sELEÇÃO

Hoje tem Seleção Brasileira. Blog do Mário Marinho

HOJE TEM SELEÇÃO BRASILEIRA

BLOG DO MÁRIO MARINHO

sELEÇÃO

Normalmente, a sexta-feira é dedicada ao descanso desse Blog, cujo autor, enquanto descansa, carrega pedra. Ô dó!…

Mas resolvi ir à labuta para dar uma forcinha a essa nossa tão amada e tão desprestigiada Seleção Brasileira.

Há uma dúvida cruel: Neymar joga ou Neymar não joga?

Para falar a verdade, o torcedor está pouco se lixando com Neymar.

Por sua culpa, sua única culpa, sua máxima culpa, o craque Neymar, que nasceu com o DNA para se tornar o melhor do mundo, foi se desgastando pelo caminho e chega, aos 28 anos, quando deveria estar no auge, a um patamar de descrença e desilusão.

Nessa andança, Neymar encontrou problemas que não foram por ele criados: as sérias contusões de que foi vítima.

Mas é sempre bom lembrar que contusões, mesmo muito sérias, não impediram o sucesso de outros supercraques.

Pelé, por exemplo, sofreu distensão na virilha no segundo jogo da Copa do Mundo do Chile, em 1962, não jogou mais naquela Copa, mas se recuperou e continuou sendo o Rei do futebol.

O mesmo pode-se dizer de Ronaldo, o Fenômeno, perseguido por diversas e graves contusões.

Eu me lembro que quase às vésperas da Copa do Mundo de 2002, Ronaldo era uma incógnita para muitos, inclusive médicos especialistas que garantiam que ele não voltaria a jogar futebol.

Voltou, foi brilhante e foi vitima de novas contusões, seguidas de novas conquistas.

Neymar, deslumbrado com o sucesso, se desgastou com o glamour da vida fora dos gramados, apoiado em parças, autênticos sanguessugas, que fazem da parceria uma rica profissão.

Fotos ao lado de carrões, iates, helicóptero – tudo para provar sua riqueza e o poder do dinheiro.

Dentro de campo, algumas contusões sérias, que realmente aconteceram, entremeadas com fingidos gritos de desespero e o corpo a rolar no gramado, como se caísse montanha abaixo. Ridículas encenações.

Agora, ele está machucado.

Mas, o torcedor pergunta: será? Será que é verdade?

Eu acho que sim, mas a dúvida do torcedor é pertinente.

Mas, acima de tudo está a Seleção Brasileira.

O adversário é a Bolívia que gosta muito de surpreender nossa Seleção.

São duas as missões do técnico Tite:

1 – Começar vencendo para começar bem o caminho que nos levará à Copa do Catar em 2022.

2 – Vencer bem para tentar resgatar o prestígio da nossa Seleção abalado por fracas exibições desde 2006. E mortalmente atingido por aqueles inesquecíveis 7 a 1 na Copa de 2014 que deveria ter sido a nossa Copa.

Mãozinha

ao torcedor

Você vai ligar sua tevê hoje para assistir Brasil e Bolívia que jogarão na Arena Neo Química, campo do Corinthians, a partir da 21,30 horas.

E vai se deparar com um monte de jogadores, em sua maioria, pouco conhecidos. Por isso, vou dar uma forcinha, escalando abaixo o time que entra em campo e colocando entre parêntesis o time a que ele pertence.

Neymar não está na escalação. Mas, se por ventura ele entrar em campo, lembre-se: ele ainda está no Paris Saint Germain.

Weverton (Palmeiras-BR); Danilo (Juventus-ITA), Marquinhos (PSG-FRA), Thiago Silva (Chelsea-ING) e Renan Lodi (Atlético Madri-ESP); Casemiro (Real Madri-ESP) e Douglas Luiz (Aston Villa-ING); Everton Cebolinha (Benfica-POR), Philippe Coutinho (Barcelona-ESP), Firmino (Liverpool-ING) e Everton Ribeiro (Flamengo-BR).

A primeira

Eliminatória

Como bem sabe o leitor dessas bem-intencionadas linhas, a primeira Copa do Mundo, em 1930, no Uruguai, não houve necessidade da disputa de jogos eliminatórios.

As 13 seleções que participaram foram convidadas. Aliás, foram convidados muitos outros países que não quiseram participar.

Da Europa, por exemplo vieram apenas quatro (Bélgica, França, Iugoslávia e Romênia).

Para a Copa de 1934, na Itália, o Brasil deveria ter disputado a vaga com o Peru que, porém, desistiu. Assim, nos classificamos automaticamente.

O mesmo aconteceu na Copa de 1938, quando deveríamos ter disputado a vaga com a Argentina que, entretanto, desistiu de participar.

A Copa seguinte foi em 1950 aqui no Brasil. Como país-sede o Brasil foi dispensado das Eliminatórias.

A Copa de 1954 foi, efetivamente, a primeira participação brasileira no torneio eliminatório.

O Brasil caiu no Grupo 11 e jogou contra o Chile e o Paraguai (o Peru desistiu).

Vencemos todos os quatro jogos que disputamos.

Nunca fizemos feio num torneio eliminatório. Não vai ser agora.

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Mário Marinho – É jornalista. É mineiro. Especializado em jornalismo esportivo, foi FOTO SOFIA MARINHOdurante muitos anos Editor de Esportes do Jornal da Tarde. Entre outros locais, Marinho trabalhou também no Estadão, em revistas da Editora Abril, nas rádios e TVs Gazeta e Record, na TV Bandeirantes, na TV Cultura, além de participação em inúmeros livros e revistas do setor esportivo.

(DUAS VEZES POR SEMANA E SEMPRE QUE TIVER MAIS
 NOVIDADE OU COISA BOA DE COMENTAR)

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