Personagens da Copa do Mundo – I. Coluna Mário Marinho

PERSONAGENS DA COPA DO MUNDO -I

COLUNA MÁRIO MARINHO

Preguinho, o primeiro artilheiro

Em 18 de maio de 1929, a Fifa escolheu o Uruguai  para sede da primeira Copa do Mundo que seria disputada em 1930.

Dois fatores pesaram para a escolha: o Uruguai era bicampeão Olímpico, com as conquistas das medalhas de ouro nas Olimpíadas de 1924 e 1928.

Além disso, 1930 marcava o centenário da Constituição do Uruguai.

Aqui, faz-se necessário um esclarecimento.

Já li em muitas matérias a afirmação que se tratava do Centenário da Independência uruguaia. Mas, não é verdade. O Uruguai se tornou independente no dia 25 de agosto de 1825.

A escolha do País Sul-Americana não foi bem recebida pelos europeus que alegavam dificuldades para viajar a tão longa distância. Na época, um navio levava de 15 a 20 dias para fazer a travessia do Atlântico.

Assim, apenas 12 países aceitaram o convite da Fifa: Argentina, Bélgica, Bolívia, Brasil, Chile, Estados Unidos, França, Iugoslávia, México, Paraguai, Peru e Romênia.

O futebol brasileiro estava em crise. A Confederação Brasileira de Desportos, CBD, estava em briga com a forte Associação Paulista de Esportes Atléticos, APEA, cada um se preocupava com seus interesses, pouco ligando para o Mundial.

Os cariocas tomaram conta do que se chamou de “Operação Mundial” e não permitiram paulistas na Comissão Técnica. Assim, jogadores como Friedenreich, Feitiço, Del Debbio e outros não foram chamados. Apenas um paulista, Araken Patuska, quis participar, depois de brigar com o seu time, o Santos.

O Brasil fez apenas dois jogos: perdeu para Iugoslávia por 2 a 1 e venceu a Bolívia por 4 a 0. A Iugoslávia também venceu a Bolívia por 4 a 0 e se classificou por ter marcado um gol a mais do que o Brasil nos dois jogos (6 contra 5).

Como foi dito acima, o futebol brasileiro estava em briga entre cariocas e paulistas. Alguns bons nomes ficaram de fora, mas, mesmo assim, um herói se sobressaiu na Copa de 1930: João Coelho Neto, o Preguinho.

Chega a ser comovente sua dedicação ao esporte e, acima de tudo, ao Fluminense

Preguinho tem uma história incrível. Marcou o primeiro gol da Seleção Brasileira em Copas do Mundo (contra a Iugoslávia, na derrota por 2 a 1); depois, marcou mais dois contra a Bolívia, o que fez dele também o primeiro artilheiro brasileiro em Copas do Mundo. Foi, também, o primeiro capitão da Seleção em Copas do Mundo.

Mas a sua grande história foi escrita no Fluminense, seu clube de coração, pelo qual jogou até 1938, sem jamais ganhar um tostão: não admitia receber para defender as cores de seu time.

Além do futebol, defendeu o Fluminense em mais sete modalidades esportivas: vôlei, basquete, pólo aquático, saltos ornamentais, natação, hóquei e atletismo.

Em 1925, depois de nadar a prova dos 600 metros e ajudar o Fluminense a ser tricampeão estadual de natação, foi de táxi até as Laranjeiras e entrou em campo a tempo de conquistar o título de campeão do torneio início. Ganhou para o seu clube 387 medalhas e 55 títulos nas modalidades em que disputou.

É um dos mais amados ídolos do Tricolor carioca, que o homenageou com o título de Grande Benemérito Atleta, o nome de um dos ginásios e um busto na sede. Era filho do escritor Coelho Neto.

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Preguinho João Coelho Neto

(*Rio de Janeiro – RJ, 08/02/1905 +Rio de Janeiro – RJ, 01/10/1979)

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            Posição – Atacante

            Jogos – 5 (4 vitórias, 1 derrota, 7 gols)

            Copas disputadas – 1930

            Títulos pela Seleção – Nenhum

            Clubes em que jogou – Fluminense –  RJ, 1925 a 1938.

       poster da copa de 1930

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Ponto

de interrogação

 Neymar pediu licença no PSG para tratar de problemas familiares no Brasil.

Prometeu ao técnico do PSG, o espanhol Unai Emery, que voltará em 3 ou 4 dias. No fim de semana, Neymar estava suspenso e, portanto, não poderia jogar.

O técnico fez pronunciamento com certa gravidade sobre o ausência do craque: “É uma viagem rápida, porém desgastante. Mas, quando se trata de problema da família, precisamos entender.”

O que será que aconteceu?

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FOTO SOFIA MARINHO

Mario Marinho É jornalista. Especializado em jornalismo esportivo foi durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, nas rádios 9 de Julho, Atual e Capital. Foi duas vezes presidente da Aceesp (Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo). Também é escritor. Tem publicados Velórios Inusitados e O Padre e a Partilha, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

 (DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)

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