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Ilustração: Benjamim Cafalli

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Ilustração: Benjamim Cafalli

 Eleitores e eleitoras, leitores e leitoras, atenção

 O dia 25 de outubro de 2026 pode vir a ser tão importante para a História do Brasil como foi o 15 de março de 1985, o que marcou o fim de 21 anos de ditadura militar.

 A escolha a ser feita é entre Lula, uma pessoa cheia de defeitos e problemas, mas uma pessoa, gente, e Trairaflávio, um ser abjeto, criminoso, filho de um igual, membro de uma familícia que apoia criminosos.

 Em setembro de 2005, deputado estadual, entregou em mãos a Medalha Tiradentes, a mais alta condecoração da Alerj, ao ex-capitão do Bope Adriano de Nóbrega no Batalhão Especial Prisional onde o criminoso estava preso preventivamente sob a acusação do assassinato do guardador de carros Leandro dos Santos Silva. Também foi acusado de ser chefe do grupo de extermínio Escritório do Crime e líder da milícia de Rio das Pedras.

 A mãe e as ex-mulheres de Nóbrega eram as funcionárias do gabinete de Trairaflávio mencionadas no esquema das rachadinhas.

 Adriano viria a ser morto em fevereiro de 2020 em tiroteio na Bahia, episódio até hoje não totalmente esclarecido. Há insuspeitas “suspeitas” de queima de arquivo.

 Em 2017, escreveu (!!!) um livro, “Mito ou Verdade: Jair Messias Bolsonaro”, obra (naquele outro sentido) que serviu de roteiro para o “Dark Nag”, em que chama o massacre do Carandiru em que 111 presos foram assassinados de “legítima defesa”, nega golpe militar de 1964, e faz elogios ao coronel torturador Brilhante Ustra e critica as urnas eletrônicas.

 Já senador, destinou, em 2003, R$ 200 mil em emenda paralamentar individual para um projeto esportivo na Taquara, região dominada por milícias na Zona Oeste do Rio. A PF descobriu que a verba foi pedida por Robson Calixto Fonseca, o “Peixe”, ex-PM e ex-assessor de Domingos Brazão.

 “Peixe” foi condenado a nove anos de prisão por fazer parte da organização criminosa responsável pelo planejamento do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes.

 Durante a campanha mentiu e desmentiu-se, todas as propostas que apresentou – muitas das quais depois as modificou dada a reação negativa – são danosas em relação aos Direitos Humanos, à Segurança Pública, à Economia, à Saúde, ao Ambiente e, principalmente aos aposentados e pessoas das classes mais baixas.

 Vejam o que pensa Claudio Lottenberg, médico que pretende, se eleito, nomear ministro da Saúde:

 É apoiado pelas figuras públicas mais desprezíveis existentes no país e fora dele.

 Aliado ao seu irmão bananinha vai ajoelhar-se diante da figura que está destruindo um país que já foi conhecido como “land of freedom and opportunities”.

 Votar em Lula não é indício de gostar dele e, sim, do país.  Trata-se de salvar o Brasil de quatro anos tenebrosos que se transformarão em muitos mais dada a catástrofe que se anuncia.

 Eleger “aquilo” equivale a “dar fósforo para quem quer queimar a sua casa”.

 Lembrem-se, a responsabilidade pela escolha é do eleitor. Depois, não adianta dizer “Ah, não sabia…”.

Lula lá! para um Brasil aqui!

 A PM de Tarcínico Desfeitas

Ele é um apoiador do candidato, adorador do prisioneiro tombão soluçante:

“PM-SP é acusada de obrigar jovens presos a vestirem camiseta do PT”

Aconteceu em Piracicaba, interior de São Paulo. Foram três pessoas e a mãe de um deles, menor de idade, disse que os PMs obrigaram que trocassem as roupas depois da abordagem. Nas camisetas estava escrito “Professores da Apeoesp com Lula”. O “íntegro” senador eleito por SP, Derrite, divulgou a foto nas redes antissociais.

É fácil perceber que as camisetas são novinhas, acabaram de ser desembaladas.

Como faz em relação a todos os malfeitos a SSP afirma que não compactua (???) com desvios e que não recebeu denúncia do ocorrido. O “com” está sobrando…

 Carta cinza

Oitenta por cento dos focos de incêndio que vêm cobrindo os céus da Amazônia têm origem em propriedades rurais privadas. São ao redor de 1.600 pontos em propriedades particulares cadastradas no CAR (Cadastro Ambiental Rural). O uso do fogo para limpeza nessas áreas é proibido e aumentou enormemente depois do primeiro turno.

É antecipação do que virá caso Trairaflávio vença. No dia 18: “Eu vou fazer a maior regularização fundiária que o Pará já viu. A sua terra vai ser sua no papel. Vamos respeitar a propriedade privada. Você vai poder plantar, criar gado, vai fazer o que quiser na sua terra e o que você explorar da terra é seu. Esses entraves que existem ambientais por causa de razões ideológicas a gente vai acabar”.

É justo

Trairaflávio disse no dia 21 que aceita abrir o seu sigilo bancário e telefônico se Lula abrir os registros de seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, do Instituto Lula e do cartão corporativo usado pelo Planalto.

E aí, Lula? Ele topou, falhou a tentativa.

E agora, Trairaflávio? Topou também, não teve saída.

Ambos, depois de muita embromação, chegaram a um acordo. Agora resta esperar pelo resultado.

Mente descaradamente constantemente

Trairaflávio diz agora que vai melhorar o Bolsa Família, mas se esqueceu de um detalhe. Lembram de um ditado árabe citado aqui, “Assim como a pedra lançada, a palavra proferida não tem volta”? Adaptação: “Assim como a pedra lançada, o publicado nas redes antissociais são para sempre”. Pode tentar esconder, mas alguém sempre vê e salva:

Ele apagou, mas não deu para fazer desaparecer e não dá para desmentir.

É o que pensa(?…) a respeito do programa.

Ó só o covardão!

 “Flávio cancela live em noite de estreia de Lula com Janones no YouTube”

Medo de um Waterloo, “Exército do Lula” massacrando o do “Flavio”?

O jornalista Ruy Castro tem a solução!

Imitando o que fez seu ídolo, o ogro no debate com Kamala Harris em 2024, quando ficou fazendo palhaçadas atrás da candidata enquanto falava, Trairaflávio atuou da mesma forma na debacle na TV Bandeirantes no domingo passado.

Ruy sugere que “Basta que o candidato desrespeitado se conserve no púlpito, de costas para a parede. Seu adversário terá de dançar na frente dele se quiser exercer sua nova especialidade: ladrão, desta vez, de cenas.”.

A “Globo” antecipou-se. Em três dos quatro blocos do encontro – debate? debacle? – os dois não poderão sair do púlpito.

Boa medida

A “Globo” vai verificar se as declarações dos candidatos são verdadeiras ou falsas na hora com o recurso “Fato ou Fake”. Não será diretamente na TV e, sim, no g1 e nos sites do “O Globo”, “Valor Econômico” e “Extra” e da “CBN”.

Janeiro em novembro?

Os seguidores do ogro começaram a ameaçar a Democracia mais cedo em 2026. Em janeiro de 2021 invadiram o Capitólio no dia 6, data da confirmação da vitória de Joe Biden. 

Agora, propõem até a adoção de um decreto marcial no caso de eles – vejam bem, eles – acharem que houve fraude nas eleições que acontecerão no dia 3 de novembro.

Essa turma é a inspiradora do 8 de Janeiro em 2023, o dia da tentativa do golpe de Estado chefiada pelo prisioneiro tombão soluçante.

A Imprensa

É obrigação da Imprensa ser imparcial quando noticia, o que não a impede de opinar. Para isso existem os editoriais.

 Em setembro de 2024, o “The New York Times” e a “New Yorker”, prevendo o perigo que representaria a eleição do ogro, declarou em editorial apoio à candidata Kamala Harris.

 Infelizmente, não deu resultado, mas o Conselho Editorial do grupo não foi omisso. Que a Imprensa brasileira siga o exemplo. Mas que tenha êxito.

 Imprensa

 Está cada vez mais evidente que o único meio eficaz, a única vacina, para evitar os danos causados por Meta e seus filhotes e outras plataformas para se informar é a Imprensa impressa, televisiva e os sites como “UOL”, “g1” etc. Erram, eventualmente podem ser tendenciosos, mas é fácil notar. O resto é areia movediça.

 Ontem foi dia 22

 Hoje é 23. Como bem precisou o jornalista Marcos Emílio Gomes “Nada como um dia depois do outro.”.

 Que fique claro

 “50% x 50%: Datafolha mostra Flávio e Lula empatados em votos válidos”

 Não tenho a menor fé em pesquisas.

 Para reafirmar minha desconfiança, que é empírica, segue um trecho do texto da psicóloga Myrthes Suplicy Vieira no “Chumbo Gordo”: “No caso das pesquisas eleitorais, há sempre o entrelaçamento de uma profusão de razões pelas quais a pessoa declara pretender votar neste ou naquele candidato. Pode haver pressão de pares ou superiores hierárquicos no trabalho, influência familiar, interferência de crenças religiosas, experiências pessoais negativas em eleições passadas, rejeição ou aderência a valores sociais conservadores ou progressistas, percepção de futuros benefícios pessoais, disputas nas redes sociais, impacto das propagandas políticas, etc. Pode até ser que o voto tenha sido comprado ou barganhado em troca de cargos no futuro.”. Concordância total.

 Mas, dando a cara a tapa, vai dar – Allau akbar – Lula!

 Aviso aos leitorantes
Para diminuir minha digitação, manterei no “Mira” e no “Intol” a aspeação somente em nomes de jornais, livros, eventos, filmes, músicas e citações.

(CACALO KFOURI)

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