As pessoas mencionadas em textos jornalísticos devem ser todas sofisticadérrimas. Elas, segundo os nobres colegas de profissão, não se machucam, se lesionam; não têm parentes, têm familiares; não têm pai, mãe, avô e avó, têm genitores e progenitores (e o pior é que muitos dos escribas não sabem a diferença entre uns e outros) não têm coisas, possuem; e as coisas que possuem também “possuem”. Elas não morrem, falecem; não compram ou vendem, comercializam; não dizem ou falam, todas afirmam, mesmo que não estejam fazendo isso; não são marido e mulher, imagina!, são esposo e esposa. E tratam seus casamentos como se fossem doença, elas não se casam, contraem matrimônio. Puro pedantismo, não é assim que o brasileiro fala.