá e Bruno Henrique perderam. Sosa, Mancuso e Palacios marcaram para o Estudiantes; Cetré perdeu.
-
Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.
(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)
