Yes, nós temos bananas. Por Marli Gonçalves
Agora, fora as frutas, bananas, bananinhas e toda sorte de imbecis por aí tentando tornar nossa vida ainda pior, agindo, conspirando, aqui e no exterior. Promessas, retrocessos, planos e projetos, mentiras e ataques à vida privada.

Bananas para dar e vender. Cachos. Bananas para serem descascados. Cascas de banana espalhadas na pista do ano eleitoral. Ok, convenhamos que de alguma forma bananas estão presentes em todos os partidos e posições políticas, à direita, esquerda e centro. O negócio não está fácil, mas algumas delas são bem mais nanicas do que outras.
O mundo já tá caindo por aqui, e a gente tem de ficar atento e preocupado com o que o cada dia mais fora de órbita presidente americano faz e desfaz, manda fazer, ordena, onde põe o olho gordo dele, qual país resolve atazanar. Quando recebe nossos bananas da terra, traidores que se acham nacionalistas e comemoram(!) os tiros de suas espingardinhas na economia, soberania e assuntos internos do Brasil, as informações que manipulam.
Estamos todos claramente preocupados com segurança, óbvio, cercados por organizações criminosas, inclusive dos próprios atuais abananados, do alto de suas fortunas e golpes sistemáticos, e nas ruas comandados por seus gerentes de apelidos estrambóticos e casas com piscinas e saunas no alto das favelas, que devem achar o máximo como pagamento, imitando seus chefes invisíveis. Mas considerar esses comandos como organizações terroristas daí já há uma distância e tanto. São ladrões. Simples assim. Ladrões de dinheiro público, atuam nas instituições e formam esse exército miserável desses muitos jovens que nos atacam nas ruas. E que também morrem nelas, nessa linha de frente, como carne jogada aos leões.
Agora, mais tarifas são ordenadas contra os produtos nacionais. Querem tomar o tempo, o noticiário, cindir ainda mais o país a cada mordida que conseguem, para nos trazer apreensão e se desviarem das denúncias sobre suas reveladas e enormes patacoadas.
Engraçado, a propósito, sabem que “Yes, nós temos bananas” essa deliciosa marchinha de 1938, composta por João de Barro (o Braguinha) e Alberto Ribeiro, nasceu justamente como reação irônica ao termo pejorativo “república das bananas” e à música norte-americana “Yes, We have no bananas”, dos compositores Frank Silver e Irving Cohn, de 1923? Já tentavam muito nos marcar à época como uma nação atrasada e tropical, como parecem ainda nos considerar nos dias de hoje.
O que merecem agora esses que querem que sejamos, pior, uma “República dos Bananas”? Está na hora de responder de novo. Descascando. E dando a eles uma “banana” deste tamanho.
https://youtu.be/6QnyHQ2Qybk?si=DZ52CC3yw55HCS8A
Nossa resposta:
https://youtu.be/Ou_N7ajW96I?si=_2F9X4zryVlLKw0E
(Yes, nós temos bananas
Bananas pra dar e vender
Banana menina tem vitamina
Banana engorda e faz crescer
Vai para a França o café, pois é
Para o Japão o algodão, pois não
Pro mundo inteiro, homem ou mulher
Bananas para quem quiser
Mate para o Paraguai, não vai
Ouro do bolso da gente não sai
Somos da crise, se ela vier
Bananas para quem quiser)
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MARLI GONÇALVES – Jornalista, cronista, assessora e consultora de comunicação, editora do Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano, Coleção Cotidiano, Editora Contexto. (Na Editora e na Amazon). Vive em São Paulo, Capital. marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br
