O jornalista e escritor Ivan Lessa escreveu que, no Brasil, a cada 15 anos, são esquecidos os 15 anos anteriores. Aproveitando as ensanchas, acrescento que a cada cinco são criados vícios de linguagem. Já tivemos o “enquanto pessoa”; “inserido no contexto”; “a’ nível de”, entre outros. Recentemente, surgiu o maldito “por conta”, que, antes, se resumia ao “por conta do Abreu”. Mais duas pragas hodiernas: anacolutos mil e uso exagerado, desnecessário e quase sempre errado de pronomes demonstrativos. “A Operação XPTO da Polícia Federal, ela (anacoluto) começou há pouco. “Essa (e deve ser esta, é a de que se fala) tem por objetivo etc. etc. etc. Por que usar o pronome se é sobre a operação que se está falando, qual outra seria? E tem mais um problema: os gramáticos não chegaram a um acordo sobre o uso do pronome, uns defendem que “este” só deve ser usado no presente momento, se for passado e futuro, tem de usar “esse”. 