messi Neymar

Neymar ou não Neymar, essa é a questão. Blog Mário Marinho

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Peço licença ao William, o Shakespeare, para usar sua famosíssima frase (To be or not to be, thats is the question) para assuntos mais mundanos que as dramáticas confusões que o príncipe Hamlet enfrentava na Dinamarca.

Aqui vamos tratar de uma coisa corriqueira que desperta o interesse apenas de 230 milhões de brasileiros, uma pequena fração dos oito bilhões de pessoas que vivem neste mundão.

Estamos falando, claro, do jogo desta quarta-feira, entre Escócia e Brasil.

O técnico Carlos Ancelotti deve ou não colocar Neymar em campo?

Antes de nos engalfinharmos nesta discussão, que fique bem claro uma coisa: Neymar não é nem nunca foi o salvador da Pátria Amada.

Sei que o brasileiro ama odiar o Neymar.

Mas o que está em jogo agora é a continuação na Copa do Mundo.

E Copa do Mundo ninguém quer perder.

Neymar está recuperado da lesão que teve na panturrilha.

Porém será que ele está recuperado fisicamente para suportar um jogo inteiro de futebol? Ainda mais contra um adversário que joga um jogo pesado, disputado e, quase sempre, engrossa contra o Brasil, como é o caso da Escócia?

Aliás atualmente engrossar contra o Brasil parece ser a diversão de muitos adversários outrora chamados de fracos.

Hoje a nossa Seleção parece deitada eternamente em berço esplêndido, como se o seu passado de pentacampeã garantisse tudo.

Então, precisamos de toda força possível.

Guardar o Neymar para a fase seguinte, pode significar não ter fase seguinte.

Lembram-se da decisão por pênalti contra a Croácia, em 2022, quando Neymar foi reservado para bater o último pênalti. O quinto?

Pois é, não houve quinto pênalti e o Brasil voltou para a casa mais cedo.

Mas, sinceramente, eu não escalaria o Neymar logo de saída.

Deixaria para o decorrer do jogo.

Eu assisti a alguns jogos do Neymar nessa atual fase do Santos.

Em nenhum dos jogos ele foi aquele jogador explosivo, de arrancadas fulminantes, dribles desconcertantes.

Mas teve lampejos do craque que foi.

Em determinado momento a bola caía em seus pés e saia de lá limpa, precisa, para um companheiro bem colocado.

Se o companheiro aproveitou ou não, pouco interessa.

O que interessa é a visão de jogo que ele teve.

Vez por outra um drible daqueles que lembravam o Neymar de 15 anos passados.

Esses lampejos podem ser decisivos.

Não só podem dar resultados práticos no momento, como podem também despertar, nos outros jogadores, um pouco do futebol brasileiro que ainda temos.

Tirando aquela bela jogada do Vini, o drible para dentro da área e o chute indefensável para o gol, o que mais vimos naquela vitória, 3 a 0, sobre o fraco Haiti foi um incrível número de passes errados e a falta de ousadia de até mesmo quem tem no drible sua mais forte arma, como o Luiz Henrique.

Então, para o bem de todos e felicidade gera da nação, torçamos para que o Mister escale o homem.

E, por via das dúvidas, oremos.

Messi,

O maior de todos.

Messi

Ele é o maior artilheiro do Barcelona, o maior artilheiro da Seleção da Argentina e, agora, o maior artilheiro da Copa do Mundo de todos os tempos.

Na vitória contra a Áustria, na tarde desta segunda-feira, 2 a 0, foram dele os dois gols.

Foi dele também um pênalti perdido e outras três jogadas que poderiam ter terminado nas redes inimigas.

Messi parece interminável.

Às vezes ele para dentro de campo, some e, quando menos se espera, ele aparece com um drible espetacular, um lançamento preciso e o gol.

Em minha opinião ele, realmente, é o segundo melhor jogador do mundo.

O primeiro, claro, Pelé.

Veja os melhores momentos:


 

Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi FOTO SOFIA MARINHOdurante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)

 

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