Confesso, admito, não nego! Nos últimos dias fiz somente o que se chama de leitura perfunctória (nos dois sentidos da palavra) de jornais, muito desperdício de papel com a cobertura nada criativa do carnaval. Ver TV aberta, nem pensar, só a por assinatura e olhe lá. Nas zapeadas, muito dó dos repórteres esgoelativos devido à bobagem de colocá-los no meio da bagunça como se isso fosse necessário pra provar que estavam ao vivo, devem todos estar sem voz. E um amigo que foi ao Sambódromo aqui em Sampa contou-me um detalhe que me fez lembrar, de novo, de uma velha charge de Henfil no Pasquim: a escola vem toda desanimada pela pista, chega à frente dos camarotes, onde estão as câmeras de TV, as autoridades e convidados ilustres, então começa a animação, o show da bateria. Avança, e volta a letargia… fora que não tem mais samba, é marcha. Carnaval verdadeiro hoje em dia só o de rua, o problema é que a vida de quem mora perto dos locais escolhidos vira um inferno. É justo isso?
Obs.: – Exemplo do que já disse, o negócio é fofoca. Cadê o serviço ao público? A NET, da qual sou assinante, por exemplo, está um desastre, as legendas não combinam com as falas, aparecem com grande atraso, o programa anunciado no info não é o que está no ar, se uma gravação é programada a chance de terminar antes do fim do filme é grande, os horários estão errados. Agora, por exemplo, são 21h22 do dia 10, está passando no Viva, TV Pirata, mas no info aparece que é Escolinha do Professor Raimundo. Filmes são repetidos dez vezes por semana e na programação nos jornais aparece só reprise. Lidar com essas coisas seria serviço ao telespectador, mas daria muito trabalho, fofoquinha é mais fácil.