Ilustração: Benjamim Cafalli
O último que não aconteceu.

O último antes do primeiro turno
Na esperança de que a próxima edição (na terça, 6) não saia depois de um desastre total, dois deles em São Paulo parecerem inescapáveis. Tarcínico Desfeitas reeleito e Guilherme “Operação Verão” – como prêmio pelo número de assassinatos “oficiais” cometidos sob seu comando na Secretaria da Segurança Pública – Derrite eleito senador. O eleitor paulista é reacionário, semi-ignorante, acha que os defensores da Justiça Social são “cumunistas”, é adepto da justiça feita à la Wilson Witzel, ex-governador cassado do RJ, e seu estilo de tratar criminosos, “Mirar na cabecinha e fogo”. Sorte dele que não foi vítima de seu método. E é antipetista ao extremo, prefere ser a favor do pior.
Uma passada pela história do estado mostra algumas provas irrefutáveis do reacionarismo. Apesar de São Paulo, com razão, ter se revoltado contra Getúlio Vargas em 1932, o que mais pesou entre o empresariado não foram os ataques à Democracia cometidos por ele e, sim, as garantias legais aos trabalhadores criadas por ele. Não se deve nunca esquecer que o hoje “Estadãozinho” apoiou a candidatura de Getúlio Vargas pela Aliança Liberal e saudou a a Revolução de 1930. E também o golpe de Estado em 1964. Depois, arrependeu-se e foi censurado. A “Folha”? Não só apoiou o golpe de 1964 como colaborou, permitiu que os veículos de distribuição dos jornais fossem usados pela Oban, depois DOI-Codi, na repressão aos opositores.
Faço parte de uma geração que presenciou a instauração da ditadura militar, e que está habituada desde o primeiro, ao voto útil, a escolha daquele que causará menos danos apesar das restrições feitas ao candidato escolhido. Se houvesse opção, o voto seria dado a outro.
A situação se repete tanto no domingo (4) como no segundo turno que evidentemente acontecerá no dia 25 na escolha do presidente da República. Lula lá! O outro, que faça companhia mais que merecida a uma das falhadas dele (a única que não foi é a menina), o prisioneiro tombão soluçante.
O “Mira”, ao lidar com fatos, fazendo comentários, é imparcial – ou tenta ser ao máximo. Opinião é outra coisa. Mais uma vez, a eleição é a triste escolha que se apresenta, a do menos pior. Mas um deles. é inegável, tem algumas poucas qualidades, o outro, nenhuma, só tem defeitos. Votar nele pelo fato de ser anti-PT é ser anti-Brasil.
Aliás, é réu confesso, está claro em suas declarações, não passa de um lambe-botas do ogro.
Todos os outros votos, dois para “senadoras”, deputado federal, estadual e governador serão dados por escolha escolhida, como dizem os mineiros.
Jornalismo ou propagandismo?
Ontem (1º), a GloboNews dedicou ao longo do dia 90% do tempo de seus noticiários para divulgar o debate entre os presidenciáveis, dar detalhes do palco e fazer comentários a respeito da pugna.
Haja! O pior é que vou ter de dar uma olhada…
Ueba, Trairaflávio desistiu também! Globais, em nenhum momento passou-lhes pela cabeça a possibilidade da ausência do elemento da familícia? Pensaram só no “Que audiência teremos!”? Não levaram em consideração quê, sem Lula, ele iria debater com seus apoiadores no segundo turno e não seria bom arrumar encrencas?
Não adianta tentar justificar o cancelamento com as injustificadas decisões judiciais da proibição do púlpito vazio e da obrigatoriedade da presença do nada Renan Santos.
Um problema insolúvel
As fakes news. São facilmente descobertas, são escancaradamente mentirosas. O problema é que o problema não está nelas, está nas pessoas que acreditam só naquilo que combina com seus viéses. Não há o que resolva isso.
Oh. oh, oh, eh, eh, eh
“Flávio Bolsonaro diz que Pablo Marçal irá colaborar na campanha na área de empreendedorismo”
Fernandinho Beira-Mar e Vorcaro também!
Tem mais este grande empreendedor: “Empresa ligada a amigo de Flávio faturou R$ 188 mi operando bets da Loterj”.
Mais uma açãozinha enriquecedora: “Emenda de Flávio paga ONG acusada de fraude e entidade “inexistente”.
Se eleito, com tais amigos, tranformará o Brasil na maior potência mafiosa do mundo!
Sim, sim, reconheço
É infame, mas para a súcia o termo adequado é prenderdorismo...
Esses “cumunistas”…
A Universidade de São Paulo, a sempre atacada pela extrema direita, está entre as 150 melhores do mundo no “THE World THE World University Ranking”, da consultoria britânica “Times Higher Education”.
É a universidade ibero-americana mais bem classificada, 141º lugar. Foram analisadas 2.297 escolas de ensino superior de 118 países.
Curiosidade: a mais bem classificada nas terras de Javier DeusMileivre, o grande aliado latino-americano da familícia ficou abaixo do 1.201º lugar.
Dois fatos e duas atitudes da mesma parte
Na quarta-feira (30), o copiloto muçulmano, de um avião da Flydubai que decolou de Dubai, cidade dos Emirados Árabes Unidos, rumo a Tel Aviv, atacou a facadas o comandante e por pouco não causou uma tragédia. Foi evitada por passageiros que conseguiram entrar na cabine e deter o agressor. Por sorte, entre os passageiros havia dois pilotos de licença que conseguiram controlar o avião.
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu imediatamente classificou o episódio como tentativa de ato terrorista. É possível que seja mesmo, mas há quem tenha interpretado como tentativa de suicídio do copiloto. Há dúvidas, nada foi confirmado ainda.
No mesmo dia, um ataque aéreo israelense atingiu com dois mísseis um ônibus no qual estavam civis na Faixa de Gaza. Morreram cinco passageiros e 20 ficaram feridos, entre eles mulheres e crianças.
As Forças Armadas de Israel recusaram-se a comentar o ataque, este sim claramente terrorista.
Análise comme il faut
“Globo ‘blindou’ Flávio e ele tem medo de Renan, diz Kim Kataguiri”
A ornejada do Kintaguingoria é o melhor retrato do que se vive na “Mediocridadecracia”. Nem Olavo de Carvalho, o rastaquera da Filosofia coisiforme, rejeitado pela própria filha, seria capaz de fazer tal interpretação.
Dããã
Está faltando massa cinzenta na Imprensa. É um tal de “Como justificar seu voto” quando o que se tem de justificar é a falta dele. Voto é dado…
Diferença marcante
Nos últimos dias houve muitos jogos de futebol. Uns amistosos entre seleções, alguns valendo campeonato e disputas entre times femininos. Um traço comum foi a disposição estampada no rosto dos atletas. Jogos com placares 6 a 1, 5 a 0, 4 a 0, e os times vencedores procurando fazer mais gols.
No caso da Argentina, 4 a 0 na Bolívia em amistoso, a busca por mais gols só acabou no apito final.
A diferença? Está na selecinha. Eta turminha mimimosa, manhosa e “estou me lixando”.
(CACALO KFOURI)
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