Não, amigo, ainda não pintou o hexa. Blog Mário Marinho

O jornalista, escritor e dramaturgo Nélson Rodrigues costumava dizer que a distância entre a fossa e a euforia, para o brasileiro, é de no máximo dois segundos.
Ou seja, o vilão de agora é o herói daqui a dois segundos e o herói de agora passa a vilão na mesma velocidade.
A vitória sobre o fraco, mas esforçado, time da Austrália, na manhã desta terça-feira, 29, foi ótimo para apagar aquela má impressão do empate com o mesmo adversário no primeiro jogo.
Ao contrário daquele modorrento jogo no empate de 1 a 1, o Brasil começou com tudo e com três minutos já chegava ao gol adversário.
E mais alguns minutos para criar novas chances que só não foram convertidas em gol graças a três excelentes defesas do goleiro australiano.
Depois diminuímos um pouco o ritmo e acabamos por levar dois gols e a virada no placar.
O positivo nessa situação de placar adverso foi que o Brasil continuou jogando com a mesma determinação e acabou virando também em cima da Austrália e chegamos a ótima vitória por 4 a 2.
Assim, essa fase de treinamentos e busca de um time ideal, fica mais suave para o técnico Carlos Ancelotti que passa a sofrer pressão mais leve.
Pressão sempre existirá em cima do técnico da Seleção.
Mesmo com algumas pequenas falhas, que podem ser debitadas na conta do desentrosamento entre a equipe, o saldo foi positivo.
Vimos o Vini Jr. procurando o jogo partindo para cima do marcador como há muito não vemos – pelo menos desde a Copa do Mundo dos EUA.
E ele é um jogador importante.
Estêvão, que é uma importante promessa, precisa de um pouco mais de jogo e de incentivo para as jogadas individuais que fazia no Palmeiras e que, quase sempre, terminavam em gol.
O goleiro Otávio, que tem ótimas performances no Cruzeiro, não foi muito bem.
Não pelo primeiro gol que tomou de um chute de fora da área.
Essa é aquela situação que o mérito é do atacante – e não falha do defensor.
Mas ele errou saídas de bola, rebateu mal uma bola cruzada na área. Uma oportunidade como essa na Seleção, jamais pode ser desperdiçada.
O que interessa é que o jogo foi proveitoso e esse time que entrou em campo pareceu se importar e se orgulhar da camisa da Seleção Brasileira.
Talvez esse tenha sido o mérito maior.
No próximo sábado, 3 de outubro, às 11 horas da manhã, enfrentaremos outra seleção fraca: a Índia.
Veremos se confirma a evolução do time de Ancelotti.
Veja os melhores momentos:
https://youtu.be/5wmgbktpUog?si=G_bpyerXXJRehYHM
Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.
(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)
