O campeão anti Guardiola. Coluna Mário Marinho

O CAMPEÃO ANTI GUARDIOLA

COLUNA MÁRIO MARINHO

A Páscoa foi de festa não apenas para quem gosta da tradição religiosa ou dos chocolates que o improvável coelho distribui às pampas.

Foi de festa por esse imenso campo de futebol chamado Brasil com decisões por todos os lados.

Em São Paulo, o técnico Fábio Carille levou o Corinthians a mais um título, o tricampeonato com um sabor especial pois é o quarto de sua história.

A última vez que o Timão conquistou esse feito foi há 80 anos, nos títulos de 1937/38/39. Os outros tris foram em 1922/23/24, 1937/38/29 e 1928/29/30..

Carille é uma espécie de anti-Guardiola: não tem o charme e o carisma do ex-volante espanhol e técnico de sucesso; seu time não joga bonito como Guardiola fez com o Barcelona e em outros times por onde passou. Mas, assim como Josep Guardiola, Fábio Carille é um vencedor.

Com seu feito até meio simplório, sem muito alarde, Carille se reinventa e reinventa o Corinthians para levá-lo aos títulos, mesmo com um elenco sem grandes estrelas, sem investimentos milionários.

Suas mexidas no time durante os jogos são muitas vezes contestadas. E dão certo.

No domingo, por exemplo, torci o nariz quando ele tirou Pedrinho para colocar Vágner Love. Eu não tiraria o Pedrinho. Mas foi Vágner Love que fez o gol da vitória, o gol do título.

Mesmo sem grande atuação, eu não tiraria o Gustavo para colocar Boselli. Não mudou nada. Ou seja: se não ajudou, também não atrapalhou.

Enfim, o Corinthians, como no ano passado, começou a temporada sendo considerada a quarta força do futebol Paulista.

E mais uma vez chegou ao título.

A campanha não foi brilhante, mas foi a melhor de todos, a que chegou ao título.

Em Minas, o Cruzeiro empatou com o Atlético e levantou o título estadual pela segunda vez. O jogo foi no Independência, campo do meu América, e terminou em 1 a 1, mas como a Raposa havia vencido o primeiro jogo, no Mineirão, ficou merecidamente com o título.

No Rio de Janeiro, o Mengão não teve problemas para vencer o Vasco por 2 a 0, mesmo placar do primeiro jogo da decisão. William Aarão e Vitinho marcaram os gols que deram o título ao Flamengo.

No Paraná, o Athtletico Paranaense, mesmo jogando quase toda a competição com time misto, levantou o caneco no domingo, na Arena da Baixada.

Perdeu o primeiro jogo para o Toledo, 1 a 0, devolveu o placar e venceu nos pênaltis.

Na Bahia, a decisão foi entre os times xarás. No primeiro jogo, em Feira de Santana, houve empate. Na decisão, em Salvador, o Bahia venceu o xará Bahia de Feira de Santana por 1 a 0 e levantou o caneco.

Em Santa Catarina, o campeonato foi decidido em jogo único, entre Avaía e Chapecoense. No tempo normal, 1 a 1. Nos pênaltis, os donos da casa levaram a melhor: Avaí campeão estadual.

No Ceará, o fortaleza de Rogério Ceni, que havia vencido primeiro jogo por 2 a 0, voltou a vencer, desta vez por 1 a 0 e levantou o caneco. O jogo pode ter sido o último de Rogério Ceni que está sendo pretendido pelo Atlético Mineiro.

Em Pernambuco, o Sport venceu o primeiro jogo da decisão e perdeu o segundo para o Náutico. Nos pênaltis, entretanto, o Leão venceu. Assim, o Sport chegou ao seu 42º título estadual. Festa na casa do companheiro Toinho Portela.

Em Goiás, o Atlético entrou em campo já com a mão na taça, pois havia vencido o Goiás no primeiro jogo por 3 a 0. Mas, não deu mole e venceu por 1 a 0 levando o título com muita justiça.

Em Alagoas, terra do companheiro Márcio Canuto, o CRB venceu no tempo normal de jogo, levando a decisão para os pênaltis. Aí, valeu a maior competência do CSA que conquistou seu 39º título estadual.

No meio da semana, o Grêmio sagrou-se campeão gaúcho em cima do Internacional, do amigo Belmiro Salthier.

Em entrevista após o jogo, o abusado Renato Gaúcho, ao ser questionado pelo repórter, explicou com se sentia:

– Um pouco cansado…

– Cansado de quê?, questionou o repórter.

– De dar volta olímpica…

Veja os gols do Fantástico

Um século!

Na foto acima, homenagem ao sr. Antônio Teixeira da Silva, pai da Vera e, portanto, meu sogro, que neste 21 de abril comemorou 100 anos de vida.

Graças a Deus, ainda com muita saúde.

Almoço em minha casa e parabéns na casa da minha filha Verênia.

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FOTO SOFIA MARINHO

Mário Marinho – É jornalista. Especializado em jornalismo esportivo, foi durante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS
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