A verdade? Ora, a verdade… Por Alexandre Henrique Santos
A VERDADE… o jornal O Estado de S.Paulo não é porta-voz de nenhum dos variados matizes da esquerda brasileira. Essa premissa é importante porque explica muito da minha surpresa ao ler o editorial do Estadão do último dia 23 de setembro….

Creio que 100% dos eventuais leitores e leitoras deste artigo, serão unânimes em concordar que o jornal O Estado de S.Paulo não é porta-voz de nenhum dos variados matizes da esquerda brasileira. Essa premissa é importante porque explica muito da minha surpresa ao ler o editorial do Estadão do último dia 23 de setembro. Creio mesmo que, tendo eu mais de sete décadas de vida, foi uma das raras vezes em que concordei com o olhar do grupo jornalístico. Para que esse parágrafo possa se autoexplicar, reproduzo abaixo o trecho que esclarece e resume, com as palavras da direção da empresa, a ideia central da mensagem veiculada. Vejamos:
“Cada eleitor tem a liberdade assegurada pela Constituição para dar seu voto a qualquer candidato regularmente registrado na Justiça Eleitoral. Mas que todos estejam cientes de que, dado o histórico, a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro embute o risco da ascensão das milícias ao topo do poder da República.”
Uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa. Mas, infelizmente, nem todo mundo sabe fazer distinções e separar alho de bugalho. Temos multidões de patrícios que são verdadeiros analfabetos funcionais; pessoas que não conseguem repetir o conteúdo do texto que acabaram de ler. Tenho inúmeros conhecidos, próximos e distantes, que conseguem, sim, reproduzir o argumento de um trecho lido. A questão é que uma fração desses nem se dá o tempo mínimo para respirar e refletir sobre o que leram, e já disparam na bucha:
“É, mas o Lula……”
“Sim, porém o Alexandre de Moraes…”
“Ok, contudo, o PT…”
Honestidade não se mede com fita métrica e nem se distingue pela coloração ideológica, mas com critérios de integridade e retidão embasados nas leis da República. Não importa quem; qualquer brasileiro(a) suspeito(a) de cometer um crime, deve ser devida e exaustivamente investigado(a). Da mesma maneira que não devemos ser levianos e julgar quem quer que seja antes de que se esgotem todos os cabíveis recursos da defesa.
Para finalizar, podemos comparar essa eleição brasileira de 2026 com qualquer outra coisa que passe por suas cabeças, leitores; menos com um Fla-Flu. O que vamos decidir é o futuro.
Li, gostei, divulguei e não sei quem escreveu. Mas assino embaixo de cada letra desse post:
“Perder uma eleição é normal numa democracia.
O problema é perder a democracia numa eleição.”
Que nossos votos, leitores, possam somar e fazer a diferença. Que possamos contribuir para a construção de uma sociedade mais solidária, humanista e fraterna; um Brasil que seja menos dominado pela corrupção, pela violência e pela insensibilidade social da ampla maioria dos mais abastados.
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*Alexandre Henrique Santos – Atua há mais de 30 anos na área do desenvolvimento humano como consultor, terapeuta e coach. Mora em Recife e realiza atendimentos e workshops presenciais e à distância. É meditante, ecologista. Publicou O Poder de uma Boa Conversa e Planejamento Pessoal, ambos editados pela Vozes.
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