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ILUSTRAÇÃO: BENJAMIM CAFALLI

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ILUSTRAÇÃO: BENJAMIM CAFALLI

 Está difícil enxugar. Por exemplo, raros são os jornalistas sabedores de que “terras-raras” tem hífen. E é tão fácil ficar sabendo, é só abrir um dicionário. Mais raros ainda são os que sabem que levar e socorrer não são sinônimos, vítimas continuam a ser socorridas ao. Quando não usam na mesma frase socorrido ao e levado para…

 O Português é uma bagunça! Quando houve a reforma ortográfica foram criados bem  feito e benfeito (adjetivo) e, hoje, benfeito virou substantivo e o hífen voltou. Agora, a ABL fez um malfeito e acabou com o mal feito. Este é mais velho, o plural de corrimão pode ser corrimãos e corrimões… Ah, então por que o de mão não pode ser mões também? Salmão, salmões…. salmãos não? Fica difícil a vida assim!

 Vai ver foi por isso que o sábio Guimarães Rosa conjecturou “Pão ou pães, é questão de opiniães…”.

 Falando em bagunça, é Secretaria da ou de Segurança Pública de São Paulo? Na página tem com “da” e “de”. Fui buscar a nova carteira de identidade da minha mulher, consta Secretaria de. As notas que a SSP emite sempre trazem “da”. Resumo da ópera, um enxugamento, um detalhe a menos a ser apontado. Se a própria secretaria não sabe, o que dirá a Imprensa.

 Uma observaçãozinha para não deixar estranhamentos: não se usa artigo antes de nome de pessoas a menos que haja intimidade, regra básica. Então por que o “Mira” e o “Intol” usam “o” Trairaflávio, “o” Xandão, “o” Tarcínico Desfeitas? Porque são apelidos, quê, teoricamente indicam a tal da intimidade.

Viva!,  o inaugurante do “Estadãozinho” é um colunista não possessivo cujo texto não teve os dedos de um editor: “Meus mestres no Largo São Francisco, como Goffredo da Silva Telles Jr., Tércio Sampaio Ferraz Jr., Dalmo Dallari e Fábio Comparato, entre tantos outros, nos ensinaram que o instrumento do advogado é o argumento.”. Largo São Francisco!

Viva 2, agora para um estadônicozinho: “ordenou a um operador financeiro a realização de pagamentos ao secretário executivo adjunto do Ministério de Desenvolvimento Social (MDS),”. Sem hífen no secretário!

Viva 3! “até imperceptível porque ocupava um vão na calçada de paralelepípedos quase em frente ao histórico prédio da Faculdade de Direito da USP no Largo São Francisco,”. Sem de! Caramba, estragou… “quando se discutia a mudança da faculdade para o câmpus da Universidade de São Paulo no Butantã.”. O guarda-sol que não existe no campus… 

Agora, uma possessiva estadônicazinhalunista: “Petí MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo Pq. do Ibirapuera. Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº.”. Sem do, é só conferir nas páginas do parque e da Prefeitura Municipal. 

 Não restam dúvidas, o “Estadãozinho” sofre da crise do “-1”, faz tudo ao contrário: “do que a eleição que teve em Israel pós guerra de Yom Kippur,”. Sem perdão, cadê o hífen pós pós?  Aí, no dia seguinte: “O sono, de modo geral, é composto por duas grandes fases: o REM e o não-REM,”. Pois é, a escrita em geral deve ser correta, mas não é o caso. O hífen que faltou antes está sobrante aqui depois do não, foi abolido em 2009 na reforma ortográfica…

Epa, opa, olhaí o errador fazendo escola! “Basta observar o levantamento Atlas/Bloomberg, divulgada na quarta-feira, 23.”. Levantamento divulgada é digno de uma disconcordância dele… E é na página A2…

É grave mesmo a crise por lá: “Levantamento é da recém criada Abrev, associação de logística reversa”; “Segundo levantamento realizado pela recém criada entidade,”. Nos nada recém-lançados livros gramaticais em todos consta que récem-criada “possui” hífen, mas a recém-regra adotada no “Estadãozinho” manda desrespeitar a norma. Lá vige uma língua diferente. 

Antigamente, os editores eram os bambambãs das redações, o que não quer dizer que não havia repórteres com texto irretocável. No título: “Operação prende 2 na Praia Grande e revela mais braços do CV em SP”. No texto: “em imóveis de luxo de Praia Grande,”; “além de Praia Grande,”. O que se tem visto com frequência atualmente é o repórter acertar – no caso, duas vezes – e o editor errar apesar de estar certo no texto.   

Um geúnico tão escorregadio que derrapa até no que escreve: “Suspeito era amigo da família da criança e havia sido preso após levar o garoto para debaixo de um deck no Guarujá (SP). Mais adiante: “Segundo o caso registrado na ocasião, ele era amigo da família da criança e levou o garoto para debaixo de um deck na praia. Uma testemunha percebeu a movimentação, registrou imagens do suspeito e o caso terminou com a prisão do homem.”. Gravado por uma testamunha cometendo o crime e suspeito… Mais o erro do local, foi em Guarujá. Influência do “Estadãozinho”?

 É um caso de desatenção total. Na legenda da foto não há os erros: “Homem leva garoto para debaixo de viaduto e testemunha impede estupro em Guarujá, SP — Foto: Reprodução/Redes Sociais”.

Um folhunista inaugurante: “Flávio Bolsonaro e Alexandre de Moraes viajaram no mesmo jatinho, segundo reportagem da revista Piauí.”. Que coisa, hein? O escriba desconhece a regra que proíbe o uso de nomes exatos dos estados em publicações que não sejam oficiais e que a versão digital da revista – “piauí” – está na página da “Folha”.

O Jornalismo também oferece duas categorias: “Um dos documentos que circulou no Brasil explicava como se tornar membro e oferecia duas categorias:”. Os que conhecem a Gramática e os outros. O folhal faz parte dos outros. Que circularam, circularam vários, o explicativo foi um deles, viste? 

Xiii, o folhunista foi contaminado! “Desde que a ONU existe as assessorias dos presidentes brasileiros torcem para que seus discursos na assembleia-geral tenham alguma repercussão na imprensa americana.”. Ih, não tomou vacina quando saiu do “Estadãozinho” e foi pra “Folha” e levou o hífen indevido com ele… Dois pontos a ressaltar, não lê o jornal, nele não se usa o indevido tracinho, e a coluna não é revisada.

Uau, que volta no tempo! “Na entrega a domicílio, os tiras encontram 122 listas do jogo do bicho em cima do toca-discos da contraventora.”. Cara-pálida, em 1966, ano do ocorrido, o erro era comum, mas faz mais de 40 que só se escreve certo, em domicílio, viste? “Em Brasília, o ditador Castelo Branco ouviu “A Banda” ser executada na troca de guarda do Palácio do Planalto,”. E ouvi com dois ouvidos e dois lês, Castello… Ah, assim está no portal gov.br: “Humberto de Alencar Castello Branco, Marechal”. Mas quem disse que é obrigação de jornalista se informar na erroneamente intitulada “Era da Informação”?

 O quê, folhal??? “Advogado morre após quadra de tênis desabar durante temporal no Paraná”. A quadra desabou? Ela era suspensa? Foi o teto, caramba. Nas mãos de quem está o Jornalismo??? Que gente sem noção de nada!

Quem vai socorrer os uólicos (este não é o único desconhecente)? “Um dos três feridos, um homem de 46 anos, foi atingido na cabeça e socorrido em estado grave ao Hospital das Clínicas. Segundo o Corpo de Bombeiros, as outras duas pessoas feridas foram socorridas pelo Samu. Em nota, a Prefeitura de São Paulo disse que o serviço atendeu um homem de 45 anos, também encaminhado ao Hospital das Clínicas, e outro de 47 anos, encaminhado à Beneficência Portuguesa.”. Notem que o dificultoso não percebe a errice nem com o que escreveu à frente: socorrido pelo Samu, encaminhado ao, encaminhada à. De onde terá surgido o tal do socorrido ao? Mein Gott! “”No local, foi constatado que o indiciado, funcionário de um estacionamento, conduzia um veículo que ele havia se apoderado, (…). O autor tentou se esconder, mas foi localizado e preso”, disse a Secretaria de Segurança Pública”. Do qual ele…

Um fabulosuólico! “Suspeito de matar namorado em apartamento na rua Augusta é preso em SP”; “Suspeito compareceu ao 78º DP (Jardins), onde o caso é investigado, e foi preso em flagrante por homicídio. A SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) afirmou, em nota, (…). Às autoridades, o homem de 27 anos alegou ter agido em legítima defesa, mas não detalhou o que teria ocorrido no local. A Polícia Civil pediu ao judiciário a conversão da prisão do suspeito em preventiva (por tempo indeterminado)”. O matador se entrega, diz que matou em legítima defesa e é suspeito… A SSP divulga nota em que está “da” e o atentão escreve “de”. Pra completar, Judiciário em cxb…

Uólico??? “Dois pilotos dos EUA ejetaram durante o pouso em um porta-aviões na costa da Virgínia e quatro marinheiros ficaram feridos.”; “Pilotos ejetam de jatos, e acidente fere 4 em porta-aviões dos EUA”. Ejetaram o quê? Poluiram o céu com os dejetos? Estavam engasgados (sendo “delicado”)? Ejetaram-se, caramba.

Pelo jeito não tem mais jeito: “O crime ocorreu por volta de 14h na rua Adoniran Barbosa”; “A mulher foi socorrida para o Hospital Prevent Senior e recebeu dez pontos no braço.”. A inhorância apossou-se dos uólicos. Das e socorrida no ou levada ao… Vergonha alheia…

Eu não consigo deixar: “Ao Brasil Urgente, da Band, uma funcionária disse que o homem teria tentado passar pelo caixa com produtos sem registrá-los. A caixa teria acionado a segurança ao perceber a situação”. A matéria toda conta que o “teria” manteve a mulher como refém com uma faca no pescoço dela, a PM foi chamada, entrou em ação, prendeu o “teria” em flagrante. Eu não “teria” publicado o absurdo, mas, parece, é o esporte preferido atual. Em tempo: tem vídeo mostando o “teria”.

O “Estadãozinho” fazendo escola: “Não tem como distorcer uma frase, obviamente com má fé”. Má-fé, cara-pálida.

 No SporTV 3 tênis com raquete de quatro rodas em quadra super-rápida!

 Erros em alta velocidade, não é a final ao vivo, foi na segunda (21) e neste hoje é 24; é o repeteco do Grande Prêmio da Bélgica. Viva o Info!

  SP1, será proibido para menores de 18 anos?

 

Em que inferninho vai ser? Foi corrigido – BOAT – rapidamente.

 Barrabás, não escapa uma! Desta vez no “Jôrnal” – como eles pronunciam – Hoje: “Os feridos foram socorridos para hospitais da região”. E levados no, né mermo?

 Ih, na ESPN, Sportcenter: “Investimentos vultuosos…”. Assustaram muito, falante? Vultosos, caramba.

 Blog do Ancelmo
 Jefe: Ancelmo Gois
Miss Caixa/mistake: Fernanda Pontes
Mister Caixa/errador: Nelson Lima Neto
Vaga-Lume: Camila Araujo

 Não entrou na cabeça do errador: “Entrou na conta de campanha de Flávio Bolsonaro, entre ontem e hoje, R$ 250 mil doados por Élvio e Flávio Gurgel Rocha.”. Até onde se sabe, o valor que foi doado por gente sem valor é plural, entraram, viste?

 Ih, o errador teve uma recaída: “Show acontece em 5 de outubro, no Teatro Municipal do Rio”. Esqueceu-se do agá que aprendeu ter.

 Errador, o ligadão: “Aqui estão alguns números para dimensionar a operação das Americanas para o Dia das Crianças,”; “Os números ajudam a ilustrar a escala da operação da Americanas para uma das principais datas do varejo brasileiro.”. Que respeito pelo leitor, não? É da, aliás, como está no também no título.

Fazer o quê? Tem jeito de não apontar? “Os candidatos Flavio Serafini, que disputa uma vaga de deputado estadual pelo Psol, e Maria dos Camelôs, candidata à 2ª suplência do Senado pela Federação Psol/Rede,”. Este é o MrC que escreve SAMU em vez de Samu, não deve ler jornal e ver TV, pois em todos está PSOL… “Os autores afirmam que, (…). Na sequência, segundo os autores, Knoploch teria exibido uma arma de fogo presa à cintura e ameaçado sacá-la. O episódio foi registrado em vídeo, no qual o candidato aparece levantando a camiseta e deixando a arma à mostra.”. Os autores afirmam, o vídeo mostra a arma e ele teria??? Não entende o que ele mesmo escreve... “a proibição de contato com os autores e vítimas mencionadas na ação;”. Os vítimas? As, caramba. Ou tira o os.

 Jefe, vai continuar deixando o errador a usar seu crédito? “A disputa por Bertholdo,”; “a guarda compartilhada de Betholdo.”. E o erre descompartilhado? A prova de que é o errador?  “a empresária Juliana Bittencourt acionou a Justiça do Rio nessa quinta-feira (24),”. Neste hoje é quinta…

Tô falando... “a atriz recorreu à justiça para encontrar um final feliz.”; “Mas a justiça já decidiu que, mesmo com o leilão da venda dos serviços, a Cedae ainda faz parte do polo passivo e tem que paga”. Jefe, agora foi a dupla errador/MrC… Justiça e pagar.

Mais um… “o escritora era considerado um “simpatizante” do movimento.”. É ruim d+… Pro jef ops! errador, Zuenir Ventura é o “escritora”…

Não, jefe! “e enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeira.”. É Parmêra… Pelamordedeus, que erradoria… Palmeiras serve? Dá pra explicar ou vai doer? “a Justiça autorizou ainda um novo DIP de até R$ 150 milhões, para reforçar o caixa do Cruz-maltino.”. Se era pra reforçar, por que baixou a caixa do eme se usa Rubro-Negro com ene reforçado?

Ehhh, jefe, que pisada! “No próximo dia 25 de janeiro, uma segunda-feira, completam 100 anos do nascimento do compositor Tom Jobim,”. Completam-se, caramba.

Jefe, jefe… “e afastou a preliminar de litispendência suscitada pela defesa devido o grupo também ter sido denunciado na Justiça Federal.”. Tá feia a situação, hein? Devido ao fato de o grupo, viste? Em Português é assim…

Olha ela! Mistake, tome jeito… “contemplando partidas em dias úteis e partidas com horários até 19h25 (linha 61) e 19h30 (linha 73).”. Às e às, viste?

Pouco erro é bobagem pra ela: “após ser alvo de uma mensagem com ameaça de morte publicada na área de comentários do de um jornal de São Paulo A mensagem dizia:”. Mistake, tá sobrando “do” e faltando ponto depois de SP, viste?

Nossa Senhora – não a do rolo –, mistake cada vez mais mistake/MsC… “Biblioteca da propriedade no Jardim Pernambuco, no Leblon, recebeu mais de 80 lances; mobiliário foi comprado por donos de hotel-fazenda de Minas Gerais”; “O mobiliário (foto) foi arrematado pelos donos de um Hotel Fazenda de Minas Gerais, enquanto os cerca de nove mil livros foram adquiridos pelo ex-senador Wellington Salgado, doutor em Educação a Distância pela UNED.”.

 No caminho o hotel-fazenda perde o hífen e ganha caixa-alta. Vai ver foi porque precisa de caixa muito alta pra vencer a disputa… Errado de novo mais à frente. É Uned, viste, MsC?

O anônimo também com sinais do MrCr…  “O artista tem se dedicado as artes plásticas desde a morte do seu pai,”. Às… De novo: “nesta quinta-feira, 19h, dia 24,”. Às…  Anônimo, até agora já? “Até agora, segundo o TSE, já foram oficializadas 2.982 consultas ao público.”. É subir pra cima, viste? Tire já o já. “Mesmo faltando oito dias para as eleições, quando a demanda por esse tipo de enquete dispara, esse número já supera o total (2.971) de pesquisas feitas durante todo o pleito de 2022,”. Eta gente pra gostar de demonstrativos! Pra que tanto “esse”? O estilo do brogue é a falta de.

Continua o festival de uso errado de demonstrativos, Estado e Carnaval em cxa ou cxb dependendo do broguista autor da nota. E o pior, mistake e errador assinando no lugar do jefe.

  O “Intol” será enxugado. Deixarão de ser apontados erros corriqueiros – mas quê, de qualquer forma, desmerecem os jornalistas que os cometem – repetidamente cometidos. As edições estão ficando muito grandes. Chega de hífens sobrantes e faltantes, idem com acentos em nomes, erros nas caixas de siglas. Agora, só os mais graves. Por exemplo, as suspeições insuspeitas e os que tornem incompreensível o que se tentou informar.

 (CACALO KFOURI) 

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