Dias atrás, cometi um erro dos mais crassos, para ser pior só se fosse “craço”. Escrevi que Bill Clinton não havia sido reeleito por ter mentido sobre o affair Monica Lewinsky, ele foi, sim, reeleito. Um leitor alertou a editora Marli, a Única. Mereço dois dias ajoelhado no milho, minhas mais sinceras desculpas, é constrangedor para quem vive apontando erro dos outros. Como diria Boris Casoy, que citei dia desses, “Isto é uma vergonha!”.
O erro foi devido a um dos piores pecados que um jornalista pode cometer, confiar na memória e não conferir antes de publicar. E hoje em dia, então com o Google… Fiz o que critico.

Não esquenta não, Cacalo. O Bil Lewinsky não ficará sabendo.
Vivendo e aprendendo.
Numa manhã chuvosa, lá pelos anos 70, eu estava em um ônibus intermunicipal, indo para o trabalho. Era por volta das 6:30 h. Uma senhora estava no acostamento da estrada acenou, o motorista estacionou, ela entrou e sentou ao lado de um peão de trecho que, àquelas horas e de seu costume, já tinha tomado uns goles. A senhora soltou um trombonesco pum. Ela ficou corada e tentando disfarçar acabou se entregando. Os dois olhos voltados pra cima e pro lado esquerdo. O peão desinibido pelo efeito do mé matutino, tentou conforta-la e, com voz alta… “Minha senhora, não esquenta não. Somos humanos, falhamos, erramos, acertamos, todos nós soltamos gases. Uns sem nenhum som, outros igual a senhora acabou de soltar sonoramente. Essa moça em pé também solta os gases em público, outro dia eu já escutei. O motorista, o cobrador faz pum. A senhora, sempre que precisar, fique à vontade, pode peidar!…” – e, antes que continuasse, a senhora se levantou e puxou a cordinha da campainha do ônibus. O motorista estranhou, mas atendeu ao pedido. Parou o ônibus e ela desceu. Senti dó dela.
“Errar e soltar gases todos nós podemos. Acertar quando escrevemos e aliviar os gases bem baixinho, ótimo! É sinal que estamos buscando a perfeição!”
“O suspeito de suicídio friamente pegou a pistola, não deu ouvidos à esposa e aos três filhos que imploraVam para que guardasse a arma e conversasse com eles. Supostamente imploraram em vão. O suspeito de suicídio encostou o cano da pistola no ouvido direito e acionou o gatilho. Um estampido supostamente de arma de fogo, sangue borrifaram a parede ao lado do ouvido esquerdo. O suspeito de suicídio caiu ao chão. Supostamente ele veio a óbito desde milionésimos a um, dois ou três segundos após o estampido, óbito esse confirmado no dia seguinte por um médico do IML.”
OU ACABAMOS COM OS JORNALISTAS E REPÓRTERES NÁDEGAS EXTREMAMENTE PROEMINENTES, OU ESSES BUNDÕES ACABARÃO COM A CREDIBILIDADE DA IMPRENSA.